Thursday, 30 December 2010

Practice Makes Possible

The great paradox about surrender—as with other qualities of awakened consciousness, such as love, compassion, and detachment—is that though we can practice it, invoke it, or open up to it, we can't actually make it happen. In other words, just as the practice of being loving is different from being in love, so the practice of surrendering is not the same as the state of being surrendered.

As a practice, surrender is an antidote to the frustration that shows up whenever you try to control the uncontrollable. There are any number of ways to practice surrender—from softening your belly to consciously opening yourself to grace, turning over a situation to the universe or to God, or deliberately letting go of your attachment to an outcome. At the very least, the intention to surrender will allow you to release some of the invisible tension caused by fear and desire.

When the great will opens inside you, it's like going through the door that leads beyond limitation. You wonder why you didn't just let go in the first place. Then, like a surfer on a wave, you let the energy take you where it knows you're meant to go.


[Yoga Journal]

Wednesday, 29 December 2010

Livros - 2010

Algures no meio de tudo o que tenho para fazer fui perdendo o hábito de escrever no blog sobre os livros que leio... e também a verdade é que tenho lido muito menos do que dantes :( por um lado porque durante o dia passei a ocupar o tempo de leitura com mais leitura técnica (Nature, Science, outros artigos,...), e por outro porque troquei o ler antes de dormir pelas lições de hebreu (podcasts) - o que é dois em um, "leitura" e soporifero, um milagre para a minha insónia ;)

Mesmo assim, e em jeito de compensação, aqui vão os meus favoritos de 2010 - quase todos são cromos repetidos, a que voltei depois de ter recuperado os meus ebooks (que tinha perdido quando fiquei sem o meu palm na Argentina)... mas eu adoro / preciso de reler os livros de que gosto (é o que dá ter memória fraquinha)...

The Right Questions, Debbie Ford
(da primeira vez que li não apreciei tanto como à segunda / terceira, mas de facto parece ser mais do que parece à primeira vista; faz-me bem...)

The New Rules of Marriage, Terrence Real
(o titulo provavelmente engana, o livro é muito bom - já li várias vezes, e volto de vez em quando em SOS ;)

Getting Things Done, David Allen
(reli umas quantas vezes durante este ano, e suspeito que não vou ficar por aqui... um clássico!)

It's All Too Much, Peter Walsh
(também já vai pelo menos na terceira leitura, e continuo a apreciar bastante este GTD-doméstico; recomendo vivamente antes de qualquer organização / remodelação caseira - que é precisa, de vez em quando)


Tuesday, 28 December 2010

O meu novo "estudio" de yoga

Esta é a altura ideal para organizar, arrumar, planificar - e tenho-me dedicado intensamente a este tipo de actividades de que gosto tanto. Seguindo fielmente a tradição GTD-siana, comecei pela "physical stuff" - e ainda não cheguei à outra categoria de coisas (digital...). Por isso ao contrário do habitual tenho o e-mail, vaquinha, etc... menos actualizados do que o habitual (só mesmo emergency scanning) e tenho estado empenhadíssima na organização do meu mundo físico.

Comecei por organizar a minha cozinha - um projecto que estava encalhado na minha lista há mais de um ano. Não sou rapariga de grandes (nem pequenos) feitos culinários, mas levo a organização muito a sério. Por isso depois de começar, a arrumação da cozinha foi mesmo um projecto épico, até porque não consigo arrumar aos bocadinhos - quando faço, é em grande! o quer dizer que tiro tudo (mas mesmo tudo!) de todos os armários e gavetas, limpo tudo muito direitinho e depois de estar tudo vazio volto a arrumar tudo outra vez, depois de um exercício demoradíssimo a pensar / experimentar o que vai ficar onde, de forma a ficar mais prático, funcional e bonito. Foi uma maratona, mas fiquei muito contente com o resultado (não que se note, que aparentemente está tudo igual, visto de fora), mas eu sei que está tudo organizadinho e isso faz-me sentir muito bem (mesmo mal podendo mexer-me, que fisicamente foi extenuante).

Outra das coisas que re-organizei foi o meu espaço de prática em casa. Já queria fazer isso há algum tempo, mas como quase só praticava em Lisboa, que ao fim de semana vou às aulas, fui adiando... mas ontem fui a Lisboa buscar as minhas coisinhas ao palacio, e como pelo menos 50% dos meus pertences, como o Zé notou, eram material do yoga, aproveitei juntar tudo para uma organização de raíz do meu espaço. Tomei de assalto uma parte da sala (o Zé encorajou-me e ajudou-me a mudar a orientação da mesa para ter mais espaço) e arrumei todo o meu material lá, o que não é fácil porque tenho quase tudo em duplicado - sou a feliz possuidora de 2 tapetes, 3 cintos, 12 mantas, 4 tijolos,... e só não tenho mais porque não consegui trazer o material que tinha em Israel. Para celebrar, hoje já experimentei o meu novo "estúdio de yoga", com posturas de pé e tudo (típico, agora que finalmente arranjei uma cadeira, já a dispenso...). Não está catita? ;)




Thursday, 16 December 2010

Bibutils

Continuo à volta com a conversão automática de formato ris para bibtex. Tinha encontrado uma package para fazer isso em R, mas deixou de funcionar (e não era assim tão pratico como isso, anyway...).

