Tuesday, 30 June 2009

(Des)Sincronização

A sincronização de osciladores é um dos efeitos não lineares a que acho mais piada - uma perspectiva científica do fenómeno está aqui. Numa perspectiva mais mundana, associo a sincronização aos ritmos biológicos, em particular do sono - um tema pelo qual tenho uma predilecção especial (talvez por ter um relógio interno sensível). Quando não estou sozinha tendo a sincronizar os ritmos (o que implica um shift towards deitar mais tarde e levantar mais tarde) mas estando sozinha... pronto, lá se vai a sincronização e volto a horários excessivamente matutinos.

O acordar cedo costuma pôr-me bem disposta, mas hoje estive às voltas na cama desde as três, o que mesmo para mim é demasiado, e não tem grande piada... tentei adormecer, sem sucesso, até que me fartei e resolvi levantar-me, fazer um chá e actualizar o blog... agora vou tentar dormir mais um pouco, a ver se o relógio nao fica completamente des-sincronizado... ou para o baralhar de vez...


Monday, 29 June 2009

Yoga... a lavar os dentes

OK, como indica o título, este post é esquisito... mas foi assim - estava a lavar os dentes, antes de me deitar, e dei por mim a verificar como estava a pousar os pés no chão, especificamente a tentar perceber como e que parte do pé estava em contacto com o chão (eu avisei que era esquisito!).

O engraçado é que não é tão óbvio como parece, pelo menos para mim (e suspeito que não é só por eu ter os pés tortitos e um dedo pequenino quase inexistente)... tive a sensação de que estava a praticar yoga, porque abstraí-me completamente do que estava a fazer e pelo menos durante alguns instantes estava completamente concentrada e focada no estudo do fenómeno do pé a tocar no chão, e é essa atenção que associo à prática de yoga.

Como atenuante para a estranheza do post, posso alegar que por causa do feriado de S João e da mudança para Lisboa passei a última semana sem praticar yoga - pelo que uma possibilidade é estar com sintomas de privação - e depois dá-me para isto...


Saturday, 27 June 2009

Outras arrumações

Pois é, parece que ultimamente não tenho outro assunto... depois das arrumações em casa, dediquei-me hoje a limpar e organizar o meu cantinho em Lisboa... não é que fosse preciso grande coisa, não tenho nada que me queixar do apartamento - está muito arranjadinho e gosto muito da decoração "oriental" - mas mesmo assim passei o dia em limpezas e arrumações...

Estou contente, está tudo a "brilhar", mas estou estourada!

Wednesday, 24 June 2009

São João

Sempre tive sentimentos mistos em relação ao S João... por um lado não sou rapariga de grandes folias, por outro gosto da parte de convívio, do comer ao ar livre, das fogueiras e balões, do fogo de artifício... Este ano fomos mesmo até à Ribeira, no centro da acção, porque o nosso amigo tinha cá uns convidados e queria mostrar-lhes o S João "típico". Eu queria ir até à casa da musica, que havia um concerto às dez, mas como era difícil simultâneamente ir ao concerto e à beira-rio... fiquei a ver navios! enfim, depois compensam-me ;)

Achei giro, apesar de estar um pouco cansada. Adorei o fogo de artifício! estávamos mesmo junto ao rio, num local ideal para ver o espectáculo... o pior eram mesmo os apertos e encontrões, que o sítio estava super-crowded, mas suponho que não há bela sem senão... Engraçado é que hoje dei por mim a escrever vários e-mails para amigos em Israel a contar sobre a noite de S João, o fogo de artifício, os martelos, com fotos e tudo, para dar uma ideia da coisa. Não é que só "esteja bem onde não estou" como vai a cantiga, mas tenho pena de por vezes não poder alterar o espaço-tempo um niquinho, só para ser mais fácil partilhar alguns momentos com amigos que estão longe...


Colagem de cascos

A propósito de um post anterior sobre a colagem da quilha do amphitrite, recebi este "boneco" do meu pai... não está muito catita?! Só tenho pena de não ter herdado a habilidade para desenhar...


Monday, 22 June 2009

Mega-arrumação - III

Pois é, a nossa mega-arrumação ainda continua! se calhar devíamos ter tirado férias e durante uns dias e não fazer mais nada a não ser a nossa grande re-organização da casa, mas não deu para fazer assim porque temos estado bastante ocupados em termos de trabalho e afins... por isso a coisa vai devagar devagarinho, aos bocadinhos...

