Friday, 30 January 2009

Ncview

Fiquei mais uma vez encantada com o ncview, um programinha muito pequenino e muito útil para ler e visualizar ficheiros em formato netcdf. É que tinha feito download de um ficheiro de dados de um modelo climático com 1.9 Gb, e estava a ponderar como havia de lidar com ele. Em geral costumo usar o R (tem uma package para manipular dados em formato netcdf) mas imaginei que com um ficheiro deste tamanho não iria correr muito bem... por isso pensei numa alternativa, e lembrei-me de experimentar com o ncview. Enquanto esperava pelo meu voo em Frankfurt, resolvi testar, sem grande convicção (mas quando se está à espera, as tarefas menos interessantes ganham um novo charme, e pareceu valer a pena experimentar...). Primeiro verifiquei se já tinha o ncview instalado - tinha no portátil anterior, mas por vezes estou algum tempo sem usar este tipo de programas (depende muito dos dados com que estou a trabalhar na altura) e podia ainda nao ter instalado... sim senhor, estava... depois tentei ver se o ncview "engolia" um ficheiro de 1.9 Gb, mas nada crente, so para experimentar... e nao é que o ncview digere o ficheiro sem qualquer problema, fácil e rápido como se estivesse a lidar com um ficheiro de 1.9Mb e não 1.9 Gb (agora já percebi porque é tão grande - tem os runs de um modelo do clima do seculo 20, mas para imensos niveis de pressão quando eu só queria a temperatura à superfície)... fui de tal modo apanhada de surpresa (não contava que fosse tão fácil) que nao pude continuar (não tinha as coordenadas que precisava). É por isso que não consigo mesmo perceber como é que alguém pode lidar com dados climáticos a usar sistemas de software proprietario, a sério que não percebo...

Monday, 26 January 2009

Aeroporto

Já estou despachada, ja passei os controlos de segurança todos, e já estou a tomar um café, descansadinha e a verificar o e-mail no Eee... ja está :)

Desta vez o processo foi particularmente excruciante (nota-se o nervosismo, e que o grau de alerta é elevado...) e pela primeira vez começou ainda antes de entrar no aeroporto! e nao parou... perdi a conta às vezes que me verificaram o passaporte e a mim... mas no fim correu tudo bem, e a parte dos computadores, que eu tinha receio, nem foi das piores, de facto até foram os queridos - se é que o termo é aplicável em tais circunstâncias... Eu já estou habituada, sei que é para minha segurança, e tenho uma paciência e docilidade que não costumo ter noutras alturas, o que ajuda sempre um pouquito, mas todo o processo é sempre um bocadinho enervante.

Agora tenho duas horas de espera pela frente, mas não me posso queixar, com dois computadores e rede à borla (se há coisa que gosto no Ben Gurion é a rede, que é grátis e funciona razoávelmente bem). Vale a pena vir cedo, não apanhei filas em lado nenhum, ao contrário do que costuma acontecer, e como uma pessoa nunca sabe quanto tempo demora a segurança, pode ser 1 ou 2 horas, é menos uma angustia...

O unico inconveniente são mesmo os sonos, que ficam todos trocados. Ainda por cima a noite passada não dormi quase nada, um pouquito preocupada com tudo o que tenho para fazer e acima de tudo com uma indigestão teimosa por causa das pseudo-Oreo que comi ao lanche... eu gosto de Oreo (já deu para perceber que eu sou vegetariana mas não tenho pendor para comidinha muito saudável, não é?), mas desta vez comprei umas bolachas que não são Oreo mas uma espécie de imitação, supostamente com mais 20% de creme (pelo que anunciava o pacote). Que estas têm mais creme acredito, mas o creme nem é o que eu gosto mais, e não me costuma fazer muito bem... e depois as Oreo do costume vêm em pacotinhos individuais com 4 bolachinhas, o que é uma dose aceitável para uma indulgência - mas estas Oreo de imitação vêm num pacote unico com imensas bolachas, o que torna mais dificil a dosagem... acho que nem comi muitas (decididamente mais de 4, talvez mesmo mais de 8), o certo é que me cairam super-mal, e passei a noite às voltas... e passei o dia de domingo a chá, sem querer ver à frente comida de tipo algum...

Voltando aos sonos... como ontem quase que não dormi, e hoje tinha o taxi à porta à uma da manhã (hora de Jerusalém) resolvi tentar dormir um bocadinho antes, a simular uma noite (rápida) de sono... custou-me a adormecer, mas lá consegui e acordei à meia noite, tomei banho, e sentia-me mais ou menos como se tivesse de facto dormido uma noite de sono, só mais curtinha... mesmo assim só dormi duas horas e só chego ao Porto depois das três da tarde (o que quer dizer cinco na hora de Israel) por isso fico sempre ko e demoro sempre algum tempo a recuperar o ritmo de sono regular - em geral quando é altura de nova viagem outra vez...

Sunday, 25 January 2009

A emalar as tralhas - outra vez...

Pôssa! Parece que ainda há uns dias estava a desfazer a mala e já estou a emalar os tarecos outra vez...

[A propósito da palavrinha ("pôssa") - fui ao google verificar se era mais ou menos decente a expressão, não fosse o meu pai torcer um bocadito o nariz... ainda por cima é um dos meus leitores mais fieis, e há que tratar bem os visitantes eruditos, não só aqueles que vêm cuscar ;) como dá para depreender, verifiquei que não é muito problemático usar a expressão, mas o engraçado foi o sítio (aqui ) onde cheguei a essa conclusão, achei giro...]

