Este sábado fomos (que o Zé foi um querido e foi comigo, para dar apoio moral e não só...) até Lisboa, para participar num colóquio sobre "A matemática do aquecimento global" - o título não fui eu que escolhi, e devia ter desconfiado que me podia "escaldar"... não estava entusiasta com a coisa (com tanto que fazer, e a viagem para Viena no dia seguinte!) mas tinha-me comprometido, e até gosto de fazer divulgação científica - ou melhor, adoro falar do meu trabalho a qualquer incauto que se atreva a querer ouvir-me ;) ... Nem correu mal, o problema é que a minha veia matemática acaba por chocar um bocadinho com as tendências mais abertamente ecologistas dos outros oradores (que eram o Francisco Ferreira, da Quercus e o Eugénio Sequeira, da Liga para a Protecção da Natureza). E o frustrante é que concordamos todos com o essencial, diferimos talvez na forma mas não no conteúdo básico... como estatístico que se preza, diria que em média estávamos lá, com um desvio grandito para cada lado, eles para o lado dos factores antropogénicos e das certezas, eu para o lado da variabilidade natural e das incertezas ;)

