Monday, 29 September 2008

Em Riga

Cheguei a Riga às três da manhã! Em Tel Aviv tinham dito que bastaria contactar a Air Baltic quando chegasse a Riga, para tratar do voo de ligação para Berlim, mas esqueceram-se do promenorzinho da hora. Às três da manhã, não há ninguém no aeroporto para além do pessoal de segurança, muito menos da Air Baltic - estava tudo fechado, quase deserto, luzes apagadas - parecia que tinha caído num filme série B... depois de umas voltinhas a confirmar o óbvio, que não havia ninguém, conformei-me e juntei-me aos poucos passageiros que pareciam estar em situação semelhante, sentados ou deitados na escuridão do terminal. Dormi um bocadinho no voo de Tel Aviv e tinha comido, por isso sentia-me razoavelmente bem, e limitei-me a esperar...

O balcão de informações do aeroporto abriu às quatro, e serviu para me dizerem o que eu já sabia, que tinha que falar com a Air Baltic, cujo balcão abria às cinco. De facto abriu pontualmente às cinco e deram-me o bilhete para o voo que sai às sete para Berlim... a menina da Air Baltic ficou espantadíssima por eu vir de Tel Aviv sem bagagem (só trouxe bagagem de mão) - na verdade quando saí de casa até eu me espantei como ía tão leve, só trouxe a mochila do costume (com o computador e todas as coisas de trabalho) e uma mochila pouco maior (mas com rodinhas) com o resto (e acho que não exagero se disser que a mochila do trabalho é a mais pesada). Como eu respondi à menina do check-in, (que estava sem grande paciência), "é mais do que suficiente para uma semana" - espero que sim... acho que quanto mais ando de um lado para o outro cada vez preciso de menos coisas, suponho que uma pessoa se habitua a minimizar a tralha...

O aeroporto aqui é engraçado, faz-me lembrar muito Copenhaga (de repente deu-me para ter saudades dos meus tempos na Dinamarca, deve ser da falta de sono, que já não funciono bem... Agora estou à espera para embarcar, sentada junto a uma das poucas fichas que consegui encontrar para carregar o portátil - tenho desenvolvido ao longo do tempo um sentido especial para encontrar fichas para carregar o portatil nos aeroportos; em geral há sempre, apesar de muitas vezes ser difícil de as encontrar, por isso já me habituei a percorrer as paredes com olhar clínico, e a maior partes das vezes consigo um slot para alimentar o meu bichinho.

Aqui está frio! Quando cheguei disseram que estavam 5 graus, mas suponho que no fim da madrugada estivesse ainda menos... e pensar que ainda há algumas horas atrás estava a queixar-me do calor em Tel Aviv! agora já troquei os crocs por meias e sapatilhas, e estou tão agasalhada quanto possível, além do polar vesti o impermeável, mas mesmo assim não tenho calor nenhum... espero que em Berlim esteja mais quentito! Já sinto falta do calorzinho de Israel...

Shana Tova!

Hoje é a véspera de Rosh Hashanah, o ano novo judaico... Parece-me que o Rosh Hashanah mistura num só "evento" muitas das caracteristicas do nosso Natal e ano novo: por um lado é uma festa que junta num jantar especial familiares e amigos próximos e há troca de presentes, por outro é uma época de balanço, do ano que passou, e de recomeço, com as típicas resoluções e desejos de prosperidade e felicidade para o novo ano.

Nota-se que se está na altura das festas... há uma quebra da rotina usual, em antecipação dos vários dias festivos, e a azáfama de compra dos presentes e de todos os itens que não podem faltar na mesa, incluindo o peixe (com o ensejo de ser a cabeça e não o rabo do peixe, metaforicamente falando), a romã (para acumular tanto mérito como as sementes do fruto), ou o mel (para ter um ano doce). Até eu andei atarefada a mandar cartõezinhos de ano novo aos amigos...