Voltando ao assunto principal... estou a aproveitar que vou ao Porto por uma semana para tentar levar de vez algumas coisas que não me façam tanta falta, a ver se em Abril fica mais fácil. Já estou mentalizada que vai ser muito difícil levar tudo (só a tralha toda que tenho no meu gabinete enche metade da mala), mas pelo menos alguma coisa já vai (livros - sim ainda tenho alguns livros em papel ;) o light on pranayama e o de estatistica bayesiana, que são mais volumosos - roupa de verão,...). A mala fechou sem problemas, mas não tenho a certeza que não passa os 20 kg - é indecente porem um limite de bagagem tão pequeno... o problema é a mochila... não vou levar nada de mais, só mesmo as coisas de trabalho, mas já estou a ver a cena que vai ser no aeroporto... mesmo estando relativamente habituada, é sempre um stress...

O problema é que eles no aeroporto são particularmente implicativos com tudo o que é electrico / electrónico e/ou que tenha fios. Por isso estava a pensar deixar o portátil aqui, e ir só com o Eee, que se com um computador é uma chatice, com dois... mas acabei por decidir levar os dois, e aguentar no aeroporto o que for preciso... é que o Eee dá muito jeito para as viagens e para levar para qualquer lado (as quase 8 horas de bateria ajudam...), mas para trabalhar não é muito prático, e mesmo podendo usar os computadores que temos em casa, já sei que vou estar com pressa, e nao há nada como usar o computador habitual para agilizar as coisas... e levo 1.9 Gb de dados climáticos (só 1 ficheiro e só temperatura) e não quero pensar que não olho para eles por falta de computador... tenho mais olhos do que barriga, e provavelmente não vou ter tempo sequer para fazer tudo o que preciso, quanto mais os extras... mas não há como tentar ;)

Além dos 2 computadores, os dois carregadores, os fones (implicam sempre imenso com eles, por causa dos fios), o palm (também não gostam muito), o carregador do telemovel (sempre muito escrutinado) ainda levo um teclado hebraico e um rato externo! - vai ser lindo vai... A história é que comprei um teclado hebraico em silicone (funciona na água e é dobrável) e na compra do teclado ofereceram-me um rato externo muito catita [podia dar-me para pior ;) ]... por isso se amanhã não estiver no Porto, podem procurar-me pf no aeroporto em Tel Aviv, algures nos controlos de segurança ;)

Saturday, 24 January 2009

vym

Hoje descobri o vym (view your mind). Antes (já há um tempão) tinha usado o kdissert, mas desta vez por qualquer motivo não consegui entender-me com ele... supostamente o kdissert está obsoleto (substituído pelo Semantik) mas como este não aparece no yum resolvi procurar outra coisa... foi aí que encontrei o vym, e gostei bastante. É muito fácil de usar (depois de se perceber a lógica da coisa, mas é razoavelmente intuítivo) e tem tudo o que é preciso, muito arranjadinho.

Acabei não só com um mind mapping muito catita, mas também com aquela sensação de contentamento com que se fica quando se utiliza um programa novo de que se gosta - é muito divertido (particularmente quando não é algo de que se precisa mesmo para qualquer coisa urgente) andar às voltas com um software novo, descobrir como funciona, usá-lo para fazer qualquer coisa engraçada e útil... é das coisas que gosto mesmo - suponho que tem a ver (pelo menos em parte) com o alargamento da zona de conforto...

O resultado não vou mostrar - a minha vida é publica (como costumamos brincar no trabalho por nos monitorizarem a rede e todas as comunicações) mas não o meu lindo mind-mapping com as minhas key areas para 2009 ;)

Getting things done - livro

Agora já tenho o livro do D. Allen (Getting things done) em papel - ou melhor o Zé tem, porque lho ofereci como prenda de anos... Já não me lembro se na altura não tinha encontrado o livro na Amazon, ou se como comprei a versão digital não me preocupei com a versão em papel... sei que desta vez encontrei na Amazon, por 9 dolares - ok, ficou com os portes 16 euros, mas a versão digital tinha-me custado 15 dolares...

O Ze so faz anos no dia 4, mas eu, rapariga organizada e prevenida, encomendei com antecedência (a meio de Janeiro) e já chegou lá a casa há uns dias, pelo que ele teve a prenda adiantada. Pareceu-me que ele gostou (gostaria de qualquer coisinha que eu lhe tivesse dado, suponho, mas acho que gostou mesmo do livro). Estou com curiosidade de ver os resultados... será que ele vai ficar GTD-ísado? pior do que eu?! é que eu já estou habituada a ter um maridinho algo desorganizado! espero não me arrepender ;)

Friday, 23 January 2009

Um almoço diferente

À sexta feira costumo almoçar fora - para quebrar a rotina da semana - ou melhor, faz parte da rotina de fim de semana ;)

A sexta feira é sempre um dia engraçado aqui em Israel - isto de ser meio dia de trabalho/semana meio dia de fim-de-semana/shabbat dá um ritmo muito próprio. Muita gente trabalha durante a manhã, e as escolas e o comércio estão a funcionar, mas no meu instituto quase ninguém vai trabalhar - precisamente porque é a unica altura do "fim de semana" que dá para fazer compras, tarefas domésticas, etc, que entrando o shabbat nao há nada para ninguém... por isso há que aproveitar a sexta de manhã, que acaba sempre por ser um dia muito atarefado, com toda a gente a correr de um lado para o outro... pelo contrário a partir do meio da tarde começa a cair um silêncio que torna palpável o recolher da cidade e há uma acalmia geral que precede o início do shabbat - como eu digo, é um ritmo muito próprio.

