Saturday, 28 March 2009

Vários - H. G. Wells, R. Kipling

Vamos lá a ver se ponho os posts das leituras em dia... Tenho estado tão ocupada (e um bocadinho cansada) que por vezes tenho adormecido sem ler nada, nem ligo o palm... mesmo assim, sempre vou lendo um pouquinho todos os dias, senão na cama pelo menos no autocarro, que o tráfego em Jerusalém anda de tal modo lento (por causa das obras do metro) que até dá para isso, tantas vezes o autocarro fica completamente parado no meio do trânsito...

Não tenho livros novos no eReader (não fui às compras...) mas tenho usado o plucker para ler livros do projecto Gutenberg, principalmente a colecção de livros do Wells que passei para o palm. Ultimamente li "The island of Doctor Moreau", "Twelve stories and a dream" e "Secret places of the heart" (talvez dos três o meu favorito). Sinto uma grande empatia pela escrita de H.G. Wells, apesar de as histórias serem muitas vezes "datadas".

Dos autores antiguinhos, um dos meus favoritos e por quem também sinto uma grande afinidade é Kipling, e li pela primeira vez "The story of the Gadsbys"... ainda tenho no palm uma colecção numerosa de obras de Kipling e de Wells para ler, mas vai devagarinho...

Mudanças...

Ontem fui aos correios carregada com envelopes almofadados com destino a Portugal. O conteúdo: uma parte considerável do meu gabinete, mais precisamente todas as pastinhas que não são absolutamente essenciais para estes últimos dias.

É que não estou a ver como vou levar todos os meus pertences, e já cheguei à conclusão que muitas coisas mais vale mesmo deixar ficar, porque não compensa mandar pelo correio (já para não falar das chatices da alfândega). Vou ter que fazer alguma ginástica e ponderação sobre o que vai na mala ... por isso já me estou a mentalizar que o bolster (do yoga) e o tijolo vão ficar por cá, se bem que ainda não desisti de tentar levar as mantinhas... e nada de presentes e afins...

Mas não queria arriscar a tentar e depois não conseguir levar as minhas pastinhas do trabalho e os livros... e como vão como se fosse uma carta/livro, e não exactamente uma encomenda, é muito mais fácil... Por cerca de 40 euros poupei algum peso e espaço, e melhor ainda, se tudo correr bem (que os correios aqui têm uma velocidade muito errática) quando chegar a Portugal tenho as pastinhas à minha espera. É que esta sensação de começar a não estar nem num lado nem no outro mexe comigo... estas transições causam-me sempre algum desconforto, porque independente do sítio no mundo onde eu esteja preciso de ter o meu mundinho organizado. Aqui tenho comparativamente poucas coisas, mas tudo tem o seu sítio.. agora olho para o sítio dos livros e já não estão lá, o meu gabinete parece-me vazio, e enquanto não voltar a re-organizar tudo outra vez fica uma insegurançazinha... pequenina, mas que está lá...

Não é tanto a falta das coisas em si... mas é a mudança... de quase tudo... de ritmos, hábitos, rotinas, e a correspondente necessária adaptação... Para começar desde já a tentar "re-organizar-me" ja tratei das minhas aulas de yoga no Porto, pelo menos isso já está... mas nem tudo é tão simples e sei que vou sentir a transição... e saudades - não tanto de Jerusalém, mas das pessoas - é danado ter bocadinhos do coração espalhados por diferentes partes do mundo...

Friday, 27 March 2009

korganizer

O korganizer voltou a pregar-me a partida - e o meu calendário ficou vaziínho :( eu que até tinha mantido artificialmente a hora de Portugal, para evitar confusões com as time zones! mas mesmo assim ele atraiçoou-me e limpou-me os registos no meu calendário de arquivo (o korganizer passava automáticamente para lá todos os items mais antigos do que uma semana), por isso basicamente perdi todos os registos de Janeiro até à semana passada :(