Apesar de não seguir a tradição judaica, senti-me envolvida pelo ambiente festivo... mesmo pessoas com quem nunca tinha falado antes vieram ao meu gabinete desejar-me um bom ano (shana tova), e fui convidada por três amigos para passar o rosh hashana com as respectivas famílias - por um lado ainda bem que estou em Berlim nesta altura, senão ía ser chato ter que recusar dois dos convites ;) ... afinal isto de "ter" dois calendarios até é catita, dá para festejar o ano novo duas vezes, por isso... Shana tova!!

Sunday, 28 September 2008

Bolas!

E eu a pensar que ja estava despachada... mas depois de mais de 15 horas, ainda estou "sitting-duck" em Tel Aviv. Está visto que esta viagem (só a parte até Riga, que depois ainda tenho que voar para Berlim) vai demorar quase 24 horas! :(

O voo era suposto ser às cinco (da manhã), mas o avião chegou tarde a Tel Aviv, e por isso o voo foi atrasado cerca de duas horas; não estava nada preocupada porque tinha folga mais do que suficiente em Riga, mas quando já estava tudo dentro do avião, e mesmo pronto a partir, o comandante avisou que tinha más notícias... por causa do atraso tinha passado a janela de tempo em que a tripulação podia trabalhar, por isso o voo tinha que ser adiado pelo menos 12 horas (para o piloto descansar). Foi a confusão que se pode imaginar...

O avião estava cheio mais ou menos metade-metade por um grupo de turistas eslavos (séniores, muitos dos quais não percebiam inglês) e grupos de ultra-ortodoxos. Os ultra-ortodoxos organizaram-se rápidamente, uns quantos que eram distintamente os líderes dos subgrupos deslocaram-se logo para a frente do avião, a argumentar com a tripulação, depois sairam do avião e ainda os ouvi a gritar palavras de ordem, como se fosse uma manifestação, a cantar e a bater palmas; os eslavos ficaram sentados, à espera, com olhares interrogadores... e eu aproveitei para dormitar enquanto o drama se desenrolava, que estava a cair de sono e o assento do avião é bem mais confortável que as cadeiritas do aeroporto...

Depois de muito tempo de espera dentro do avião, mandaram-nos sair e ir para o autocarro. Lá fomos, mas acabamos por ficar dentro do autocarro imenso tempo, aparentemente não sabiam muito bem onde nos largar - os procedimentos estão preparados para passageiros a chegar ou a a partir, não para os que ficam empancados a meio do processo. Mas lá se decidiram, e por volta das oito voltamos a entrar em Israel, como se tivessemos acabado de chegar de algum outro lado; tivemos que estar na fila, para o controlo de passaporte, e depois levantar a bagagem. Os amiguinhos ultra-ortodoxos vieram noutro autocarro, que eles não se misturam com gentios, se o puderem evitar, e no controlo de passaporte ignoraram os guichets e foram sempre em frente... mas nem mesmo os ultra-ortodoxos podem fazer isso, e foram recambiados para trás, para regojizo dos comuns mortais à espera nas filas. Mesmo assim, fizeram "fila" noutro guichet, que dizia explicitamente "not in use", que eles são especiais... ainda estive para perguntar a um policia, que estava a observar a cena, se caso estivesse vestida de preto também podia passar à frente dos outros, mas abstive-me de o fazer por ter notado que o polícia estava quase tão desagradado com a situação como os próprios passageiros... mas como costume, evitou o confronto aberto com os ultra-ortodoxos, que actuam como um rebanho intimidatório, mesmo para as autoridades...