Esta sexta fui trabalhar de manhã (até ficava o dia todo, mas não é mesmo possível estar no instituto a partir de sexta à tarde, nem eu nem ninguém que nestas coisas há regras muito estritas) por isso fico só durante a manhã. O sítio parece meio fantasma, completamente deserto (tirando o guarda à entrada), mas eu até gosto do sossego. Aproveito para pôr a musiquinha um bocadinho mais alta do que o habitual e fico nas minhas sete quintas, como se costuma dizer :)

Como o meu trabalho é mesmo no centro de Jerusalém, depois de sair aproveitei para ir almoçar à baixa. Mas um dos problemas é que precisamente como é sexta feira e está toda a gente na rua, está tudo cheio. Para dizer a verdade não é só à sexta, há por aqui muito o hábito de os restaurantes terem muito poucos lugares sentados (ou tudo muito apertadinho), e então para o falafel (de que eu sou fã) é ainda pior, a maior parte das vezes só há mesmo a banquinha do falafel, e não sítio para sentar.

Como é que então o pessoal faz para comer falafel? bom, nao parece ser um problema... as pessoas comem muito naturalmente em pé, junto às lojinhas do falafel, ocupam todos os banquinhos e murinhos ao ar livre (é muito comum) ou mesmo comem na rua, a andar, sem aparentemente qualquer problema de maior - mas a mim, faz-me um bocadinho de confusão, principalmente quando estou sozinha. Quando estou acompanhada, alinho com tudo ;) uma vez fui com uns colegas de trabalho a um sítio lá perto que tem um falafel óptimo, mas tem o tal incoveniente de não ter sítio para sentar... eu propus que comessemos no instituto (era só 10 minutos, se tanto) mas o meu amigo olhou para mim horrorizado, porque o falafel ficava frio... e em vez disso propuseram comer na estaçao de correios (porque tinha cadeiras e ar condicionado!). Não posso descrever a minha reacção a tal proposta, um misto de embaraço e incredulidade, mas por eles não havia problema nenhum, come-se em qualquer lado - os meus pruridos europeus não enchem barriga, suponho... Afinal não sofri o embaraço de ir aos correios para comer o falafel, porque fomos lá, sim, mas tinham recentemente transformado a estação num sítio só com apartados, e já não tinha cadeiras - para desconsolo dos meus amigos... acabamos por comer o falafel junto ao muro de uma casa, que dava alguns centímetros para sentar/encostar.. foi giro, mas acho que sozinha não teria tanta piada...

Por isso hoje estava no dilema entre querer comer falafel e querê-lo fazer sentada num sítio agradável... duas coisas quase inconciliáveis. Mas o apetite acabou por vencer (ainda por cima vou ao Porto para a semana, pelo que queria comer o meu "ultimo falafel" por uns tempos). Em Roma sê romano (um dos meus mantras) pelo que resolvi primeiro buscar o falafel e só depois me preocupar onde o iria comer... fui a um sítio que tem um falafel optimo, e onde acederam a não pôr salada sem nenhum grunhido - em geral acham incompreensivel que alguém não queira uma boa porção de salada - mas desta vez consegui que me embrulhassem no pão pita só o falafel, humous e uma porção generosa de batata frita - eu sei, shame on me ;)

Quando me vi com o falafel na mão, comecei a ponderar como fazer/onde sentar, e resolvi ir andando (numa direcção mais ou menos aleatória) e petiscando o falafel pelo caminho - afinal não é nada complicado, é tudo uma questão de hábito... entretanto lembrei-me que havia ali perto um jardim onde tinha estado uma vez numa das minhas visitas anteriores, quando fiquei num hotel naquela zona, e por isso dirigi-me para lá - e desta vez o meu famigerado sentido de orientação não me deixou ficar mal. Lá encontrei o jardim, que é mesmo muito agradável e sossegado, particularmente pensando que é mesmo no centro de Jerusalém, perto da grande sinagoga - mais central é impossível... não podia ter encontrado melhor sítio para o meu almoço, um local recatado (que estar a almoçar como o pessoal faz, no meio da multidão em Ben Yehuda, não é para mim...), não muito londe da loja do falafel (que de facto frio não tem tanta graça) e num ambiente com árvores, pássaros e uma temperatura não desagradável - o termometro dava 18 graus - roam-se de inveja ;)

Não é um almoço diferente?

Wednesday, 21 January 2009

Shkedei marak

Hoje fui ao supermercado buscar, entre outras coisas שקדי מרק - em português seria qualquer coisa como "shkedi merak" (na pronuncia inglesa costuma escrever-se shkedei marak), que significa literalmente amêndoas da sopa. Em vez de estar com muitas delongas sobre o que é exactamente, quem tiver curiosidade pode ver aqui (fotografia e tudo!) - para o caso o que interessa é que eu adoro שקדי מרק (é o unico item da minha lista de compras que escrevo em hebreu), e consumo regularmente em quantidades muito generosas (razão pela qual consta frequentemente da lista de compras).