A boa notícia é que recuperei esses registos no google calendar! foi só exportar os calendários do google e pronto. Já tinha ponderado deixar de actualizar os calendários no google, porque na realidade raramente uso o google para ver os calendários (o meu workhorse é mesmo o korganizer), mas de facto ter sistemas redundantes não é mau... neste caso, salvou os meus preciosos calendários e evitou males maiores... mas estes bugs do korganizer... tiram-me do sério! já não bastava ser lento lentinho, ainda perde os dados :(

Hora de Verão

Hoje entrou a hora de Verão, os relógios adiantaram uma hora de quinta para sexta... primeiro, se fosse de sexta para sábado, ainda vá, mas de quinta para sexta não tem grande jeito (e o meu palm que tem uma capacidade muito limitada de lidar com DST ficou completamente treleado); depois, não gosto que mexam no relógio, pronto! Eu que tenho uma "panca" por ritmos circadianos e sincronizações, sinto que vou ficar com o relógio interno baralhado, e vai demorar pelo menos uma semana a re-ajustar os ritmos... e logo agora que já conseguia novamente acordar antes das seis por mim e bem disposta (houve uma altura que estive preguiçosa, mas ultimamente já estava outra vez no meu ritmo favorito...) - não está certo :(

Ultima aula

Esta semana fui pela última vez (pelo menos por uns tempos) à aula de yoga aqui em Jerusalém... apesar de não ter ido a tantas aulas como as que deveria (ainda a semana passada faltei, porque tinha trabalho de campo em Elat) gostei imenso das aulas... a professora parece ter uma paciência infinita para tentar explicar detalhes das posturas de forma acessível - por exemplo desta vez usou a metáfora de que é mais fácil levantar um monte de lenha depois de amarrar os troncos do que os troncos individualmente para passar a ideia de que é importante "amarrar" a perna, ou melhor levantá-la como um todo único e não como troncos individuais em Ardha Candrasana e Virabhadrasana I... em cada aula houve sempre alguma coisa nova, e uma das coisas que a Ephrat gosta de fazer é citar os professores ou o guruji - o " stretch higher, higher, more, even higher,... stretch any amount" vai-me ficar para sempre (eu sei que escrito não tem o mesmo efeito, mas ouço a professora, que gosta particularmente desta expressão, quase sempre que faço parvattasana, e para mim faz sentido). Esta última aula pareceu-me particularmente extenuante (ou eu é que não estava muito sintonizada - tenho tido bastante trabalho e nota-se...) mas como sempre gostei bastante e vou ter saudades... no fim a professora deu-me dois beijinhos (o que não é muito habitual, aqui) e disse para aparecer sempre que estivesse por cá - parece-me que fiquei "aluna honorária" :)

Thursday, 19 March 2009

Trabalho de campo

Esta semana fui mais uma vez até Elat para trabalho de campo. Se já estava com imenso, imenso, imenso para fazer, mais uma coisa em cima e dois dias fora não ajuda... mas o calendário parece contorcer-se sempre que olho para ele, e dá sempre para enfiar mais qualquer coisinha...

Desta vez não estávamos com grande sorte... atrasamo-nos a sair de Jerusalém (por causa de um acidente na auto-estrada para Tel Aviv) e ainda fizemos um desvio para tomar o pequeno almoço, que os meus colegas são Israelitas "de gema" e tomam a questão do pequeno almoço (e comida em geral) muito a sério... o sítio "do costume" fechou, e o que experimentamos da ultima vez não aprovou pelo que desta vez fizemos um desvio considerável para ir a um sítio que era garantidamente bom... por acaso o sítio (não fixei o nome) era engraçado, fica perto de uma base aérea e está coberto de fotografias de aviões e afins, incluindo uma colecção de distintivos de todas as divisões do exército e outros "souvenirs" militares... como dá para imaginar é um "Must" para soldados, e até os preços são diferenciados, tudo tem um preço (inferior) para soldado e um preço para cidadão... de facto o serviço era impecável e a comida era muito boa.

