Quando mudo de "poiso" uma das coisas que quase inevitavelmente preciso de fazer é arranjar um sítio para cortar o cabelo, até porque como tenho o cabelo curtinho, preciso de o cortar muito frequentemente (é daqueles paradoxos...). Desta vez nem era assim tão inevitável como isso, podia continuar a ir à Alexandra, mas como agora só estou no Porto ao sábado e domingo implicaria gastar algum do meu tempo precioso de fim de semana no cabeleireiro... por isso decidi que iria cortar o cabelo em Lisboa, e guardar o fim de semana para outras actividades menos prosaicas.
Decicir é uma coisa, fazê-lo é outra... no caminho de casa para o metro já tinha topado duas possibilidades: um sítio pertinho de casa, "normal" (sem nada de particularmente marcante, e que assumi pelo aspecto que não seria nem muito bom nem muito mau) e um sítio "diferente", na rua da Boavista. Um sítio de tal modo diferente que das primeiras vezes que por lá passei nem sequer percebi que era um cabeleireiro... primeiro pensei ser uma loja de móveis (!) depois uma espécie de galeria de arte, e só depois me apercebi da verdadeira natureza do establecimento (acho que quando vi a sair de lá uma senhora com o cabelo pintado de cor de rosa). Dado que tinha o "cortar o cabelo" na minha lista de tarefas, comecei a dar mais atenção ao sítio... apercebi-me que na porta tinha um horário, em que antes nunca tinha reparado (é um horario esquisito, tem dias que está aberto até às dez da noite), e comecei a abrandar o passo sempre que passava à porta... mas entrar é que não (a minha inércia habitual para experimentar o desconhecido) e fui arranjando muitas e razoáveis desculpas para "preciso de cortar o cabelo, mas hoje não porque"...
Mas hoje (quer dizer ontem) foi mesmo o dia! No caminho habitual para casa resolvi parar e ir finalmente cortar o cabelo ao sítio "esquisito" (não sei o nome - bem procurei, mas a nomenclatura do sítio parece ser um segredo bem guardado). Ainda hesitei por uns segundos, mas com um último sopro de diligência dei por mim dentro do "espaço", e com uma menina a vir na minha direcção, pelo que fiquei salva de uma desistência de ultima hora...
O sítio era de facto muito "fashion". O ambiente era informal, propositadamente pouco organizado (ou melhor, com uma organização pouco convencional) e com uma preocupação nítida em relação ao estilo, desde a musica ao tal mobiliário que me fez pensar que era uma galeria. Pareceu-me um ambiente de grande profissionalismo mas jovial, despreocupado, um hub de experimentação e inovação, uma high-tech do cabelo...gostei, mas automáticamente pensei que ou ía correr muito bem ou ía ser um desastre.
O senhor que me ía cortar o cabelo começou por me perguntar o que eu queria fazer, ao que eu respondi que queria curtinho e giro... a resposta pareceu-me promissora, porque depois de uma breve reflexão o senhor tinha um "plano" que esboçou ("cortar atrás", "cortar aqui", "fazer assim", etc...). Há cabeleireiros que não gostam muito quando eu peço "giro", preferem indicações mais específicas e executar a minha "ideia" quase ao milimetro (da última vez que pedi curto e giro a senhora viu-se aflita para interpretar o "giro", mas tentou cumprir o curto e deixou-me quase careca), mas eu gosto de ter sugestões e dar alguma liberdade na execução do corte (e hopefully o visado vai esmerar-se no processo...). Por isso gostei da atitude, e fiquei esperançada de que a coisa até iria correr bem...