O que foi diferente desta vez foi que a menina na caixa do supermercado ao dar-me o talão habitual juntou um segundo cupãozinho e disse que eu tinha um presente, que devia ir levantar na caixa central. Fiquei a olhar para o talãozinho (o meu hebreu está muito melhor, mas ainda tenho alguma dificuldade e muita preguiça para ler...) e fui obedientemente até à caixa central, a cogitar o que seria o presente... ainda esperei um bocadinho mas depois ele lá chegou... e era... um saquinho de שקדי מרק! OK, era um saquinho pequenino, mas dá sempre jeito... e depois percebi porque é que tive direito ao extra... é que desta vez trouxe uma marca nova e não a habitual (para experimentar) e eles toca a oferecer-me um pacotinho da osem, a marca do costume... não sei se a ideia era comparar, mas não noto diferença nas marcas - e um "presente" mesmo que pequenino e inesperado, é sempre bem-vindo :)

Um amigo meu contou-me que uma vez foi para o Canada com imensos pacotes de שקדי מרק na mala para levar para uns amigos israelitas... parece que por lá se arranja nalgumas lojas especiais mas é considerado comida "étnica" e é caríssimo, por isso valia a pena levar de Israel para consolar o pessoal... eu bem levava uns pacotinhos na mala, mas vai ser complicado só conseguir levar o mais importante da tralha toda que fui acumulando aqui, por isso não me parece...


Saturday, 17 January 2009

Fim de semana

Esta semana resolvi mudar o esquema habitual do fim de semana, e fui trabalhar na sexta feira de manhã. Também trabalhei um bocadinho no sábado (em casa, claro, por causa do shabbat).

Nos últimos dois anos fiz um esforço consciente de não trabalhar durante o fim de semana - numa tentativa de combater uma tendência workaholic algo pronunciada. Verifiquei que de facto a produtividade não diminuia por parar ao fim de semana (antes pelo contrário), e passei também a limitar as horas de trabalho por dia a um máximo de oito. Mais uma vez verifiquei que reduzir o número de horas de trabalho não diminuía a produtividade, antes pelo contrário, e fui aprendendo a tornar-me mais eficiente nas cada vez menos horas em que estava de facto a trabalhar. Ao mesmo tempo, introduzi actividades diferentes na minha rotina (o yoga à hora do almoço, por exemplo) e novamente a produtividade não só não diminuiu, como aumentou.

A razão porque este fim de semana resolvi quebrar um bocadinho a regra de não trabalhar ao fim de semana não é tanto por estar muito ocupada (que estou!) mas porque o meu sistema GTD está actualmente tão oleado, que acho que consigo gerir melhor o meu tempo, disposição e energia e fazer de facto mais coisas. Por isso sinto que posso sem grande risco flexibilizar algumas das rotinas, sem precisar de seguir um esquema tão rígido como o que me estava a obrigar - desde que continue a ter tempos "sagrados" para o que é importante, claro.

Este fim de semana consegui fazer tudo o que costumo fazer no fim de semana (incluindo arrumar a casa, fazer compras, lavar a roupa, passar a ferro, ler o Haaretz, actualizar o blog, estudar hebreu, praticar yoga) mesmo tendo, ao contrario do habitual, passado toda a manhã de sexta feira no trabalho - e como bónus a moi-même ainda fui almoçar na baixa de Jerusalém - não é isto ter mais "things getting done" ?! :)

Como repôr o trash no Dolphin

Depois de algum trabalho de configuração, alguma habituação e muita resinguice lá me fui entendendo melhor com o dolphin... ainda longe do perfeito, mas bastante aceitável e até bonitinho, por isso enfim, menos mal... até que acidentalmente apaguei o trash dos Places e não havia meio de o conseguir repôr. Primeiro não liguei, não é algo que faça particularmente muita falta ou que seja assim tão importante, mas hoje aproveitei ser fim de semana para ver se corrigia isso, só porque me chateia não ter as coisas como tinha antes (e eu sou de hábitos (e algumas "pancas") caso ainda não tenha dado para reparar...)

Tentei das formas óbvias (carregar com o botão direito, fazer new no menu principal, arrastar o trash.desktop para os Places) mas nada... e logo comecei a sentir alguns sintomas da minha "alergite" ao kde4*. Segunda fase, procurei no google... mas apesar de haver algumas pessoas com o mesmo problema, nenhuma das soluções que eram propostas resultava comigo no meu F10. Até que depois de mais umas voltinhas, e tendo notado que podia pôr nos Places qualquer folder excepto o que eu queria (o Trash) optei por no dolphin:
* arrastar um folder (qualquer) para os Places
* seleccionar o folder, e com o botão direito escolher "Edit"
* na Location, substituir o que aparece por trash:/
* mudar o nome (na Description) e o ícone
e pronto... problema resolvido; não é complicado, mas podia ser mais óbvio... suponho...

Invocações

Costumo brincar que as minhas entranhas são um sensor muito preciso do estado meu sistema, porque sabem (primeiro do que eu!) quando estou ansiosa ou preocupada com alguma coisa. Acontece frequentemente começar a doer-me a barriga, sem razão aparente, e só ao tentar perceber porquê "descubro" o que me está a afligir e que ainda não passou ao nível consciente...