Restablecidos lá fomos até Elat, mas definitivamente não estávamos com muita sorte... numa das estações, descobrimos que pifou o monitor e o computador - podia ser só um, mas não, foram-se os dois! Como se não bastasse, uma outra estação foi vandalizada - roubaram-nos tudo (excepto felizmente o sensor, que estava a 50m de profundidade e escapou)... mas ficamos sem o painel solar, bateria, datalogger, e talvez mais frustrante, sem os dados deste mês. Á conta destes azares inesperados acabamos por sair de Elat anormalmente tarde... em geral nunca saímos depois da uma da tarde (do segundo dia) mas desta vez jantamos em Elat (no Barbi's, um sítio muito simpático e com óptima comida) e só chegamos a Jerusalém depois da uma da manhã... e eu que tenho tanto que fazer...



Friday, 13 March 2009

Uma semana produtiva

Esta semana foi uma semana muito especial em termos de trabalho... extremamente produtiva (se medirmos por índices externos de produtividade), mas mais importante, uma semana que me deu muito gozo e que me deu lições importantes em termos de gestão, de tempo e não só...

No sábado dei por mim a "chagar" o Zé com o rol das minhas preocupações e das muitas coisas que tinha para fazer - digamos que estava ligeiramente stressada... estamos na fase final de edição de um volume especial, o que significa bastante trabalho editorial (sempre para ontem); depois, queria deixar bastantes coisas relacionadas com o meu trabalho aqui o mais adiantadas possível, já que vou embora daqui a umas semanas; para ajudar à festa tenho uma conferência no fim do mês (e como habitual está tudo alinhavado mas não exactamente feito...); e como se não bastasse, tinha uma deadline para submeter a revisão de um artigo até dia 15, e não tinha sequer olhado para ele...

O Zé, que é especialista em "mim" ouviu pacientemente mas não disse nada nem deu nenhum conselho específico, limitou-se a ouvir... e depois de falar com ele, foi como se tivesse de repente conseguido ouvir-me a mim própria, e não gostei do discurso... afinal, o meu trabalho é (e deve ser) fonte de alegria (e não, não é o salário)... na altura em que se tornar uma fonte de ansiedade alguma coisa está definitivamente mal...

Equipada com este "insight", a minha lista de projectos sofreu no domingo (aqui é o primeiro dia da semana) um corte radical. Em geral gosto de fazer muitas coisas diferentes ao mesmo tempo (modéstia à parte, o meu multi-tasking é famoso) mas desta vez, para combater a sensação de angustia com que estava, resolvi fazer um assessment muito drástico, e só incluir na lista de projectos aquilo em que iria de facto trabalhar durante a semana, e assim focar no mais prioritário (e não por exemplo, com uma conferência que é daqui a três semanas...). Mais importante, por causa da energia "negativa" que sentia, ponderei cuidadosamente a razão para incluir um determinado projecto na lista - e acho que foi isso que fez toda a diferença! Porque GTD é "getting things done", mas é perfeitamente inutil em relação a que "things" e porquê... e sem essa perspectiva, pode-se ser eficiente e fazer mais coisas, mas não ficar melhor - era isso que me estava a acontecer, acho eu... continuava a fazer muitas coisas (que eu sou uma rapariga trabalhadora) mas estava a sentir-me "overwhelmed".

Na minha lista de projectos desta semana só mantive o trabalho editorial e a submissão da revisão do artigo. Ao mesmo tempo, explicitei para mim mesma a razão para fazer estas coisas, e fiz um esforço consciente para focar no processo e não no resultado. A definição de um projecto implica imaginar o resultado final (GTD-ísmo óbvio) mas é fácil juntar emoções em relação ao resultado que acabam por só interferir... Por exemplo, uma das razões pelas quais deixei arrastar a revisão do artigo é que achei que os revisores eram um bocadinho nhós-nhós, por isso fui deixando de lado... Quando incluí fazer a revisão do artigo na minha lista de projectos desta semana, estableci como objectivo fazer uma revisão o melhor possível e submeter o artigo dentro do prazo, não porque queria publicar o artigo (que isso não era motivo suficiente para me pôr a mexer) mas porque o editor tinha tido trabalho com este artigo (foram 4 revisores, todos com comentários extensos) e eu comprometi-me a entregar o artigo até dia 15; por isso a minha motivação passou a ser cumprir o prazo e fazer o melhor possível, e não exactamente "publicar o artigo". Eu sei que a diferença parece ténue, mas clarificar a motivação faz toda a diferença, e por vezes é fácil deslizar para objectivos de conseguir algo em vez de simplesmente fazer algo de uma maneira coerente com os nossos princípios, o que em geral quer dizer que o processo é alegre e estimulante.