Depois de buscar a bagagem saímos do aeroporto, e voltou tudo (quase) à situação inicial, mas com a diferença de algumas horas; o que mais me chateou foi que isso significava que teria que passar outra vez por todo o processo de segurança - é que mesmo quando não é horrivel, não é algo porque se queira passar mais do que uma vez no mesmo dia! mas enfim, não havia nada fazer... ainda tentei que me pusessem noutro voo (afinal eu quero ir para Berlim, não precisa de ser por Riga) mas disseram-me que a Air Baltic não pode transferir passageiros para outros voos (não é uma low-cost mas está perto) - é para eu aprender a não ser "esperta" e fazer estas reservas esquisitas! Deram-nos duas opções: ou íamos para casa (desistiamos do voo), o que os ultra-ortodoxos fizeram (provavelmente por causa do Rosh Hashana) ou íamos para um hotel, à espera do voo (e não havia garantias que fosse ainda hoje). Escolhi o hotel (que não ía desistir assim facilmente de viajar); o hotel não era no aeroporto, como eu esperava, mas em Tel Aviv, em frente a praia (pertinho da embaixada da India). Aproveitei para dormir (estava exausta), e depois do almoço não resisti a ir andar um bocadinho na praia. Tive pena de não ter fato de banho, mas hoje até estava bandeira vermelha e o mar bastante agitado, por isso não custou tanto. A praia é uma maravilha, estava pouca gente (já não é época) mas mesmo não estando tão mau como no verão ainda estava demasiado quente, e voltei para o hotel passado pouco tempo, a refugiar-me do calor.

Depois de dormir mais um bocadinho, e de um banho, já me sentia quase nova. Vieram buscar-nos ao hotel as seis e meia, e depois foi novamente o processo de segurança moroso do costume, Agora à noite não implicaram com o poster (como de manhã) mas como computador, e eu estava ansiosa com medo que mo tirassem como da outra vez... mas depois de muita minucia lá me despacharam, com o computador, e foi um alívio. Por isso agora estou a escrever isto à espera de embarcar para Riga, o que se tudo correr bem deve acontecer às dez menos um quarto (da noite) e depois logo se vê...

Aeroporto

Isto de viajar cedo é uma chatice... Em Tel Aviv a maior parte dos voos para a Europa partem de madrugada... e tendo em conta que é preciso estar no aeroporto pelo menos duas horas antes (mas três é aconselhável) já da para ver que é uma noite perdida - e para mim que sou como as criancinhas (preciso de me deitar cedito) custa ainda mais, fico com os sonos todo trocados...

Hoje saí de Jerusalém à uma da manhã (ie nem me deitei) e cheguei ao aeroporto por volta das duas e meia. O meu voo era só às cinco (e pela ultima estimativa passou para as seis, que está atrasado!), mas como estamos em época de férias (por causa das festividades do Rosh Hashana) achei por bem não arriscar, e chegar bem a tempo, para todos os "procedimentos".

Depois da ultima experiência (traumática!) com as autoridades de segurança do aeroporto, estava um bocadinho mais nervosa do que o costume, essencialmente com receio que me voltassem a tirar o portátil... é que além de eu ser apegada ao bichinho, faz-me mesmo falta! por isso estava um bocadinho rezingona, a invectivá-los por antecipação, e a pensar em tudo o que lhes diria/faria caso voltassem a repetir a graça... mas não, desta vez não viram problema nenhum no portatil (ufa!)... não gostaram foi do poster, mais própriamente do tubinho de plástico (todo catita, branco e azul céu) que eu uso para levar os posters para as conferências... o facto de ser telescópico (por razões óbvias) fez-lhes particularmente espécie, mas depois de passar mais do que uma vez e por diferentes máquinas de raios X, e de testarem o próprio poster para explosivos, a coisa foi...

e agora estou a escrever isto da porta de embarque, que apesar de todos os inconvenientes Ben Gurion tem wireless à borla! boa :)

(se parecer um post esquisito, estou cheia de sono! e só chego a Berlim, se tudo correr bem, às quatro da tarde... )

Saturday, 27 September 2008

Chuva!