Curiosamente, outro indicador extremamente apurado do estado do meu sistema são as invocações (começo sempre a minha prática com as invocações a Patanjali, como aprendi nas aulas de yoga). Noto que com o passar do tempo perdi algum do acanhamento inicial que tinha ao fazer as invocações - tinha tendência a fazer as invocações muito baixinho, com "medo" que alguém pudesse ouvir, mesmo estando em geral sozinha em casa. Com o passar do tempo, quase sem notar, esse constrangimento inicial passou por completo, mas mesmo assim noto que a forma como faço as invocações reflecte de forma muito precisa o modo como me sinto. Quando estou mais serena as invocações saem com naturalidade e fluidez. Quando estou mais ansiosa, saem com menos naturalidade, tenho dificuldade em controlar a respiração e em manter um ritmo regular.

As invocações ajudam por isso a monitorizar-"me" (ainda melhor que a barriguita, que pode ser afectada por outras coisas, como alimentação, hormonas, ...). As vezes sento-me no tapete e durante as invocações noto que há qualquer coisa que não está tão bem como o costume... por vezes associo ao dia mais stressante que tive, ou a uma preocupação qualquer que tenho na altura, mas mesmo quando não consigo identificar a causa sinto que só o ter a noção de que há algo menos bem já ajuda... e sei que de qualquer forma no fim da prática estou sempre um bocadinho mais perto do meu centro...

Friday, 16 January 2009

jakob

Esta semana acho que ouvi todos os dias, e mais do que uma vez, "jakob", o cd do Dan McAlister - os meus vizinhos de gabinete que o digam, que levam sempre com a mesma musica todo o dia... o engraçado é que quando ouvi o cd pela primeira vez gostei, mas não tanto como gosto agora - parece ser daquela musica que só "ganha" com a repetição, demora tempo a entranhar... (espero que o Dan ainda me fale depois disto! ;) mas pelo menos foi o que aconteceu comigo... não é só uma musica bonita, é mesmo especial - e sempre que ouço mais uma vez encontro sempre algo que não tinha reparado antes, e pelo menos até agora ainda não me cansei de ouvir o cd umas quantas vezes ao dia... por isso suponho que os meus vizinhos de gabinete vão continuar a levar com a mesma musica - mas se forem como eu, vão apreciar cada vez mais :)

Wednesday, 14 January 2009

Sirenes...

Para contradizer um bocadinho o post anterior... hoje a monotonia do costume foi interrompida à hora do almoço por sirenes... sim, das que avisam de um ataque aéreo! Soarem as sirenes numa cidade em Israel é relativamente comum, principalmente nesta altura, mas em Jerusalém?! é muito inesperado...

Houve quem entrasse em pãnico (vi nas notícias) ainda por cima hoje tinha havido outra vez notícias de rockets no norte de Israel, e o pessoal anda sensível... eu posso dizer que me mantive sossegadinha a trabalhar, sem qualquer preocupação, mas como toda a gente fiquei espantada com o barulho e tomei mentalmente nota de onde ficava o abrigo (just in case). Em Jerusalém é tão raro que parece que a maior parte das pessoas ficaram paradas a olhar para o céu, sem saber muito bem o que haviam de fazer... li depois nas notícias que o comando da frente doméstica disse que foi um "malfunctioning" no sistema das sirenes - ou estavam a testá-las (just in case)... mas como alguém se queixou nas notícias, escusavam de testar as sirenes nesta altura, que assusta as pessoas...

Tuesday, 13 January 2009

A vidinha por cá...

Tenho recebido vários comentários / perguntas / preocupações de amigos e familiares por estar neste momento em Israel. Para descansar os mais preocupados posso garantir que a vidinha por cá, com a guerra em curso, tem sido exactamente igual ao que era antes da "Cast Lead": pacifica e pacata... e gosto muito de Israel, apesar das saudades. Não é que não se sintam alguns efeitos: um amigo tinha familares que moravam no sul a passar umas ferias temporarias la em casa, o que é sempre um bocadinho de transtorno para todos; e um destes dias a minha vizinha de gabinete quase que me atropelou no corredor, porque mora em Bersheeba e tinha que ir a correr buscar os miudos, que estavam sob fogo de rockets... Mas a vidinha, pelo menos em Jerusalém, segue o ritmo normal e não sinto qualquer apreensão, mesmo que ligeira. Como um amigo meu dizia, e é verdade, a probabilidade de morrer num acidente de viação em Israel é muitissimo maior do que ser vitima de guerra...

Saturday, 10 January 2009

Programmers Drawn to the Power of R

Uma das coisas que faço sempre quando estou em Israel é comprar à sexta feira o Haaretz para ler no fim de semana. Mais exactamente acabo por comprar o International Herald Tribune porque tem a versão do Haaretz em inglês - que se às vezes demoro quase a semana toda para ler a versão em inglês, se fosse em hebreu nem quero pensar quanto tempo demoraria... mas o que gosto de ler mesmo é o Haaretz, não tanto pelas notícias de Israel (que para isso vejo online - quem precisa de jornal quando há o ynet ?!) mas principalmente pelos suplementos de fim de semana do Haaretz, que são fabulosos. Antes de atacar os suplementos, que leio aos bocadinhos como quem come quadradinhos de chocolate, costumo passar os olhos pelo resto, sem grande entusiasmo... mas hoje fui surpreendida por uma noticia inesperada no Herald Tribune... sobre o R! Com uma fotografia e tudo... não consegui encontrar online, mas aqui fica o texto...