Tentando encurtar a coisa, surpreendi-me a mim mesma ao conseguir fazer a revisão do artigo exactamente em três dias, e submeti antes do prazo, na quinta feira. Achei que ficou bastante melhor, e que de facto os revisores tinham razão na maior parte das coisas. Mais importante, foram três dias de trabalho intenso mas descontraído... nunca saí muito tarde do trabalho (até por causa da minha prática de yoga, todos os dias certinho) e num dos dias até cheguei de manhã quase às dez (deixei-me dormir à conta do Purim). E além deste artigo que estava "empatado", ainda consegui cumprir com todas as minhas obrigações editoriais e submeter mais dois artigos. No total esta semana submeti 4 artigos, 3 foram aceites (incluindo o "tal" que estava encalhado) e um está em revisão - por isso não só me diverti, como não me posso queixar de falta de produtividade ;)

Ontem não podia acreditar como podia estar tão descontraída e relaxada quando ainda há uns dias estava tão angustiada... fiz uma revisão semanal deliciosamente lenta, a saborear todos os bocadinhos, como se tivesse todo o tempo do mundo pela frente. E enquanto revia a minha lista de projectos e fazia um overview de tudo o que tenho pela frente para fazer, tudo me parecia ser um estímulo e não um fardo, e apetecia-me quase fazer o grande uivo (sempre tive alguma pena de o gritar a plenos pulmões "o melhor, melhor possível" estar reservado aos lobitos e não ao Akela).

Thursday, 12 March 2009

Era paripurna navasana...

Habituei-me ultimamente a ver em Paripurna navasana a postura que para mim melhor traduzia o meu progresso no yoga... ainda me lembro, ainda não assim há tanto tempo como isso, de não conseguir fazer a postura de todo... e agora, dava por mim a fazê-la razoávelmente (achava eu), e ficava sempre espantada (e agradada) com o meu "progresso".

Até que na última aula a Ephrat ensinou um "truque" - colocar uma manta dobrada atrás, e fazer a postura sem tocar na manta. Esta semana na minha prática em casa lá experimentei e pus a mantinha atrás... e tentar bem tentei, mas nada de paripurna navasana! bem punha o meu cérebrozinho a ordenar às pernas para esticar, mas elas tremiam, tremiam e recusavam-se a obedecer :( pelo menos agora, já sei... tenho mesmo que pôr a mantinha.

Tuesday, 10 March 2009

Purim

Hoje é feriado - Purim, que celebra a vitória do povo Judeu na antiga Persia, graças à intervenção da rainha Ester. Actualmente é uma espécie de Carnaval judaico; o costume de nesta altura usar máscaras e fazer desfiles é uma adição relativamente recente ("importada" pelos judeus que viviam na Europa) mas parece ter-se enraízado alegremente com o restante folclore e tradições do feriado.

Como é habitual no calendário judaico, o Purim começou hoje quando o sol se pôs. Mas desta vez este feriado estava a deixar-me um pouco baralhada e perdida no calendário, e descobri depois que por boas várias razões. Para começar, o Purim é celebrado em Jerusalém num dia diferente (por exemplo se se estiver em Tel Aviv o Purim é num dia, se se estiver em Jerusalem é noutro) - as peculiaridades do calendário e da tradição judaica não deixam de me surpreender! (a justificação para isto está por exemplo, aqui).

Este feriado também me parece de algum modo especial por não ter a componente habitual de proibições e restrições que costumam acompanhar os outros feriados. O Purim é um feriado alegre, em que é suposto beber sem restrições (mesmo os religiosos!), fazer barulho, etc... Ao contrário do que costuma acontecer ao sábado e em todos os outros feriados é possível fazer quase tudo - pode-se trabalhar, andar de carro e até há transportes públicos (viva!).