Agora descobri as bibutils e funciona 5*
ris2xml filename.ris | xml2bib > filename.bib


Tuesday, 14 December 2010

Ultima aula

Hoje dei a ultima aula teórica do semestre (agora só faltam as práticas). Uffa! Eu até gosto de dar aulas (com moderação, of course) mas "choro-me" o tempo imenso que retiro à investigação para preparar as aulas. Estou contente por ter terminado o semestre em beleza, com estatística circular. Nunca tinha usado nem estudado estes métodos, e estava um pouco apreensiva, mas achava que era uma matéria importante e por isso pus mãos à obra - por conseguir aprender por mim é que sou a professora ;) Fiquei contente com as aulas que dei e diverti-me imenso... agora estou mortinha por estudar dados circulares - ventinhos, ondinhas,... aqui vou eu! ;)

Wednesday, 8 December 2010

Eu e os meus "props"

Eu e os meus "props" somos muito chegados... habituo-me e depois é uma chatice, estranho os que não são exactamente como os que eu estou habituada...

Na verdade verdade eu sou esquisitinha com a maior parte das coisas, gosto de ter poucas mas "chegadas" e apego-me aos meus objectozinhos de forma intensa. Por exemplo, para mim é impensável ter em cima da mesa mais do que, digamos, uma meia dúzia de utensílios para escrever. Mas o lápis tem que ser o rombo que uso para escrita de rascunho (tem que ser aquele e não outro), tem que ser a minha lapiseira para escrita "a limpo", a minha caneta de tinta permanente para assinar, até tenho uma caneta para escrita "indiferenciada" (!) (tudo o que não encaixa nas outras categorias). Antes que pareça que me estou a candidatar a tratamento psiquiátrico compulsivo, devo dizer que parece ser só uma faceta do meu apego à rotina ;)

Voltando aos props ... Se há coisa em que pareço uma autêntica PT no yoga (PT = pata-tenra, gíria escotista para "inexperiente") é no uso dos cintos. Tenho imensa dificuldade em apertar o cinto no lado certo e sou muito trapalhona - porque me irrita não acertar com o cinto e perder tempo - uma atitude nada "yoguica" ;). A professora até já me explicou no outro dia direitinho (à lá cientista) e eu finalmente fiquei a perceber a lógica do cinto... mas se serviu para deixar de ter dúvidas de quando o cinto está bem ou nao, a verdade é que ainda faço confusão... e acho que agora percebo porquê! É que os cintos que tenho em casa são uns cintos manhosos, com duas argolas do mesmo tamanho... não dá jeito nenhum mas estou habituada a esse sistema...

Um "prop" que recentemente deixei de dispensar é a cadeira... Passei a fazer mais posturas de pé, mas com cadeira - ie perversamente consegui transformar as posturas de pé em posturas "sentadas" ;) [shame on me!]. Ora a minha cadeira é tudo menos uma cadeira adequada para yoga; nem é bem uma cadeira, é mais um cadeirao... e além das costas tem dois braços... Mas sendo totalmente inadequada, por exemplo é impensável usa-la para sarvangasana, é a cadeira que tenho usado para as posturas de pé (que quem não tem cão caça com gato, n'est ce pas?). Por causa do formato da dita tenho que adaptar um bocadinho - por exemplo rodar a cadeira por causa dos braços... E à conta desse hábito numa das últimas aulas lá estava eu com a cadeira ao contrário do que devia... eu e o pessoal que zelosamente resolveu fazer como eu... Não bastavam as minhas confusões, ainda baralho os outros ;)

Sunday, 5 December 2010

Lei da dor

Desde que deixei de poder ir às aulas de yoga mais regularmente (agora é só mesmo ao fim de semana) que me sinto à segunda como se tivesse ido a um intensivo. Depois da aula e no próprio dia sinto-me óptima, mas ao domingo e à segunda estou sempre um pouco "partida". Hoje de manhã sentia-me como se tivesse feito uma centena de abdominais (foram as parivrittas, suponho) e sentia o corpo tão dorido que mesmo com os pequenos movimentos na cama acordava e tinha que me mover muiiiito devagarinho. Mas mesmo mal me podendo mexer, esta manhã não hesitei em ir à aula de yoga - por causa da dita leizinha, precisamente. Digo lei porque para mim é como uma lei física, a generalização de um fenómeno baseada em observações experimentais. E a lei é que por mais que doa, mesmo que mal consiga subir ou descer escadas, mesmo que tenha que me levantar e sentar muito devagarinho, como uma velhinha, a verdade é que quando chego ao tapete e começo a fazer posturas não me dói nada - ie, só custa o estar "parada". Não percebo exactamente porquê, é um mistério para mim, mas garanto que é tão real como a segunda lei da termodinâmica ;)