Programmers Drawn to the Power of R
(Source: International Herald Tribune, by Ashlee Vance)

R, a free, open-source programming language, is fast becoming the lingua franca for a growing number of data analysts in corporations and academia.

As data mining enters a golden age - it is used to set ad prices, find new drugs more quickly and fine-tune financial models, among other tasks - R has been adopted by companies ranging from Google to Shell, and from Pfizer and Merck to Bank of America and the InterContinental Hotels Group.

But R has also quickly found a following because statisticians, engineers and scientists without computer programming skills find it easy to use.

While it is difficult to calculate exactly how many people use R, those most familiar with the software estimate that nearly 250,000 people work with it regularly. The popularity of R at universities could threaten SAS Institute, the privately held business software company that specializes in data analysis software. SAS, with more than $2 billion in annual revenue, has been the preferred tool of scholars and corporate managers.

"R has really become the second language for people coming out of grad school now, and there's an amazing amount of code being written for it," said Max Kuhn, associate director of nonclinical statistics at Pfizer. "You can look on the SAS message boards and see there is a proportional downturn in traffic."

SAS says it has noticed R's rising popularity at universities, despite educational discounts on its own software, but it dismisses the technology as being of interest to a limited set of people working on very hard tasks.

"I think it addresses a niche market for high-end data analysts that want free, readily available code," said Anne Milley, director of technology product marketing at SAS.

She added, "We have customers who build engines for aircraft. I am happy they are not using freeware when I get on a jet."

But while SAS plays down R's corporate appeal, companies like Google and Pfizer say they use the software for just about anything they can.

Google, for example, taps R for help in understanding trends in ad pricing and for illuminating patterns in the search data it collects.

Pfizer has created customized packages for R to let its scientists manipulate their own data during nonclinical drug studies rather than send the information off to a statistician.

"R is really important - to the point that it's hard to overvalue it," said Daryl Pregibon, a research scientist at Google. "It allows statisticians to do very intricate and complicated analyses without knowing the blood and guts of computing systems."

It is also free. R is an open-source program, and its popularity reflects a shift in the type of software used inside companies. Open- source software is free for anyone to use and modify.

International Business Machines, Hewlett-Packard and Dell make billions of dollars a year selling servers that run the open-source Linux operating system, which competes with Windows from Microsoft.

Most Web sites are displayed using an open-source application called Apache, and companies increasingly rely on the open-source MySQL database to store critical information. Many people view the end results of all this technology when using the Firefox Web browser, an open-source browser.

R is similar to other programming languages, like C, Java and Perl, in that it helps people perform a wide variety of computing tasks by giving them access to various commands. For statisticians, however, R is particularly useful because it contains a number of built-in mechanisms for organizing data, running calculations on the information and creating graphical representations of data sets.

Some people familiar with R describe it as a supercharged version of Microsoft's Excel spreadsheet software that can help illuminate data trends more clearly than is possible by entering information into rows and columns.

What makes R so useful - and helps explain its quick acceptance - is that statisticians, engineers and scientists can improve the software's code or write variations for specific tasks. Packages written for R add advanced algorithms, colored and textured graphs and mining techniques to dig more deeply into databases.

Nearly 1,600 different packages reside on just one of the many Web sites devoted to R, and the number of packages has grown exponentially. One package, called BiodiversityR, offers a graphical interface to make calculations of environmental trends easier.

"The great beauty of R is that you can modify it to do all sorts of things," said Hal Varian, chief economist at Google.

R first appeared in 1996, when two statistics professors, Ross Ihaka and Robert Gentleman of the University of Auckland in New Zealand, released the code as a free software package.

According to them, the notion of devising something like R sprang up during a hallway conversation. They both wanted technology better suited for their statistics students, who needed to analyze data and produce graphical models of the information. Most comparable software had been designed by computer scientists and proved hard to use.

Lacking deep computer science training, the professors considered their coding efforts more of an academic game than anything else. Nonetheless, starting in about 1991, they worked on R full time.

"We were pretty much inseparable for five or six years," Gentleman said. "One person would do the typing and one person would do the thinking."


Originally published by The New York Times Media Group. (c) 2009 International Herald Tribune


Thursday, 8 January 2009

Eee PC 901 & Fedora 10

Pois é, o meu maridinho ofereceu-me no Natal um Eee PC 901 (branco) - liindoo! O meu novo bichinho (chama-se himalaya) vinha com linux (claro!), pesa cerca de 1 kg (e é lindo!) e tem uma autonomia de quase 8 horas (e já disse que é lindo?!)

A princípio senti-me um pouco desconfortável, porque de algum modo pareceu-me uma extravagância... com o portátil e o palm não é "preciso" mais um computador. Mas apesar de não precisar... adorei! e mesmo o sentimento de culpa foi-se desvanecendo à medida que o que era supérfluo começou a tornar-se (quase) indispensável, como é o caso.