Monday, 9 March 2009

שעות רגישות

Hoje tive um presente inesperado de uma amiga do trabalho - o cd "sensitive hours", de Avishai Cohen. O engraçado é que tinha na minha lista comprar este cd (mesmo!)... porque quando ouvi esta musica há uns tempos (fusão de jazz com musica tradicional da Etiópia, ladino, ...) fiquei absolutamente encantada... tanto que anotei o nome do músico, e pus na minha listinha de compras, que já estava há algum tempo a querer levar um cd com musica daqui, e este pareceu-me a escolha ideal. E não é que nem de propósito... hoje lá tinha o cd à minha espera (com amigos assim... estragam-me com mimos!). Como dá para imaginar, não ouvi outra coisa o dia todo - e cada vez gosto mais! Adoro mesmo esta musica!!

Sunday, 8 March 2009

Shiva

Hoje fui fazer uma visita de shiva (fica esquisito, em português) a um amigo do trabalho que perdeu a irmã. Segundo a tradição judaica, a shiva são os sete dias de luto passados em recolhimento aquando da morte de um ente próximo, e um costume seguido mesmo por quem não é exactamente religioso. Cada cultura tem a sua maneira de lidar com a perda... este ritual de a família próxima passar sete dias em conjunto, fechada em casa, sem fazer mais nada que não lembrar a pessoa que partiu, e a receber visitas curtas de familiares e amigos, parece-me uma tradição muito saudável... e apesar de não ser própriamente um evento divertido, fiquei contente por ter ido e por ter estado com o meu amigo.

Saturday, 7 March 2009

Sharav

Sharav em hebreu quer dizer algo como calor escaldante ou onda de calor. É o termo usado para descrever condições meteorológicas caracterizadas por ventos fortes e quentes que sopram do deserto. Cada sharav costuma demorar entre dois a cinco dias de cada vez, e ocorre mais frequentemente de Maio até meio de Junho e de Setembro a Outubro.

Estes últimos dias estiveram condições de sharav. Ainda há uns dias estava frio, chuva, granizo... mas ontem já estava bastante quente e o pessoal andava de calções e manga curta. Eu que não fiz uma adaptação tão drástica do guarda roupa passei imenso calor! Mas hoje já andei de manga curta e estive na varanda a gozar o calorzinho. A certa altura estava mesmo quente demais, e fui ler o jornal para debaixo da palmeira, que fazia um bocadinho de sombra e ficava mais agradável... mas quando li no Haaretz que a previsão para os próximos dias é outra vez frio, e eventualmente chuva, voltei para o sol, qual lagarto a recarregar as baterias...

Outra vez o mapa...

Parece que resolvi finalmente a questão do mapinha... depois de várias versões do mapa (com fronteiras, sem fronteiras, ...) que não agradavam de todo aos meus co-autores, consegui arranjar um mapa que foi considerado OK pelos meus colegas... e nem foi muito complicado, nem demorou muito tempo... foi só buscar uma imagem de satélite do google e depois editá-la com o gimp e o krita... não está catita? I love you, google!!

Eventos duplicados no google calendar

Não sei que trapalhada faço na sincronização "manual" entre o korganizer e o google calendar, que de vez em quando não consigo importar alguns eventos para o calendar e aparece a mensagem

"Failed to import events: Some of the events in this file were not imported because you had imported them to Google Calendar before."

Hoje já descobri como resolver isto... basta abrir os ficheiros .ics num editor de texto e apagar todas as linhas que contenham UID... de facto resolve o problema, mas fico com alguns eventos duplicados no google calendar... de qualquer forma acho mais fácil apagar os duplicados no calendar do que estar a comparar à mão os calendários e inserir os eventos que faltam... problema resolvido!