Ou melhor... uns pinguitos... mas os primeiros desde há mais de cinco meses em Jerusalém! e a temperatura também desceu considerávelmente, está bem mais fresco... não que esteja "frio" (as temperaturas têm andado entre os 15 e os 25 graus), e o pessoal continua a andar de manga curta e sandálias... mesmo o vento, que tem soprado forte, não é frio... não é aquele vento quente que costuma correr, mas um vento agradável, morninho... mesmo eu que não costumo gostar de dias de chuva tenho que admitir que está um tempo muito agradável... chegou o Outono :)

Friday, 26 September 2008

Como prometido, vou narrar a saga do passaporte... há duas semanas tinha ido a Tel Aviv, à embaixada da India, para tratar do visto, já que pela agência de viagens (a India fez outsourcing do processo) demorava cerca de um mês, e eu não podia ficar sem passaporte esse tempo todo... na embaixada, garantiram-me que não demoraria um mês mas cerca de 3-4 dias, e disseram-me para voltar à agência de viagens e entregar lá os formulários e o passaporte... e foi o que eu fiz...

Mas passaram-se os 4 dias e nada... por isso no início desta semana, logo no domingo, telefonei para a agência de viagens, mas disseram-me que não tinham o passaporte... ainda não estava muito preocupada, tinha uma semana de folga, mas lembrei-lhes que precisava do passaporte sem falta esta semana (vou este domingo para Berlim). No dia seguinte (segunda) voltei a telefonar para a agência de viagens, mas também nada de passaporte... decidi então telefonar para a embaixada da India - não é fácil "passar" do atendedor automático, porque como fizeram outsourcing da coisa redireccionam tudo para a agência de viagens, mas usei os meus "conhecimentos" e lá consegui falar com quem de direito... expliquei que visa ou sem visa iria viajar no fim de semana, e que precisava do passaporte - mas para minha surpresa, disseram-me que o passaporte não estava lá na embaixada, e para eu dizer à agência de viagens para entrar em contacto com eles... logo telefonei para a agência de viagens, pedi para contactarem a embaixada, mas a menina que me atendeu (não a pessoa com quem costumo tratar, que não estava) foi muito rude, e disse-me textualmente que a embaixada estava a mentir, e que se recusava a telefonar-lhes! paniquei... parecia que ninguém sabia nem queria saber onde estava o meu passaporte.

Uma colega do trabalho sugeriu contactar a minha embaixada, a ver se teriam mais sorte em reaver o meu passaporte (que na altura julgava estar cativo na embaixada da India). Foi uma boa ideia, e fiquei agradavelmente surpreendida. Apesar de ter telefonado para o consulado bem dentro da hora do almoço, e fora do horário de atendimento usual, lá me atenderam e foram impecáveis. Expliquei a situação - foi um consolo despejar a minha indignação em português, a andar às voltas no gabinete! O senhor ouviu-me com simpatia e compreensão inesperadas, e disse-me para ir até lá, caso o passaporte não aparecesse até quinta, que eles davam-me um passaporte temporário, e não havia problema - foi um alívio! Não só o ter um plano B, mas o sentir-me "aconchegadinha" :)

Isto aconteceu na segunda, na terça tive trabalho de campo, mas mesmo em viagem tentei novamente telefonar para a agência de viagens, e desta vez consegui falar com a senhora do costume. De manhã disse-me que sim senhora, ía então ver o que se passava e telefonar para a embaixada, e que logo me contactava. Ao fim da tarde, telefonei novamente, e dá para adivinhar... exactamente a mesma conversa... ah sim, vou ver o que se passa, etc... haja paciência!

Por isso na quarta de manhã fui até à agência (nem sequer me dei ao trabalho de telefonar antes, que já sei qual é a conversa do costume...) e sentei-me em frente à senhora, decidida a só sair de lá com informação concreta sobre o paradeiro do meu passaporte. Surpreedentemente (para mim) foi como se a senhora estivesse a ouvir o caso pela primeira vez, parece que só então percebeu que eu precisava mesmo do passaporte para viajar no domingo... e pôs o processo em andamento, verificou se não estava na agência (em Jerusalém) - e não estava, verificou se estava na agência em Tel Aviv - e estava (afinal, a embaixada da India tinha razão).