Inicialmente nem sabia muito bem como usar o novo bichinho; claro que é lindo e levezinho, e tem uma grande autonomia, mas demorou algum tempo até que eu conseguisse descortinar como me adaptar à nova situação e tirar o melhor partido da coisa (e conjugar com as rotinas que já tinha).

Primeiro que tudo, o sistema... o Eee vinha com o Xandros (aqui tem alguma informação sobre este sistema). Fiquei agradávelmente surpreendida com o Xandros, muito bonitinho e engraçadinho, com tudo em Português e muito arranjadinho... suponho que para quem nunca usou linux é uma interface muito agradável e tem tudo o que é preciso de modo muito acessível (sem dúvida incomparávelmente melhor do que qualquer windows)... mas para quem usa linux... pode ser uma surpresa agri-doce. Para mim foi... primeiro estava encantada com o aspecto da coisa, mas quando comecei a querer fazer alterações (mudar a linguagem, instalar novos programas, remover outros, etc...) senti-me de mãos atadas. Lá está, quem não usa linux não deve sentir a falta, mas para que está habituado a usar certos programas e a interagir com o sistema... é um pouco limitado... Por isso adeus Xandros, olá Fedora 10! Aí sim, a coisa começou a ser a sério e o meu bichinho e eu começamos de facto a entendermo-nos (ou pelo menos a falar a mesma língua).

Não instalei nenhum kernel específico para o Eee PC, e funcionou tudo direitinho (só ainda não testei a webcam). Depois foi só configurar tudo a meu gosto e básicamente o himalaya ficou muito parecido com o ocean (o meu portátil), ambos a correr o F10. Um dos problemas com que me defrontei (depois de ter os dois bichinhos o mais compatível possível) foi como sincronizar um com o outro, já que podia trabalhar uma vez com um, outra vez com outro, e queria mantê-los sincronizados. Pensei em usar o rsync (como costumo fazer) mas como o disco do Eee PC é um SSD há problema com os tempos e o rsync não funciona bem (mesmo o Ze tendo tentado usar a opção "relatime" em vez de "noatime").

Conformei-me a ter que fazer a sincronização "à mão", quando já aqui em Israel descobri a solução e como tirar proveito de todo o meu equipamento. É que tinha aqui em Jerusalém um disco externo que uso para backup (também cortesia do meu maridinho, que sabe o quanto eu gosto de "gadgets" e gosta de me mimar com tecnologia), e o disco externo dá para sincronicar com o portátil (como eu costumo fazer, com o rsync). Por isso basta trabalhar no himalaya com o disco externo, e depois fazer, sempre que precisar, a sincronização deste com o portatil - é muito mais fácil e prático do que parece. Por isso agora o que faço é deixar o portátil no trabalho (excepto ao fim de semana), deixar o Eee em casa (para usar à noite) e andar apenas com o disco externo e o palm sempre comigo. Funciona muito bem, se bem que acho esquisito andar "de mãos a abanar" - por isso continuo a andar de mochila, mesmo não sendo exactamente preciso...

Continuo a sentir que é um pouco superfluo, mas agora já me habituei mais a ter três sistemas em vez de dois e a tirar partido de todos eles. O palm continua a ser o meu favorito em termos de tamanho. Tem a desvantagem de não ser um computador (não posso instalar linux, como no Eee) e ainda por cima o sistema é proprietario... mas continuo a achar que não há nada melhor para tirar notas rápidas ou para ler na cama ou no autocarro ou quando se está em espera (quem é que vai ligar o Eee só para escrevinhar qualquer coisa? e apesar de pequeno, não estou a ver ler debaixo dos lençois com o Eee, como o palm...). Mas claro, o Eee além de ser lindo é um computador, a correr um sistema a sério, com todos os meus programas favoritos (como o basket!), tem uma bateria de 8 horas e com o disco externo... é imbatível... e já disse que é liiindooo ?!

Notícias

Ultimamente não tenho escrito... não só tenho estado sempre bastante ocupada, como actualizar o blog é como tudo... requer ritmo... se vou mantendo a coisa mais ou menos regular não custa nada, mas se deixo de escrever durante algum tempo a inércia acumula e fica mais difícil... vamos a ver se consigo fazer um apanhado e se retomo a escrita...

Digo vamos a ver se consigo porque estou a escrever à luz de uma velita, que estou sem electricidade (bem dita a bateria dos portáteis!) e apesar de o monitor ajudar não é muito cómodo, além de que fiquei sem o meu bufante (e está frio!)... parece que desta vez não é um fusível, mas mesmo falha, que não noto luz nos vizinhos nem na rua... espero que seja sobrecarga (se todos forem como eu e tiverem o aquecimento ligado....) e não um problema de maior, que com a situação actual em Israel uma pessoa fica sempre na dúvida quando há algo de mais anormal...

Fica aqui então o apanhado...

* Férias
Não sei se é exactamente apropriado chamar "férias", porque ainda trabalhei alguma coisa... não tanto o trabalho habitual de estar à secretária e no computador, apesar de ainda ter conseguido lidar com o mais urgente, mas aproveitei para fazer os contactos todos que precisava em Portugal, e consegui "despachar" o que tinha pendente com os colegas da universidade do Porto, de Aveiro, de Coimbra e de Lisboa... andei sempre de um lado para o outro, mas acho que valeu a pena. Quanto às férias... soube bem estar de volta; senti-me muito aconchegadinha pelos amigos e mimada pelo maridinho, que se desdobrou em estratégias para me "enganar", como eu costumo brincar... foi também uma actividade social muito mais intensa do que o habitual, com muitos jantares, festas e sáidas, como é costume nesta altura do Natal... já estava a começar a sentir falta de algum sossego e do meu ritmo de vida mais regular, mas foi giro!