Friday, 6 March 2009

Escolhas

Esta semana defrontei-me com uma escolha dificil em relação à proxima conferência em Viena - tinha duas orais marcadas para o mesmo bloco da manhã de segunda feira. Não estava nada a contar... o ano passado tinha 8 comunicações (4 orais e 4 posters), sem nenhum overlap... como desta vez submeti menos coisas (4 orais, 2 posters) a probabilidade de ter sobreposições seria menor... mas não, ficou tudo juntinho - duas orais na segunda e duas na quarta. Na quarta não há crise, uma oral é de manhã e outra ao fim da tarde [a da tarde é uma apresentação convidada - eh eh vou ficar convencida ;) ]. Agora na segunda eram duas orais, no mesmo bloco de tempo e em sessões diferentes... não sendo de todo impossível, era bastante complicado - que eu sou multi-tasking, mas não exageremos... Por isso depois de alguma resistência (andei a ruminar nisto toda a semana) lá acabei por pedir para passar uma das orais a poster. Parece-me muito anti-natura, eu que gosto tanto de fazer apresentações orais, e não sou nada fã de posters... mas suponho que por vezes é preciso fazer escolhas, e desta vez achei mais sensato não tentar fazer tudo, e acabar por não sair um bom trabalho nem num lado nem no outro... mas que estou desconsolada, estou...

Wednesday, 4 March 2009

VLC

Resolvi finalmente o meu problema com os DVDs do hebreu! A questão é que não posso ler dvd's (nem cd's) no Eee, porque não tem drive, o que me impossibilitava de estudar as lições quando não trouxesse o portatil para casa... por isso resolvi passar os ficheiros dos dvds para o disco; depois de algumas voltas com o k3b (precisei de instalar o transcode) lá consegui extrair os dvd's para o disco... o problema é que não havia meio de conseguir ler os ficheiros resultantes (.avi). Hoje instalei o vlc (muito fácil, com o yum) e funcionou direitinho à primeira, sem problemas! O VLC é fantástico... e agora já não tenho desculpa para não estudar o hebreu ;)

Uma questão de mapa

Há mapas e mapas, uns são mais simples do que outros... e o de Israel é particularmente complicado!

Precisava de um mapa para um artigo, a indicar a localização de um dos locais de monitorização de radão. Como de costume, recorri ao meu fiel programinha (OS, claro!) para mapas, o GMT, mas desta vez ele deixou-me ficar mal... é que o sítio de monitorização é perto de Elat (no biquinho onde Israel faz fronteira com o Egipto e a Jordânia) e achei conveniente assinalar os diferentes países... o que no GMT costuma resultar muito bem, é só mais uma opçãozinha para o pscoast para incluir as fronteiras... mas desta vez, as fronteiras ficavam todas treleadas e vi-me com um mapa que não tinha nada a ver! Gaza aparecia bem, o rectângulozito direitinho mas o resto estava tudo mal e fora do sítio... aparecia a "fronteira" antiga, com a margem ocidental e no norte também treleava na parte dos montes golã.

Resolvi tomar o caso em mãos e corrigir a situação com o gimp. Apagar a fronteira com a Cisjordânia foi fácil, o problema era como desenhar toda a fronteira este e norte. Tive a ideia luminosa de pôr o GMT a fazer o mapa com as fronteiras e com os rios - não há muitos, aparece essencialmente o Jordão... e depois foi só "desenhar" a fronteira por cima do Jordão e interpolar o pouco que restava. Foi uma trabalheira, mas ficou bastante realista, e eu estava muito orgulhosa de moi-même e do meu mapinha desenhado a tanto custo... mas ontem um dos meus colegas olhou para o mapa e disse qualquer coisa como "está bem, mas há um problema, não tem a fronteira com a margem ocidental e metemo-nos em trabalhos"... e eu é que sou a não israelita aqui?!?

Mais uma aula

Hoje tive mais uma aula de yoga. Não me sentia grande coisa, constipei e estou com o nariz pior do que a rena Rudolfo, mas curiosamente só depois da aula voltei a não largar o lenço, durante toda a aula estive bem melhor...

Hoje a professora chamou a atenção para a forma como em geral viramos os pés para fora quando estamos de pé, e em tadasana pusemos um tijolo no meio das pernas para "sentir" a parte interna das coxas. Enquanto esperava o autocarro depois da aula dei por mim a notar que estava de facto com os pés para fora... na altura corrigi para manter os pés paralelos, mas se deixo de estar com atenção volto à postura "relaxada"...