Basicamente achei a experiência divertida, já risquei o cortar o cabelo da lista de tarefas, mas o resultado... não sei... Não esta mal, mas também não está nada de outro mundo. Está de facto mais curto, principalmente atrás, e gosto mais assim, mas para dizer a verdade não noto diferença por aí além... vamos lá a ver o que o Zé diz, mas não tenho esperança de que ele diga algo diferente de que está "bem e estou muito bonita"... é que em geral venho sempre queixosa do cabeleireiro, ou cortou muito ou cortou pouco, ou está liso, ou está espetado, mas mesmo no pior dos casos (por exemplo quando fiz umas madeixas horrorosas) nunca o ouvi a dizer nada de menos positivo - suponho que por ser um simpatico, mas principalmente porque quando olha para mim não vê o involucro :)
Decicir é uma coisa, fazê-lo é outra... no caminho de casa para o metro já tinha topado duas possibilidades: um sítio pertinho de casa, "normal" (sem nada de particularmente marcante, e que assumi pelo aspecto que não seria nem muito bom nem muito mau) e um sítio "diferente", na rua da Boavista. Um sítio de tal modo diferente que das primeiras vezes que por lá passei nem sequer percebi que era um cabeleireiro... primeiro pensei ser uma loja de móveis (!) depois uma espécie de galeria de arte, e só depois me apercebi da verdadeira natureza do establecimento (acho que quando vi a sair de lá uma senhora com o cabelo pintado de cor de rosa). Dado que tinha o "cortar o cabelo" na minha lista de tarefas, comecei a dar mais atenção ao sítio... apercebi-me que na porta tinha um horário, em que antes nunca tinha reparado (é um horario esquisito, tem dias que está aberto até às dez da noite), e comecei a abrandar o passo sempre que passava à porta... mas entrar é que não (a minha inércia habitual para experimentar o desconhecido) e fui arranjando muitas e razoáveis desculpas para "preciso de cortar o cabelo, mas hoje não porque"...
Mas hoje (quer dizer ontem) foi mesmo o dia! No caminho habitual para casa resolvi parar e ir finalmente cortar o cabelo ao sítio "esquisito" (não sei o nome - bem procurei, mas a nomenclatura do sítio parece ser um segredo bem guardado). Ainda hesitei por uns segundos, mas com um último sopro de diligência dei por mim dentro do "espaço", e com uma menina a vir na minha direcção, pelo que fiquei salva de uma desistência de ultima hora...
O sítio era de facto muito "fashion". O ambiente era informal, propositadamente pouco organizado (ou melhor, com uma organização pouco convencional) e com uma preocupação nítida em relação ao estilo, desde a musica ao tal mobiliário que me fez pensar que era uma galeria. Pareceu-me um ambiente de grande profissionalismo mas jovial, despreocupado, um hub de experimentação e inovação, uma high-tech do cabelo...gostei, mas automáticamente pensei que ou ía correr muito bem ou ía ser um desastre.
O senhor que me ía cortar o cabelo começou por me perguntar o que eu queria fazer, ao que eu respondi que queria curtinho e giro... a resposta pareceu-me promissora, porque depois de uma breve reflexão o senhor tinha um "plano" que esboçou ("cortar atrás", "cortar aqui", "fazer assim", etc...). Há cabeleireiros que não gostam muito quando eu peço "giro", preferem indicações mais específicas e executar a minha "ideia" quase ao milimetro (da última vez que pedi curto e giro a senhora viu-se aflita para interpretar o "giro", mas tentou cumprir o curto e deixou-me quase careca), mas eu gosto de ter sugestões e dar alguma liberdade na execução do corte (e hopefully o visado vai esmerar-se no processo...). Por isso gostei da atitude, e fiquei esperançada de que a coisa até iria correr bem...
Basicamente achei a experiência divertida, já risquei o cortar o cabelo da lista de tarefas, mas o resultado... não sei... Não esta mal, mas também não está nada de outro mundo. Está de facto mais curto, principalmente atrás, e gosto mais assim, mas para dizer a verdade não noto diferença por aí além... vamos lá a ver o que o Zé diz, mas não tenho esperança de que ele diga algo diferente de que está "bem e estou muito bonita"... é que em geral venho sempre queixosa do cabeleireiro, ou cortou muito ou cortou pouco, ou está liso, ou está espetado, mas mesmo no pior dos casos (por exemplo quando fiz umas madeixas horrorosas) nunca o ouvi a dizer nada de menos positivo - suponho que por ser um simpatico, mas principalmente porque quando olha para mim não vê o involucro :)