Ontem atacamos o armário do escritório. O armário é enorme, estava cheio de coisas (muito arrumadinho, até, mas cheio...) e seguindo o padrão habitual o que fizemos foi esvaziá-lo completamente, com o efeito imediato de aumentar exponencialmente a entropia do escritório e arredores.

Depois do armário estar completamente vazio, começamos então o ataque ao conteúdo, entretanto espalhado pelo chão do escritório. Uma quantidade considerável do trabalho foi encher sacas e sacas e sacas com papel para reciclar... eu tinha uma montanha de pastas de cartão (de arquivo morto) muito organizadinhas e etiquetadas (que apesar de tudo sempre fui uma rapariga organizada) com coisas como revistas (por exemplo todas as Super Interessante, desde o nº 1!, as revistas da Deco, etc....) e papeis vários (manuais de software, alguns bem antigos, anteriores a 2000!, coisas sobre linux, etc...). Por isso uma parte considerável do tempo foi passada a ver o conteúdo dessas pastas e verificar o que ficava e o que ía para reciclar (e grande parte foi mesmo para reciclar...). Mais uma montanha de fotocopias de livros e afins do nosso tempo da faculdade (que também foram direitinhos para o monte de coisas para reciclar). E mais papeis, papeis, papeis...

Devo ter ganho imenso espaço no armário só a pôr o óbvio para reciclar. O unico problema é que verifiquei que a casa do lixo estava algo cheia (como é habitual depois do fim de semana), e não tive coragem de lá pôr a pilha de coisas que rápidamente acumulamos... pelo que tranferimos a pilha de tralha de dentro do armário para o hall, mas é temporário - espero! (porque ainda vai implicar muitas e muitas viagens à casa do lixo...). Além da montanha de papel para reciclar, conseguimos também acumular uma quantidade impressionante de lixo electrónico - disquettes, cd's, hardware (discos, modems, ...), cabos, carregadores de diferentes tamanhos e feitios,... até descobrimos um computador de secretária antigo, enorme, que não nos lembrámos que estava lá! (se bem que a caixa tivesse de facto uma etiqueta com o conteúdo explícito, mas como era das coisas mais ao fundo simplesmente esquecemos que tínhamos lá isso).

Durante o processo de esvaziamento do armario várias vezes ía entrando em hiper-ventilação face à enormidade da coisa... como é possível acumular tanta tralha?! e note-se, estava até tudo muito arrumadinho, em pastas, caixas, tudo etiquetadinho, etc... mas para quê?!?

Apesar do trabalho que deu, e da sensação de "overwhelming", também foi engraçado - uma espécie de arqueologia pessoal! Fomos desenterrando do armário os vestígios dos nossos primeiros passos no trabalho - pastas e pastas do que na altura parecia ser tão útil e importante - lembranças de viagens (postais, posters,...) e outras coisas que tais. O momento hilariante do dia terá sido quando me saí com o "acho que vou pôr o penico do Nenuco para reciclar" - agora nem parece ter tanta piada, mas na altura rimo-nos um bom tempo à conta disso, talvez só pelo inesperado e porque apareceu assim um pouco fora do contexto, digamos... e just for the record sim, ainda tenho o meu Nenuco (que terá certamente quase trinta anos) mas consegui ver-me livre da minha caixa de trabalhos da Escola Francesa - sim, ainda tinha guardado, muito acomodadinho, os meus trabalhos da pré-primária! E ainda falo do Zé, e que ele gosta de guardar coisas!?! shame on me!! (Note-se que vi-me livre dos trabalhos manuais, mas fiquei com os cadernos dos 3 aos 5 anos, com a minha "arte" da altura). Talvez na próxima arrumação (daqui a pelo menos 10 anos) consiga livrar-me deles, mas para já ficam, que ainda há espaço ;)

Talvez a parte mais estranha foi quando cheguei a uma caixa cheia de uma miscelânea diversa que estava rotulada como "recordações" (já disse que até sou uma rapariga organizadinha, com tudo etiquetado, não já?!). Bom, tinha muita coisa estranha, e que também foi para reciclar - como o meu diploma de participação no casco-paper em 1993, e o meu "telescópio", adereço de caloira de astronomia (porque é que não terei guardado também as orelhas de burro, já agora?!). Tinha a minha pasta da Faculdade, com as fitas azul ciência (nunca tive cartola, não achava piada nenhuma, mas adorava as fitas!) - também vai para reciclar, vou só guardar uma fita especial.