Hoje servi de "modelo" para a turma (porque era a única que estava de calções e manga curta) e nunca fiz virabhadrasana I tão bem, com a professora a "obrigar-me" a aumentar considerávelmente a distância entre os pés e a puxar e rodar-me os braços para a posição devida... depois experimentamos a segurar o tijolo com a palma das mãos, e tive que fazer um esforço grande para não ceder, que tinha as covinhas dos braços a arder - acho que em casa vou passar a usar o tijolo... consegui pela primeira vez chegar com a cabeça ao chão em prasarita padottanasana - porque a professora mais uma vez me obrigou a aumentar a distância entre os pés até conseguir tocar com a cabeça no chão, e lá consegui, mas com muito esforço...

Gostei imenso da aula, pena é que para a semana não há, por causa do purim :(

Tuesday, 3 March 2009

Fim de semana no sul

Estes dias e o fim de semana foram mais ou menos caóticos, e ainda estou a recuperar (por isso é que ando atrasada na escrita, e o blog está desactualizado). Por um lado estou com imenso trabalho (ok, eu tenho sempre muito trabalho, mas estou mesmo, mesmo muito ocupada - ainda mais do que o costume, se é que é possível!). Por outro lado fui passar o fim de semana no sul, o que alterou completamente as minhas rotinas. E para (des)ajudar, estive três dias completos sem rede (!) e senti inequivocamente sintomas de privação - ao ponto de mesmo sabendo que não havia rede fazer repetidamente scan no palm de eventuais redes wireless, como se de tantas vezes perguntar a mesma coisa o bichinho se fartasse e miraculosamente me respondesse que havia rede algures... mas não, no deserto não há wireless, nem no moshav onde eu estava...

Aqui vai então a história do fim de semana. Uma colega do trabalho (a minha vizinha, que tem o gabinete colado ao meu) convidou-me para passar o fim de semana em Bersheeva. Eu não a conhecia bem (só de vista, ocasionalmente) e só o pensar em passar o fim de semana longe do meu "ambiente" causava-me bastante desconforto e alguma apreensão... mas como não tinha nenhuma desculpa razoável para recusar o convite, resolvi aceitar... eu sei que sair da minha rotina é uma forma de alargar a zona de conforto, mas isso não evitou muitos grunhidos internos enquanto preparava as tralhas para o fim de semana...

Assim na quinta feira de manhã levei além da mochila do costume a bagagem para o fim de semana, e em vez de voltar para casa na quinta feira à tarde fui com a minha colega para Bersheeva. O "passeio" começou logo aí, porque em vez de ir pela auto-estrada fomos pela estrada das montanhas da Judeia, para que eu pudesse ver as amendoeiras em flor. Já conhecia o caminho, de outras alturas, mas é sempre uma paisagem que eu gosto bastante, e muito mais interessante (embora mais lento) do que o percurso habitual.

A minha amiga não mora exactamente em Bersheeva, mas num moshav a cerca de 15 km, que em português se chamaria algo como "Tarrshur" (תחשור). Fica na área do deserto do Negev - tanto quanto eu percebi os locais afirmam que não estão no deserto mas na fronteira do deserto, enquanto que todos os outros dizem que eles moram no deserto... é tudo uma questão de definição... geográficamente estes povoamentos ficam no deserto do Negev, mas numa zona que recebe um pouco mais de 200 mm de chuva por ano, e é por essa razão que eles acham que não estão exactamente no deserto... enfim, pela minha definição, é deserto o suficiente!