Disse-me então que íam levar nesse mesmo dia o passaporte à embaixada da India e que depois me contactava. Tendo em conta o historial, estava algo céptica, mas não havia muito mais que pudesse fazer, por isso nada descansada (andei toda a semana num stress por causa disto!) lá esperei... e de facto à hora do almoço (poucas horas depois de ter estado lá) telefonaram-me a dizer que estava resolvido! que o senhor na agência em Tel Aviv tinha o meu passaporte (ja com o visto para a India!) e que estaria em Jerusalém no dia seguinte, quinta feira (ultimo dia da semana!). Fiquei mais optimista, mas não totalmente descansada... preferia ter ido a Tel Aviv buscar o passaporte do que ter que confiar que ele chegaria na manha seguinte a Jerusalém pelo correio... mas chegou! afinal, somos pessoas de sorte, como diz o meu pai...

A senhora da agência de viagens ainda me vendeu o voo para a India (é por Istambul, mas fica muito mais barato do que todos os preços que eu tinha visto na internet, por isso mesmo não sendo eu a pagar, optei por este), e acabou tudo em bem, com ambas as partes a agradecer efusivamente, eu por apesar de tudo ter o meu passaportezinho de volta, a senhora por ter vendido a viagem e ter um cliente (minimamente) paciente. Tudo está bem quando acaba bem :)

gadol / katan

As aulas de yoga têm contribuído para a minha progressão (lenta) no hebraico... duas das palavrinhas que já não esqueço são os adjectivos gadol e katan (para grande / maior e pequeno / menor), porque preciso de emendar a distância entre os pés na maior parte das posturas de pé:

trikonasana: gadol
parsvakonasana: gadol
virabhadrasana I: katan
virabhadrasana II: gadol
parsvottanasana: katan
parivritta trikonasana: katan
prasarita padottanasana: gadol
...

Thursday, 25 September 2008

bomba (?!)

Hoje saí de casa anormalmente tarde, depois das dez, porque precisava de ir tratar do meu passaporte (depois conto, que é uma autêntica saga! fica para o fim de semana...)

Segui o caminho do costume, para o autocarro, mas quando cheguei aos semáforos estava um grande aparato, com muitos polícias, os carros da polícia atravessados no meio da rua, e um pequeno ajuntamento de pessoas paradas a ver... pensei que fosse um acidente, eventualmente sério, como o vermelho no semáforo dos peões é puramente indicativo por estas bandas, julguei que alguém tivesse sido atropelado... por isso critiquei mentalmente os mirones e continuei no meu caminho...

Bom, não percebi que o polícia me disse, mas a forma foi suficiente para me fazer parar - mais uns passitos e ainda era atingida por fogo amigo... voltei-me para as pessoas que estavam mais perto, que estavam a olhar para mim de olhos arregalados, e lá me explicaram como se eu fosse uma criancinha de 5 anos que não percebesse o óbvio, que era uma bomba... fiquei uns instantes parada, como os outros, a ponderar o que fazer - como quando se encontra uma situação que não está no guião e para a qual não há resposta pré-definida... mas a indecisão não durou muito tempo - lembrei-me que tinha que ir buscar o meu passaporte, por isso dei meia volta e pus-me a caminho, determinada a chegar ao centro da cidade nem que fosse a pé, bomba ou sem bomba (ajuda ter sido na vizinhança de casa, porque conheço os atalhos...).

Afinal não era uma bomba, mas pelos vistos uma suspeita/aviso de bomba, o que aqui nem é suficiente para aparecer nas notícias... parece-me que se nota uma ansiedade em relação ao que pode acontecer em termos de segurança nos próximos tempos, há uma percepção que "ou vai ou racha" e infelizmente a possibilidade de quebrar não parece pouco provável...

Wednesday, 24 September 2008

Parivritta(s)

Não sei se os meus professores combinam o "programa das festas" mas os dois têm dedicado uma porção considerável do tempo a parivritta parsvakonasana/trikonasana...

Na segunda trabalhamos com a cadeira à frente, primeiro só os ajustes das pernas, depois a esticar os dois braços com a ajuda da cadeira, depois a manter um dos braços a segurar a cadeira,... e só depois de muitas repetições de cada uma destas fases uma tentativa de parivritta trikonasana (com a mão na anca, em vez do braço esticado).