Saturday, 4 December 2010

Lareira

Aproveitei o feriado do dia 1 para acender a lareira. Eu sei que não devia, tem muito mais lógica ligar o aquecimento e deixar a lareira sossegadinha, mas não resisto... o fogo acende qualquer instinto de mulher primitiva que há em mim. E simplesmente adoro ter a lareira acesa... mesmo ficando com a casa a cheirar a lenha (e a um cheiro metálico horroroso que vem do recuperador de calor e que não há meio de desaparecer)... mesmo tendo que depois estar como hoje a limpar as cinzas e o correspondente pó fininho que teima em se espalhar pela sala... e apesar de hoje me sentir uma encarnação urbana de limpa-chaminés, já tenho a lenha no cesto prontinha para o próximo feriado ;)


Friday, 3 December 2010

Reviews atribuladas

Este mês tinha duas revisões para fazer. Muita gente rejeita fazer revisões, principalmente de artigos mais obscuros, invocando uma espécie de princípio de eficiência que me custa a perceber. Claro que percebo que é algo ingrato, dá muito trabalho que não se vê, mas faz parte do nosso trabalho e pronto - ou em termos mais populares, não há bela sem senão... Por isso eu levo muito a sério o meu papel de referee e quando chega um manuscrito ao meu inbox nunca me furto a esse trabalho... por muito ocupada que esteja.

Tinha agora na minha mesa dois manuscritos, um com deadline de 2 de Dezembro, no Journal of Hydrology e o outro para dia 20, no Hydrology and Earth System Sciences. Como é difícil arranjar reviewers eu acabo por apanhar com o que esteja mesmo que lateralmente relacionado com series temporais e geofisica, não exactamente com o que eu gosto e faço... E um destes artigos era dessa categoria... Mas enfim, por uma questão de princípio não recuso a tarefa...

Como rapariga organizada que sou mal um manuscrito chega à minha inbox logo adiciono a task correspondente à minha vaquinha. E também costumo imprimir, para ter à mão e ir lendo quando for lanchar e me apetecer torrada (que no C8 demora uma eternidade, por isso só peço quando estou munida de leitura). A vaquinha foi avisando que tinha que fazer uma revisão ate dia 2, mas eu fui ignorando, e já in extremis resolvi levar o artigo para o Porto para despachar no feriado. Acabei por nao trabalhar no feriado mas no comboio lutei com o artigo - com grande esforço, que era dos chatos - e quando cheguei a Lisboa tinha a revisão praticamente pronta. Estava muitíssimo contente com o que tinha conseguido fazer até a altura em que me lancei a enviar a review - e verifiquei que me tinha enganado e revisto o artigo errado (o que era para dia 20, em vez do do dia 2)!

Porque é que além de organizada não poderia ser só um bocadinho menos distraída?!?

Wednesday, 1 December 2010

Balanço - Nov

Gosto particularmente quando o primeiro dia do mês é feriado. Por mim, todos os primeiros dias de cada mês deveriam ser feriado, e dedicados à revisão mensal - um "fecho para balanço" do mês que passou, e planificação do mês seguinte - feriado para os que trabalham de facto durante o mês, of course ;)

Hoje estou particularmente entusiasmada com a revisão mensal, porque tenho um balanço mais rigoroso do que o habitual, agora que passei a usar religiosamente o "Time Recording" do telemovel para um log mais detalhado da forma como uso o meu tempo. Ainda não está optimizado a 100%, mas é um começo. Para já só tenho registado o tempo que ocupo exclusivamente a trabalhar - ie não contabilizo os intervalos para lanche, almoço, e o tempo que gasto noutras actividades (yoga, flauta, hebreu, etc...). Mas ter consciência de como uso o tempo "de trabalho" é mesmo o que mais me interessa de momento, até porque quero cada passar do meu actual sistema mais rígido - em que estou fora à semana, e me obrigo a não trabalhar em casa, nem ao fim de semana, para um sistema mais flexível e mais GTD-siano. A minha ideia é a partir de Janeiro trabalhar mais tempo em casa, e eventualmente até ao fim de semana, e optimizar as deslocações, o que exige ainda mais disciplina do que o habitual! Por isso quero mesmo ter uma noção rigorosa e quantitativa de como gasto o meu tempo.

O meu log mostra o que eu já sabia, mas é sempre bom ter números dos fenómenos (a minha costela de cientista). Este mês fiz duas palestras - uma no museu de ciência, que correu aparentemente muito bem, apesar de eu não me ter sentido particularmente inspirada, provavelmente por ser ao fim do dia - depois das seis para mim já é noite, não é dia (!) e outra numa workshop na reitoria, que já foi de manhãzinha e que modéstia à parte achei muito boazinha. Mesmo reciclando slides preciso sempre de algum tempo para preparar apresentações, por isso para estas duas palestras acabei por usar 19h51m ou seja 15% do meu tempo de trabalho. Mas a maior fatia do meu tempo este mês (40%, ou 51h16min) foi mesmo usada a preparar e dar aulas. É uma canseira, mas estou a gostar. E é só até ao Natal, depois só devo voltar a dar aulas em Setembro - por isso é temporário, e estou expectante por converter todo esse tempo que tenho gasto com as aulas em pure research time a partir de Janeiro...