Este moshav é muito catita, com casinhas muito arranjadinhas e jardins. Moram lá só cerca de 60 famílias, por isso todos se conhecem e é muito diferente de uma cidade. É um isolamento que é dificil de imaginar, rodeados de deserto, mas é engraçado. A casa da minha amiga é muito agradável - apesar de ser grande e ter uma piscina enorme, o estilo é descontraído e muito confortável. Curiosamente, fez-me lembrar uma casa nórdica - o "estilo Ikea" ajuda, suponho ;) Apesar dos meus receios dei-me muito bem com o resto da família (o marido, que é médico, e o filho) e correu tudo muito bem... descobri que somos bastante "compatíveis" em muitas coisas - suponho que naturalmente acabamos por estar com pessoas que de alguma forma nos são próximas e com valores/ideias semelhantes :)

Na quinta feira à noite fomos jantar fora, em Netiovot. A população da zona de Bersheeva é diferente da do norte, tem mais judeus que vieram dos países vizinhos e não da Europa, e por isso a gastronomia é diferente (e supostamente melhor). Provei um prato típico da cozinha judia do norte de Africa (esqueci o nome), uma espécie de ovos com tomate e que era de facto muito bom. Além da comida (gosto imenso da comida israelita) também gosto bastante do ambiente descontraído que habitualmente se encontra nos restaurantes em Israel, é confortável...

Na sexta feira de manhã a minha colega levou-me a uma aula de cerâmica, lá no moshav. A professora era mesmo uma artista fantástica e todo o sítio era muito especial. Quanto à cerâmica moldei um potezinho (ficaram de mo mandar, depois de ir ao forno) e foi engraçado. Depois da cerâmica fui a uma espécie de festa para celebrar o nascimento de uma menina. Era exactamente como o copo de água de um casamento, mas sem a parte do casamento... não exactamente o meu tipo de actividade favorita, mas enfim, é uma experiência...

Passamos o resto da sexta feira a cozinhar para o shabbat. Os meus amigos não são religiosos, por isso não é pela obrigação de não cozinhar no sábado, é mais a cultura / estilo de vida, e não desgosto da ideia... passamos a sexta feira a tarde a cozinhar, mas depois relaxamos durante o resto do fim de semana, não é mau... Na sexta feira à noite havia mais dois casais convidados para o shabbat, pelo que foi um jantar à maneira... longo mas muito agradável, com vários pratos e muita conversa pelo meio. No sábado fomos passear de jeep pela zona... com muitos solavancos e alguma lama. Não consegui ver nenhum animal grande (na semana anterior tinham conseguido ver uma hiena enorme), mas o passeio em si foi muito, muito giro. Depois ainda fomos até uma cidade beduína (eles queriam mostrar-me como era, dado que nunca tinha estado em nenhuma) e tomar um café com amigos de um kibbutz próximo.

Foi um fim de semana diferente mas muito engraçado... agora preciso de outro para recuperar ;)

Monday, 2 March 2009

Regresso às aulas

A semana passada (ando atrasada na escrita) regressei às aulas de yoga. Foi a minha primeira aula desde Setembro (parece impossivel como o tempo passa!), e gostei bastante. Este centro tem um ambiente muito agradável (só é pena ser pequenino e não ter vestiário), mas uma pessoa lá se arranja sem problemas de maior... e os "coleguinhas" são simpáticos.

Gostei imenso da aula... esta professora tem mesmo talento e gosto em ensinar, e explica tudo com grande paciência e muito detalhe, o que torna a aula muito completa, mesmo as posturas sendo relativamente simples, que esta turma da manhã é mais para iniciados do que as do fim da tarde. Mesmo assim aprendi pela primeira vez a fazer uma postura intermédia de preparação para prarivrtta parsvakonasana, que não conhecia, e aprendi um "truque" para as posturas de pé (como virabhadrasana II ou prasarita padottanasana) - prender um cinto (fechado) nos dedos grandes de cada pé... suponho que deve ajudar por causa dos meus pés disformes (só eu é que usei os cintos, os outros alunos não) e a professora disse para fazer assim em casa (e vou fazer, claro).

Mesmo sendo a primeira aula em muito tempo, acho que não me saí mal, e a professora disse que se notava que eu praticava em casa :) mas praticar em casa E ter aulas é muito melhor...

Sunday, 1 March 2009

Trabalho de campo - mais fotos

Amanhecer cinzento em Elat


IUI (Interuniversity Institute for Marine Sciences)


Montanhas (Jordânia)


Aqaba e o "lençol"

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