Hoje resolvi aproveitar a manhã para passear - afinal é fim de semana aqui ;) A semana foi ocupada com bastante trabalho, por isso resolvi aproveitar o fim de semana para (igualmente intensa) actividade social e "turistica". Conheço bastante bem Jerusalem, mas resolvi "obrigar-me a desacomodar" e procurar sítios onde nunca tivesse ido e coisas novas para fazer.
Decidir começar por ir ate a torre da YMCA, porque da janela do meu hotel parecia muito pertinho, e nunca la tinha ido. Mas não era assim tão perto como isso, e o "pertinho" é complicado pela minha tradicional deficiente capacidade espacial. Ainda por cima estava a navegar "à vista", i.e. sem mapa, que como antiga residente achei que não precisaria de mapa qual turista (e é sabido que a minha orientação espacial não melhor por aí além só por estar munida de mapa). Por isso lá ía a olhar para o céu, a tentar avistar a torre e seguir o melhor que podia nessa direcção, mas a tarefa era complicada, porque uma coisa é ver a torre (e mesmo isso nem sempre conseguia, que por vezes perdia-a) e outra bem diferente é chegar la. Ainda por cima depois do parque da independência tinha entre mim e a torre o consulado americano, com um array impressionante de segurança, pelo que resolvi esquecer temporariamente a torre e seguir em frente, que os guardas não pareciam para brincadeiras, e a minha justificação de estar "atrás da torre" até a mim parecia algo ridicula ;) Acabei por andar imenso, não completamente perdida mas também não exactamente "localizada", mas lá acabei por chegar à rua do rei David, e a partir daí foi facil dar com a YMCA. A entrada é muito engraçada, com um jardim muito agradável e acolhedor. Na YMCA la pedi para subir à torre, para ver a vista de Jerusalem, mas só podiam abrir a torre com um minimo de duas pessoas, e eu estava sozinha... de qualquer modo foram muito simpaticos e sugeriram que eu esperasse a ver se aparecia mais alguem que quisesse subir, mas resolvi que ficava para outra vez, em vez de estar à espera... de qualquer modo a atmosfera é muito agradável, até o guarda me deixou entrar de mochila sem qualquer revista, o que é de espantar, mas é uma quebra de segurança de algum modo consistente com o espirito muito pacifico do sitio.
Depois da YMCA fui até ao jardim mesmo junto ao "king David hotel". Ja tinha estado por la mais do que uma vez, mas não sei porquê nunca me tinha aventurado muito para o interior do jardim Bloomfield, que o que se via de fora não era muito impressionante... mas afinal o jardim é muito maior do que parece e muito bem cuidado! Estende-se colina abaixo e tem áreas verdes, banquinhos, canteiros de ervas aromáticas, canais de água (ouvir água a correr é um prazer muito especial para qualquer israelita), e uma boa vista das muralhas da cidade velha. Curiosamente o jardim estava quase deserto e tudo muito sossegado (talvez por ser dia da semana, e manhã cedo), e o tempo estava muito primaveril, o que tornou o passeio ainda mais agradavel. Na parte superior do jardim tem o celebre moinho de Jerusalem e uma vitrina com a carruagem do proprio Montefiore.



Ainda mais do que do jardim gostei de descobrir as ruas e casinhas de Mishkenot Shaananim. Parece que se está num outro mundo, tudo muito arranjadinho e sossegadinho. Não vi vivalma além dos gatos, que parecem ser particularmente queridos na zona - há muitos, gorduchos e de pêlo comprido e o que parecem ser pequenos sitios proprios para eles, com pequenas tabuletas a indicar para limpar as patas (!?). As ruas são muito estreitas, cheias de flores, e toda a área é particularmente agradavel para passear (e 100% livre de turistas, ao que parece) ;)


Depois do passeio seguiu-se o programa social. Apanhei o autocarro para Tel Aviv, e fui tomar café com uma amiga. Voltei para Jerusalem mesmo a tempo do shabat, mas já não havia sombra de autocarros em Jerusalem, e não tive outro remédio senão voltar para o hotel a pé. Ainda é um bocadinho desde a estação central, mas recusei-me apanhar um taxi, que sou forretinha, além de que é relativamente agradavel andar pelas ruas desertas de Jerusalem no shabat. Apanhei um taxi isso sim para ir jantar a casa de uns amigos, que aí já estava muito cansada para andar, mas não imaginei no que me metia, que o condutor era árabe, e tive que aturar um discurso inflamado, em que a conclusão básica era que tudo o que há de mal no mundo é por causa dos judeus, nem mais nem menos (textual!) - mal o homem sabia quem levava no carro ;)