Desencantei uma quantidade de agendas dos anos 90, que folheei por alto, e que verifiquei atestarem a minha tendência gtd-ziana pré-digital - e que também vão para reciclar. Junto das agendas estavam caderninhos de contactos (na era pré-telémovel, punha-se em papel o número de telefone das pessoas) e foi uma sensação melancólica passar os olhos pelos nomes que foram, grande parte deles, escorregando devagarinho para o esquecimento e saindo da minha vida quase sem dar por isso... Encontrei também os meus diários (que atestam que a minha panca de logs e registos escritos vem de longe) mas não quis abri-los (estão fechados com um cadeadito e não sei da chave) mas nem é por isso - não me quero assustar com a minha escrita pré-18! mas vou mantê-los, pode ser que aos 90 anos ache piada lê-los, mas para já... no way!

A experiência talvez mais intensa foi descobrir a imensidão de cartas e postais antigos. Encontrei uns postais de aniversário de 1976 e 77 (eu nasci em 75....) e muitos bem mais recentes - quase todos de pessoas de que me lembro bem, mas outros nem tanto (tenho, como é sabido, uma memória péssima).

E as cartas... desde umas cartas em letra redonda de amigas da adolescência sobre as trivialidades (importantes na altura), tipo... como é a turma, o que se fez nas férias, etc, que achei divertidas pela inocência de um tempo simples - suponho que agora o pessoal envia e-mails e sms's, mas na altura, eram cartitas "a sério"... até umas missivas de um namorado que tive antes de conhecer o Zé (não li, mas guardei, faz parte da história) - já as cartas do Zé ocupam quatro pastas de arquivo, e estão noutra secção, embrulhadas com fitas cor de rosa - quem diria que seria assim tão démodée?! ( é por acaso, suponho, que não gosto nada de cor de rosa, a minha côr é o azul).

E as cartas da minha amiga Paula, a minha melhor amiga na escola até ao 9º ano... não as reli todas, mas fiquei contente por notar que a última era já sobre a faculdade (ela estava em letras, em Vila Real), por isso ainda mantivemos o contacto por alguns anos - mas acho que nunca nos chegamos a encontrar pessoalmente depois do 9º ano, o que agora me parece muito estranho... mas acho que até à faculdade nunca tive grandes amigos, e tenho a sensação que as pessoas sempre me ligavam mais a mim do que eu a elas... não é que eu não ligasse às pessoas, suponho que por incapacidade minha acabava por me interessar mais por outras coisas - livros por exemplo... em versão século vinte e um da minha pessoa, diria que sou melhor em "human-to-computer" do que "human-to-human interaction", uma piada que ainda lanço de vez em quando (apesar de agora estar bem melhor, espero...).

De entre as coisas do tempo da faculdade encontrei um cartoon que os meus amigos fizeram durante a aula de física experimental - sei porque está lá escrito... e tenho uma vaga ideia desse dia e da brincadeira à volta do cartoon, mas não faço ideia porque o guardei... talvez porque me lembra desse tempo e desses dois amigos, que também desapareceram da minha vida cedo demais. Definitivamente, acho que nunca fui uma boa amiga, ou pelo menos nunca tive muito jeito. Que o diga o meu melhor amigo (pelo menos era - que com amigas destas não se precisa de inimigos). Mas com este ainda tenho contacto e vou tentar compensar os ultimos anos... não me parece que vá conseguir retribuír toda a amizade que tive até agora, mas vou tentar... e já resolvi que vou convidar outro amigo que não vejo há uns meses para tomar um café, antes que passe a fazer parte da caixa das recordações...