Hoje foi sem a cadeira, mas novamente com muitas fases intermédias, e várias repetições; primeiro parsvottanasana, depois a trocar a posição do braço e com a mão na anca, e finalmente com o braço esticado... depois repetimos a postura do início, e ainda fizemos uma espécie de prática de pares, em que um colega fornecia suporte com a perna e ajudava a rodar o tronco, e depois trocavamos... ando partidinha!

Tuesday, 23 September 2008

Kinneret / Tiberias

Hoje foi dia de trabalho de campo em Tiberias, nas margens do lago Kinneret (que nós chamamos mar da Galileia). Tenho andado bastante ocupada, e ainda hesitei se iria (acabei por perguntar aos meus colegas se *tinha* mesmo que ir, e claro disseram-me que não era "obrigatório) mas lá fui, e não me arrependi - gosto bastante desta componente prática e de contacto com a natureza do meu trabalho!

Tiberias é uma área termal, e por isso foi tão importante para os romanos, fanáticos por banhos... e também é essa a razão que nos levou lá, para fazer manutenção e upgrade dos sensores que estão a medir continuamente as propriedades da água, na esperança que essa informação possa ser utilizada para a previsão de sismos.

Eu tó-tó pus a mão na água (que sou como S Tomás, tinha que experimentar) e apanhei um escaldão, que a água está a mais de 60 graus! Não sei como argumentar a favor de um trabalho que envolve caminhar no meio de terra e pedras, carregar material e que implica suar bastante e ficar coberto de pó e lama, mas que é divertido, é - palavra de escoteira :)


Saturday, 20 September 2008

"broken heart"

Ao fim de semana leio sempre a versão inglesa do Haaretz de fio a pavio; antes comprava o Jerusalem Post, mas gosto mais do Haaretz (principalmente os suplementos de fim de semana, que são muito bons). Achei interessante esta expressão que encontrei num artigo de um dos suplementos
"... an experience that any real woman is not totally complete without - a broken heart"

Tickler

Esta semana estive a "reciclar" o meu tickler, e estou contente com o resultado. O "antigo" era essencialmente uma pastinha com 43 capas plasticas (para os 31 dias e os 12 meses), algo portátil, mas não o suficiente - porque começei a hesitar em carregar com o pesito extra na mochila, e o tickler começou a ficar por casa. Mas esse nem era o maior problema (não há nada na teoria do GTD que diga que o tickler deve ser portatil, eu é que acho essa característica importante...) mas antes o não ser suficientemente "fácil" de usar, a tal ponto que foi ficando progressivamente "encostado", ou mais precisamente ancorado em cima da minha secretária.

Um dos problemas é que em geral "não preciso" do tickler, só ocasionalmente, e é mais dificil manter a disciplina de verificar o tickler diariamente quando se sabe que a maior parte das vezes não é preciso. Acho que faz mesmo parte da maneira do cérebro funcionar, mas parece-me mais "feature do que bug", uma espécie de estratégia de poupança de energia - afinal só um cérebro tó-tó alocaria recursos a uma tarefa que parece desnecessária (a maior parte das vezes). Se é verdade que a maior parte das pastinhas/dias do meu tickler estavam vazios a maior parte do tempo, também é justo dizer que o tickler não é dispensável - pelo menos para um praticante devotado do GTD ;)

Era algo que já me estava a incomodar há algum tempo, pelo que na última revisão mensal adicionei à lista de projectos "reorganise tickler", e meu dito meu feito! Ò como está catita :)




Apesar de nao parecer muito diferente da solução anterior, a diferença em termos de "usabilidade" é enorme!