PS: as fotos foram tiradas com a maquina nova (linda!) [muito hi-tech e sofisticada e simultaneamente muito pequenina] que o meu maridinho me ofereceu :)
Decidir começar por ir ate a torre da YMCA, porque da janela do meu hotel parecia muito pertinho, e nunca la tinha ido. Mas não era assim tão perto como isso, e o "pertinho" é complicado pela minha tradicional deficiente capacidade espacial. Ainda por cima estava a navegar "à vista", i.e. sem mapa, que como antiga residente achei que não precisaria de mapa qual turista (e é sabido que a minha orientação espacial não melhor por aí além só por estar munida de mapa). Por isso lá ía a olhar para o céu, a tentar avistar a torre e seguir o melhor que podia nessa direcção, mas a tarefa era complicada, porque uma coisa é ver a torre (e mesmo isso nem sempre conseguia, que por vezes perdia-a) e outra bem diferente é chegar la. Ainda por cima depois do parque da independência tinha entre mim e a torre o consulado americano, com um array impressionante de segurança, pelo que resolvi esquecer temporariamente a torre e seguir em frente, que os guardas não pareciam para brincadeiras, e a minha justificação de estar "atrás da torre" até a mim parecia algo ridicula ;) Acabei por andar imenso, não completamente perdida mas também não exactamente "localizada", mas lá acabei por chegar à rua do rei David, e a partir daí foi facil dar com a YMCA. A entrada é muito engraçada, com um jardim muito agradável e acolhedor. Na YMCA la pedi para subir à torre, para ver a vista de Jerusalem, mas só podiam abrir a torre com um minimo de duas pessoas, e eu estava sozinha... de qualquer modo foram muito simpaticos e sugeriram que eu esperasse a ver se aparecia mais alguem que quisesse subir, mas resolvi que ficava para outra vez, em vez de estar à espera... de qualquer modo a atmosfera é muito agradável, até o guarda me deixou entrar de mochila sem qualquer revista, o que é de espantar, mas é uma quebra de segurança de algum modo consistente com o espirito muito pacifico do sitio.
Depois da YMCA fui até ao jardim mesmo junto ao "king David hotel". Ja tinha estado por la mais do que uma vez, mas não sei porquê nunca me tinha aventurado muito para o interior do jardim Bloomfield, que o que se via de fora não era muito impressionante... mas afinal o jardim é muito maior do que parece e muito bem cuidado! Estende-se colina abaixo e tem áreas verdes, banquinhos, canteiros de ervas aromáticas, canais de água (ouvir água a correr é um prazer muito especial para qualquer israelita), e uma boa vista das muralhas da cidade velha. Curiosamente o jardim estava quase deserto e tudo muito sossegado (talvez por ser dia da semana, e manhã cedo), e o tempo estava muito primaveril, o que tornou o passeio ainda mais agradavel. Na parte superior do jardim tem o celebre moinho de Jerusalem e uma vitrina com a carruagem do proprio Montefiore.
Ainda mais do que do jardim gostei de descobrir as ruas e casinhas de Mishkenot Shaananim. Parece que se está num outro mundo, tudo muito arranjadinho e sossegadinho. Não vi vivalma além dos gatos, que parecem ser particularmente queridos na zona - há muitos, gorduchos e de pêlo comprido e o que parecem ser pequenos sitios proprios para eles, com pequenas tabuletas a indicar para limpar as patas (!?). As ruas são muito estreitas, cheias de flores, e toda a área é particularmente agradavel para passear (e 100% livre de turistas, ao que parece) ;)
Depois do passeio seguiu-se o programa social. Apanhei o autocarro para Tel Aviv, e fui tomar café com uma amiga. Voltei para Jerusalem mesmo a tempo do shabat, mas já não havia sombra de autocarros em Jerusalem, e não tive outro remédio senão voltar para o hotel a pé. Ainda é um bocadinho desde a estação central, mas recusei-me apanhar um taxi, que sou forretinha, além de que é relativamente agradavel andar pelas ruas desertas de Jerusalem no shabat. Apanhei um taxi isso sim para ir jantar a casa de uns amigos, que aí já estava muito cansada para andar, mas não imaginei no que me metia, que o condutor era árabe, e tive que aturar um discurso inflamado, em que a conclusão básica era que tudo o que há de mal no mundo é por causa dos judeus, nem mais nem menos (textual!) - mal o homem sabia quem levava no carro ;)
PS: as fotos foram tiradas com a maquina nova (linda!) [muito hi-tech e sofisticada e simultaneamente muito pequenina] que o meu maridinho me ofereceu :)