* Linux
Andei a resistir a actualizar o sistema, que o Zé tinha-me avisado que ficava sem kpilot no F10... mas depois de ter estado a instalar o F10 no portátil do meu irmão lá me decidi e actualizei para o F10. A previsão concretizou-se, perdi o kpilot... e não estou muito contente com o korganizer (os filtros não funcionam :( e está uma latência excessiva, muito lento) mas enfim... para compensar o meu maridinho ofereceu-me um novo "bichinho" - um Eee PC! - acontecimento que merece um post dedicado, por isso para já não conto mais...

* Yoga
Levei o meu tapete (e o livro dos Mehta) a passear até ao Porto - mas praticar... só duas vezes :( bem podia ter deixado as coisas em Jerusalém, mas estava optimista... Apesar de não ter praticado, aproveitei o ter os meus livros (em papel, não os outros digitais) e passei quase todos os dias os olhos pelo "Light on Yoga" antes de adormecer, pelo que pelo menos o yoga nunca esteve muito longe do meu pensamento. Desde que voltei já retomei a minha prática regular, e senti-me um pouco como se tivesse deixado de tomar banho por uns dias e tivesse finalmente conseguido tomar um bom banho, soube-me bem.... Curiosamente, tenho impressão que quando páro por algum tempo a minha prática, como aconteceu desta vez, quando retomo sinto-me mais sintonizada com a prática- talvez por perder algum excesso de confiança e de alguma forma estar com mais atenção. Ainda não fiz posturas de pé - comecei por sequências recuperativas, e mesmo assim notei a dificuldade de ter estado parada... se antes as pernas já não esticavam, depois do "intervalo" ainda pior, mas noto que não "desaprendi" as posturas (antes pelo contrário)

* Israel
Cá estou de volta a Jerusalém, apesar de meio mundo não conseguir compreender como é que quero estar em Israel nesta altura... bem tento explicar que não há problema, principalmente em Jerusalém, mas notei que o pessoal estava um pouco mais preocupado do que o costume. Que as pessoas em Portugal não entendam, ainda estou como o outro... o engraçado foi os meus colegas daqui terem mostrado algum espanto (e contentamento) por eu ter voltado para a "war zone" como eles chamam... a propósito, continuo 100% pró-Israel apesar de nesta altura não ser uma posição muito comum, com toda a propaganda e sentimento anti-Israel que vai por todo o lado...

* GTD
Aproveitei para reler mais uma vez o livro do D. Allen... já perdi a conta às vezes que li o livro do GTD, estimo que mais de cinco e menos de dez... mas esta altura em que começa um novo ano é particularmente apelativa para GTD-isar, e aproveitei para refrescar a teoria do GTD. Apesar de já ter lido o livro muitas vezes tiro sempre proveito da leitura... há sempre coisas para ver numa nova perspectiva, outras a que não se deu tanta importãncia em leituras anteriores e que de repente começam a fazer mais sentido...

Não só reli o livro, como tenho praticado o GTD afincadamente, e não podia estar mais contente com os resultados. Antes de vir para Israel estava a ganhar alguma ansiedade em relação a tudo o que tinha para fazer, porque com toda a perturbação da rotina do Natal e afins acabei por acumular imensa coisa por fazer, e de repente vi-me com muitas tarefas tipo 1, todas muito importantes e de responsabilidade, e todas para ontem. O que fiz foi tentar seguir o que costumo pregar, e em vez de começar a tratar dessas coisas que me estavam a preocupar dediquei-me antes a organizar-me e ao meu GTD - porque embora na altura pareça um disparate, sei que quanto mais complicada é a situação mais é preciso parar para pensar, reorganizar e reagrupar os esforços.

Por isso no voo para Israel comecei por fazer os meus planos - trimestral e para este mês... uma das razões pelas quais chegado a dia 5 ainda não tinha o planeamento feito era não só por não ter tido grande tempo livre para isso, mas também porque por ser o início do ano associava uma certa importãncia excessiva e alguma grandiosidade à planificação... mas a certa altura o importante é mesmo fazer e deixar de grandes antecipações (concentrar na acção e não no resultado) e por isso pus mãos à obra enquanto voava para a Israel, ao mesmo tempo que via um filme levezinho (ghost city) precisamente para combater a tentação de levar a coisa demasiado a sério... Correu muito bem e a planificação ficou práticamente arrumada.

Depois foi tratar da minha implementação GTD própriamente dita, actualizar tudo o que era preciso depois de algum tempo sem muito controlo... estive muitas horas nisso - apesar de antes pensar que o meu sistema GTD nem estava nada mau, agora está mesmo muito melhor (é como o vinho do Porto, precisa de tempo para amadurecer) e não podia estar mais contente com os resultados. Hoje já tenho tudo controlado, e vou para fim de semana muito mais descansada... continuo bastante ocupada, mas está tudo controlado e organizado, e não tenho nada de urgente a gritar por mim... bem posso gozar o shabbat. Até consegui actualizar o blog! ;)

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