Finalmente, e para terminar num tom divertido, descobri ainda na caixa das recordações uma folhinha muito bem preservada do 1º ano da faculdade com uma composição, na minha letrinha certinha, sobre o tema que me tinham atribuído "A roupa interior dos enxames galácticos e o seu contributo na excitação sexual dos alces amazónicos" (a praxe em astronomia era muito "cultural"). Ao reler o texto, que até está muito bem articuladinho (principalmente tendo em conta a temática exótica) não pude deixar de pensar que se calhar deveria ser escritora em vez de cientista... principalmente porque tenho necessidade da escrita como catarse, como demonstra este post... se alguém conseguir ler até aqui - o que duvido, e não levo a mal ;)

Saturday, 20 June 2009

Amphitrite - 2

Hoje comecei a trabalhar no Amphitrite, e comecei... pelo início, o que neste caso quer dizer a quilha. Este barquinho é pequenino (não o mais, mas certamente um dos mais pequenos que já montei), o que em princípio facilitaria a tarefa. Mas este plástico branco não é dos melhores, e a forma esbelta da quilha também não ajuda muito...


Mas depois de alguma trabalho de faca e lixa, para retirar pequenas imperfeições no plástico, e muito esforço para juntar as duas metades, a coisa foi... um dos meus problemas é pôr cola a mais - em geral quanto menos melhor, mas quando se está desesperado com as duas metades a quererem fugir o que dá vontade? pôr mais cola, claro! e é pior... mas consegui conter-me, e passar do ênfase na cola à pressão (usei umas molinhas de madeira da roupa e uns elasticos de borracha para segurar melhor) e resultou... não está lindo?


Wednesday, 17 June 2009

Virabhadrasana II na parede

Hoje estive a praticar (tentar!!) virabhadrasana II deitada no chão e com os pés na parede, como o Dan ensinou... excruciante é pouco - só posso dizer "ai-i-iiii!"...

Amphitrite - 1

Enquanto arrumava o escritório fui confrontada com a minha montanha de caixas de barcos para montar, e os restos de outros semi-montados... Já não pego num barco há mais de dois anos, e não posso dizer que tenha sentido grande falta, mas quando começo a pegar nas caixas... apetece de alguma forma pegar num barquinho...

O dilema é que tenho alguns barcos terminados (pelo menos segundo a minha definição de terminados) e quase outros tantos incompletos, em diferentes graus de "andamento"... e nunca me apetece mexer nos que estão encostados mas sempre começar por um novo... não é que tenha falta de barquinhos novos (tenho imensos modelos em caixas que nem sequer foram abertas) mas sinto-me sempre um bocadinho culpada de começar um barco novo quando ainda tenho outros parados. Mas principalmente depois de estar tanto tempo inactiva neste domínio, parece-me que ceder à tentação de começar um barquinho novo é um mal menor... e depois de uma análise prazeirosa da minha colecção, acabei por escolher o Amphitrite - para começar---



"Palácio"

Na sexta feira passada fui a Lisboa para tratar do apartamento - ainda não tinha tido oportunidade de "cuscar", porque tive todo o fim de semana sem rede :( tinha emprestado o meu kanguru ao Zé, e a rede de casa recusava-se simplesmente a funcionar... desdobrei-me em tentativas, e até troquei o modem por um suplente, mas nada. É muito chato, porque acabei por passar o fim de semana sozinha (o Zé estava nos escoteiros, a dar formação) e sozinha + sem rede é uma combinação algo depressiva... fui vendo o e-mail no telemovel, de vez em quando, mas não serviu de muito para atenuar os sintomas de privação...

Voltando ao meu novo palacio... o engraçado é que o meu apartamento na Dinamarca tinha a alcunha carinhosa de "palácio" (acho que na altura quem começou com a designação foi o meu coleguinha de gabinete), e por afinidade o meu cantinho em Jerusalém herdou a mesma terminologia... e não é que o apartamento que aluguei em Lisboa é num edifício chamado mesmo palacio qualquer coisa? assim já não tem graça dizer que vou para o meu palácio, torna-se muito literal...

Gostei do sítio, é na zona antiga de Lisboa, muito perto da Assembleia da Republica... gosto das ruas estreitas, das casas antigas e do ambiente (pelo menos de dia, não sei como será de noite) - pareceu-me muito mais agradável do que eu estava à espera. E o apartamento também é muito catita - o único defeito é mesmo o preço, mas é importante estar num sítio que goste e em que me sinta confortável, e este pareceu-me ideal - já basta o estar "desterrada" para o desconforto...