Mudei da pastinha de argolas fininha, para uma pastinha (ainda mais fininha) - outra vez a questão da portabilidade / peso. Depois, só tenho 1 capinha plástica por mês, em vez de uma por dia; o ser uma capinha (mica) é importante, para poder atirar lá para dentro coisas de diferentes formatos para processamento futuro (mapas, convites, pedacinhos de papel, etc...), mas o "tráfico" é tão reduzido que não se justificava andar a carregar com 43 capitas... Neste momento tenho só quatro meses no tickler (Setembro a Dezembro) mais uma capita extra para 2009. Claro que a desvantagem deste sistema é como saber em relação aos itens nas capinhas o quê e quando processar! para isso adicionei uma folhinha/calendário para cada mês, e quando atiro qualquer coisa para dentro do tickler marco na folhinha o dia em que quero voltar a olhar para isso (em geral à quinta, dia da revisão semanal). O unico cuidado a ter com esta estratégia é que a folhinha de cada mês não é um calendário, ou melhor, tem a forma de um calendário mas é SÓ para anotar itens no tickler a processar, MAIS NADA! (mas é uma tentação, por isso há uns tempos acabei com as folhinhas de "calendário" no tickler, mas depois era mais dificil - em geral nem sei que dia é, sem olhar para o computador...). Outro detalhe aparentemente menor, mas importante, é que as folhinhas/calendário devem estar FORA e não dentro de uma capinha plástica - eu sei que parece ridiculo, mas o ter que tirar a folhita da capa para anotar algo a processar pode ser suficiente para introduzir uma areita no sistema... vão por mim nisto :)

Frustração (?)

Esta semana senti-me claramente frustrada em relação à minha prática. Como se de repente tivesse deixado de conseguir fazer de forma minimamente decente mesmo as posturas mais simples. Como se o corpo fosse feito de uma substância muito dura e teimosa, incapaz de rodar o que é preciso, ou esticar na direcção conveniente, ou simplesmente manter-se à tona contra a força da gravidade. Como se Trikonasana passasse de repente a saber a Parsva Konasana (isto é, eu já estou habituada a que o meu Parsva Konasana seja algo desencorajador, mas Trikonasana ?!).

A minha prática pessoal esteve um bocadinho abandonada, com as férias e tudo... consultei o meu bloquinho e a minha ultima pratica foi no dia 6 de Setembro, e a primeira aula no dia 15, pelo que descartei a hipótese de estar assim por falta de "treino" - afinal, nem passou assim tanto tempo, pelo menos que justifique sentir-me assim, como se tivesse desaprendido tudo de repente...

Saí da aula de quarta feira quase zangada comigo por o corpo aparentemente não conseguir seguir as instruções que o cérebro lhe manda; eu sei que é para rodar a perna de trás em Virabhadrasana I, mas ela teima em ficar imóvel, e quando a professora me ajuda a rodar perco o equilíbrio... eu sei que devo manter o dedo grande do pé a pressionar o chão em parsvottanasana, mas não consigo impedi-lo de levantar (e consequentemente o pé todo), e perder o equilíbrio... eu sei que preciso de baixar mais a perna em Virabhadrasana II e em Parsva Konasana, mas se desço mais, o pé atrás levanta, e perco o equilíbrio... eu sei que... a lista é infindável! - não vou maçar quem se der ao trabalho de ler isto, já dá para ver o filme...

Esta sensação de frustação tem me dado que pensar, mas hoje senti que começava a perceber (talvez a magia da manhã!)... acho que é a armadilha do costume, esforço versus resultado... E a minha tendência para ver o copo meio vazio em vez de meio cheio... Em geral esforço-me, e estou com bastante atenção nas aulas de yoga, tento seguir todas as indicações/correcções, etc... o que acho que é bom. Mas tenho dificuldade em não julgar o resultado, em aceitar o que vier desse esforço com alguma equanimidade, em concentrar-me na acção com toda a energia, mas não no resultado...

