Hoje ao almoço falava-se de cientistas velhotes, e eu esbocei a minha teoria habitual de que a idade não é um problema, muito pelo contrario... é verdade que muita gente mais velha não faz trabalho de qualidade, mas parece-me que o problema começa muito mais cedo do que se pensa habitualmente - eu pelo menos conheço imensos trintões "velhos"!... ao mesmo tempo que tenho a sorte de ter grandes amigos e colegas acima dos sessenta que considero jovens - ou pelo menos tão jovens como eu, que estas coisas são sempre relativas...
É um facto curioso esta minha tendência para ter colaborações com "velhotes"... de Israel, a França à India, trabalho com cientistas já reformados e acima dos sessenta. Não é tão comum quanto isso, pelo menos à escala a que eu o faço, e não consigp explicar muito bem como acontece... de alguma forma eles encontram-me e quase inexplicavelmente a coisa acaba por resultar muitissimo bem. Aprendo imenso, e acabamos mesmo por ficar amigos - conheço as mulheres, os filhos (em geral mais velhos do que eu) e sinto-me uma priviligiada em termos de troca de experiências e vivências.
A semana passada recebi um e-mail de um tipo que eu não conhecia a pedir-me um dos meus artigos - que eu como é habitual enviei, juntamente com uns comentários tecnicos sobre o assunto. Perdi algum tempo com os tais comentarios, que só serviam para para tentar ajudar o senhor, mas mesmo sendo aparentemente uma perda de tempo é daquelas coisas ineficientes que faço sem hesitar - faz parte das obrigaçoes de cientista...
Recebi depois uma resposta a agradecer, e uma carta bem mais comprida do senhor a explicar quem era, o que fazia, o draft de um artigo, e a propor-me um trabalho conjunto. O tema era muito interessante, tinha muito a ver comigo, mas é sempre estranho quando não se conhece a pessoa de lado nenhum... mas depois de ler o CV do senhor (e da mulher, com quem ele tambem trabalha) e principalmente pela atitude que demonstrava no que escrevia, resolvi seguir a minha intuição e não dizer que não... e desde então que quase não faço outra coisa que não seja olhar para o nivel do mar junto a umas ilhas perdidas no Indico! porque o homem tem uma energia inesgotavel e um interesse imenso no assunto e eu não resisto a tentar acompanhar a "pedalada", é muito motivador. Ah... e o senhor tem cinquenta e oito anos - um pouco jovem demais para o meu costume ;) mas é reformado da marinha inglesa, por isso encaixa no "perfil" das minhas colaborações. Não consigo perceber como acontece, mas acredito na magia...
É um facto curioso esta minha tendência para ter colaborações com "velhotes"... de Israel, a França à India, trabalho com cientistas já reformados e acima dos sessenta. Não é tão comum quanto isso, pelo menos à escala a que eu o faço, e não consigp explicar muito bem como acontece... de alguma forma eles encontram-me e quase inexplicavelmente a coisa acaba por resultar muitissimo bem. Aprendo imenso, e acabamos mesmo por ficar amigos - conheço as mulheres, os filhos (em geral mais velhos do que eu) e sinto-me uma priviligiada em termos de troca de experiências e vivências.
A semana passada recebi um e-mail de um tipo que eu não conhecia a pedir-me um dos meus artigos - que eu como é habitual enviei, juntamente com uns comentários tecnicos sobre o assunto. Perdi algum tempo com os tais comentarios, que só serviam para para tentar ajudar o senhor, mas mesmo sendo aparentemente uma perda de tempo é daquelas coisas ineficientes que faço sem hesitar - faz parte das obrigaçoes de cientista...
Recebi depois uma resposta a agradecer, e uma carta bem mais comprida do senhor a explicar quem era, o que fazia, o draft de um artigo, e a propor-me um trabalho conjunto. O tema era muito interessante, tinha muito a ver comigo, mas é sempre estranho quando não se conhece a pessoa de lado nenhum... mas depois de ler o CV do senhor (e da mulher, com quem ele tambem trabalha) e principalmente pela atitude que demonstrava no que escrevia, resolvi seguir a minha intuição e não dizer que não... e desde então que quase não faço outra coisa que não seja olhar para o nivel do mar junto a umas ilhas perdidas no Indico! porque o homem tem uma energia inesgotavel e um interesse imenso no assunto e eu não resisto a tentar acompanhar a "pedalada", é muito motivador. Ah... e o senhor tem cinquenta e oito anos - um pouco jovem demais para o meu costume ;) mas é reformado da marinha inglesa, por isso encaixa no "perfil" das minhas colaborações. Não consigo perceber como acontece, mas acredito na magia...