Friday, 12 June 2009

First and last things, H.G. Wells

First and last things, H.G. Wells

Ultimamente ando muito "Wellziana"... não só porque fiz um download imenso, via projecto Gutenberg, de livros do Wells em formato plucker (o que me permite lê-los confortavelmente no palm), mas principalmente porque sinto uma afinidade imensa com esta escrita... se gosto dos livros do Wells em geral, este é sem duvida um dos meus favoritos. É um livro muito pessoal, e muito abrangente, ou como o autor começa por explicar "Recently, I set myselft to put down what I believe". Aqui ficam algumas das passagens que achei particularmente deliciosas...
What am I? Here is a question to which in all ages men have sought to give a clear unambiguous answer, and to which a a clear unambiguous answer is manifestly unfitted. Am I my body? Yes or no? It seems to me that I can externalize and think of as "not myself" nearly everything that pertains to my body, hands and feet, and even the most secret and central of those living and hidden parts, the pusing arteries, the throbing nerves, the ganglionic centres, that no eye, save for the surgeon's knife has ever seen or ever will see until they coagulate in decay. So far I am not my body; and then as clearly, since I suffer through it, see the whole world through it and am always to be called upon where it is, I am it. Am I a ind misteriously linked to this thing of matter and endeavour?
We are all engaged, each contributing from his or her own standpoint, in the collective synthesis; whatever one can best do, one must do that; in whatever manner one can best help the synthesis, one most exert oneself; the setting apart of oneself, secrecy, the service of secret and personal ends, is the waste of life and the essential quality of Sin.
The general duty of a man, his existence being secured, is to educate and chiefly to educate and develop himself. It is his duty to live, to make all he can out of himself and life, to get full of experience, to make himself fine and perceiving and expressive, to render his experience and perceptions honestly and hepfully to others.
Correlated with one's own intellectual activity, part of it and growing out of it for almost everyone, is intellectual work with and upon others. By teaching we learn.
Love may be, and is for the most part, one-sided. It is the going out from oneself that is love, and not the accident of it's return. It is the expedition whether it fail or succeed. But an expedition starves that comes to no port. Love always seeks mutuality and grows by the sense of responses, or we should love beautiful inanimate things more passionately than we do. Falling a full return, it makes the most of an inadequate return. Failling a sustained return, it welcomes a temporary coincidence. Failling a return, it finds support in accepted sacrifices. But it seeks a full return, and the fullness of life has come to those who, loving, have met the lover.
Love is a thing to a large extent in its beginnings voluntary and controllable, and at last quite involuntary. It is so hedged about by obligations and consequences, real and artificial, that for the most part I think people are overmuch afraid of it. And also the tradition of sentiment that suggests its forms and guides it in the world about us, is far too strongly exclusive. It is not so much when love is glowing that it is jealous for itself and others. Lovers a little exhausting their mutual interest find a fillip in an alliance against the world. They bury their talent of understanding and sympathy to return it duly in a clean napkin. They narrow their interest in life lest the other lover should misunderstand their amplitude as disloyalty. Our institutions and social costums seem all to assume a definiteness of preference, a singleness and a limitation of love, which is not psychologically justifiable. People do not, I think, fall naturally into agreement with these assumptions; they train themselves to agreement. They take refuge from experiences that seem to carry with them the risk at least of perplexing situations, in a theory of barred possibilities and locked doors. How far this shy and cultivated irresponsive lovelessness towards the world at large may not carry with it the possibility of compensating intensities, I do not know. Quite equally probable is a starvation of one's emotional nature.


Wednesday, 10 June 2009

Projectos & Tasks

Se há coisa que habitualmente faço com mais facilidade quando estou fora de casa (além de actualizar o blog) é tratar da lista de tarefas... A minha lista de projectos costuma estar sempre bastante actualizada e completa, mas as tarefas... é outro campeonato. Tendo a focar-me nas tarefas de um dado projecto específico em que estou a trabalhar no momento, e não em especificar pelo menos uma tarefa para cada um dos projectos da lista (como manda a boa-prática GTD-ziana)...

A vantagem quando estou em viagem e principalmente quando só tenho o meu himalaya (Eee) e estou sem rede, como é o caso, é que consigo ir sequencialmente de projecto em projecto e definir de facto a acção seguinte, sem cair na tentação de fazer algo relacionado com o projecto que me interessa e deixar a definição das outras acções para outra altura qualquer... como não tenho software (por exemplo não tenho o R instalado no Eee, o que reduz imenso a minha capacidade de fazer alguma analise com dados) acabo por não ter muito mais que fazer do que pensar no que faria se pudesse (tivesse tempo / software / energia) e não de facto fazer... Há males que vêm por bem ;)

Sunday, 7 June 2009

Update

Nada como uma viagem para actualizar o meu blog... começo a suspeitar que a minha produtividade "literaria" é inversamente proporcional à quantidade de tempo que estou na "base"... talvez porque quando estou por casa tenho mais / outras coisas interessantes para fazer... também não sinto tanta necessidade de escrever, já que acabo por relatar oralmente grande parte das coisas que tenho para contar - pelo menos ao meu maridinho, que tem o ouvir-me como uma das suas obrigações - que ele encara (como todas as outras, em geral) com optimismo.

É que tenho dois modos, com verbose on e com o modo verbose off. Como o off em geral indica que algo não está bem (raramente discuto, mas tendo a remeter-me a silêncios tenebrosos) o Zé prefere o modo verbose activado, e resigna-se ao infortunio de ter que me ouvir sobre as mais variadas coisas - e não só ouvir, convém dar algum feeback e demonstrar interesse e atenção, senão é quase certo que o modo verbose fica desactivado como que por magia (e depois ele tem uma trabalheira a tentar reactiva-lo...)

Voltando ao blog e às actualizações... esta semana foi complicada em termos de trabalho, o que também justifica algum desleixo na escrita. Na segunda tive uma reunião que durou o dia todo (!); não correu mal, mas se fosse na Dinamarca teria durado 2 horas (ou menos, mas já dando alguma folga...). Na terça feira tive que ir a Lisboa para assinar o meu contrato (finalmente! as burocracias...), e é oficial - começo a 1 de Julho! Apesar de ter aproveitado para fazer a revisão mensal no comboio, o ir a Lisboa é sempre um dia mais ou menos perdido...

De quarta a sexta estive às voltas com a submissão de um projecto, e foi uma dor de cabeça - não tanto a parte técnica (isso é facil) mas novamente as burocracias e a coordenação... é um projecto de cooperação com a Alemanha, e supostamente é a mesma proposta, mas os dois organismos pedem coisas diferentes - por exemplo para o meu colega foi preciso arranjar-lhe os certificados académicos dos alunos (em português?!) enquanto que eu andei atrás de informação financeira da instituição (NIB, etc...) e de documentos assinados (burocracias!) - aliás, ainda me falta um documento, que não consegui a tempo... acabei por submeter o projecto sem isso (para cumprir o prazo) e espero que depois a FCT me aceite o que falta - senão estou feita, e depois da trabalheira que deu (tanto a mim como aos colegas na Alemanha) era mesmo morrer na praia... É um stress porque enquanto no Porto já estava habituada ao modo como as coisas funcionam, Lisboa é território desconhecido e não sei (ainda) "mexer-me"... mas tenho esperança que consiga o documento de Lisboa amanhã e que dê para arrumar o assunto.

Com toda a complicação do projecto só consegui preparar a minha apresentação no sábado. Mas correu muito bem (pelo menos para já estou bastante contente com os slides) e nem demorou muito (o hábito ajuda, e já estava com saudades de trabalho "a sério"). Por isso hoje quando apanhei o voo da manhã para Frankfurt, finalmente com tudo o que queria fazer pronto, senti que ía finalmente descansar - pelo menos nos próximos dias espero ter menos "preocupações & burocracias", e dedicar-me à ciência em exclusivo. A workshop é em Jena e estou à espera que seja muito interessante - pareceu-me tudo muito organizadinho e pensado, e o topico agrada-me... além de que foram uns simpaticos e convidaram-me :)

Por isso estou a escrever do comboio, a caminho de Göttingen (não é o trajecto mais habitual, mas segundo o senhor da DB hoje é "diferente"). Apesar de a paisagem ser interessante (gosto principalmente do verde omnipresente), três horas de viagem é muito tempo para estar sem fazer nada... por isso aproveitei para actualizar o blog - e assim fica a cusquice em dia ;)

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