E percebo agora que penso nisso que tal como noto que me acontece frequentemente no trabalho, a linha entre exigência/modéstia e arrogância é ténue... quando a professora me perguntou se fazia sarvangasana eu disse que sim, mas logo adicionei que "não muito bem" (o que é verdade, faço mais ou menos)... mas apercebi-me que em relação aos meus coleguinhas da aula até fazia a postura muito bem, pelo que o meu comentário apologético terá soado quase como arrogante ou pretencioso para muitos, que nem sequer conseguiam fazer a postura, mesmo que mais ou menos... Não preciso de sentir que sou a rainha da aula de yoga, mas convencimento a menos também é mau... acho importante manter a humildade e a noção de que não faço as coisas bem e preciso de aprender, mas noto que preciso de combater a minha tendência para ver *só* o que faço mal...

Que um Trikonasana, mesmo mal feito, ajude a perceber isto, é maravilhoso, não é?

Manhã

Hoje levantei-me, olhei para o relógio, e dava 05:29... é galo! toda a semana a pôr o relógio para as 05h30 (desisti de tentar as 05h00), sem grande sucesso, e hoje, shabbat, sem telefone que é dia de preguiçar... upa, acordei por mim, bem disposta, à hora devida...

Voltei para a cama, a desfrutar o aconchego; revi mentalmente a semana que vou ter pela frente, e que se antecipa bastante atarefada, e pensei que era melhor aproveitar para descansar enquanto podia, mas não tinha sono e acabei por me levantar por volta das seis, quando o dia começou a ficar claro. Apesar de ser adepta do "deitar cedo e cedo erguer", ultimamente tem-me custado, por um lado por quebras na rotina (bem vindas, mas que não deixam de ter efeitos colaterais) por outro porque o sol deixou de se levantar às cinco, e começou a só aparecer depois das seis, e custa-me um bocadinho levantar antes dele...

Agora estou a escrever na varanda (que está um brinquinho - ontem foi dia de varrer, e tenho que aproveitar enquanto os srs pinheiros e os pássaros não ma inundam de vestígios outra vez), e é uma delícia a calma e a luz suave do início de manhã.

Thursday, 18 September 2008

KDE4.1

Já tenho o KDE4.1. Apesar de não poder dizer que está perfeito - já estou a ver o Zé a dizer que a versão de desenvolvimento é que é! ;), está muito melhor do que o KDE4.0, principalmente o plasma, e o sistema parece muito mais estável.

Apesar de não ser fã dos "plasmoides" (para mim o desktop não é sítio para ter coisas - ícones, etc...), agora o meu desktop está muito catita, não está?


Monday, 15 September 2008

Professor!

Já começa a não ser novidade, mas tenho mais um novo professor de Iyengar yoga! e pela primeira vez, é mesmo um professor e não uma professora... A razão é que em Setembro passei a ter aulas duas vezes por semana, segundas e quartas, e cada dia tem um professor diferente... Mas com as férias e trabalho de campo pelo meio, não estive por Jerusalém, e esta acabou por ser a primeira aula das segundas feiras a que fui. Como também vou estar fora em Outubro e Novembro, ía pelo caminho a ponderar se não deveria passar a ter aulas só uma vez por semana a partir de Outubro... é que aqui pago tanto por duas aulas por semana como pagaria em Portugal por três, e a faltar muito acabo por não aproveitar tanto; ainda por cima esta aula é às oito e meia da noite, o que não é assim tão conveniente como isso... Mas depois da aula, já vinha decidida a manter as aulas duas vezes por semana, mesmo com o horário nocturno e tendo que faltar algumas vezes... gostei bastante da aula, e mesmo tendo que apanhar dois autocarros, verifiquei que consigo chegar a casa sem problemas antes da meia noite, por isso acho que vale a pena o esforço.

Este professor é engraçado, está sempre a sorrir e nota-se que gosta mesmo de ensinar; por outro lado dá uma espécie de palmadas e faz as correcções com alguma força... faz pressão com os pés, "torce" e puxa de tal forma até que parece que o corpo estica - é um bocadinho intenso... até savasana me corrigiu! notei que passamos mais tempo do que o habitual em tadasana entre as posturas de pé, e havia um enfase grande na respiração. Talvez por isso, apesar de eu ter tido um dia mais complicado do que o costume, e da aula ter acabado já depois das dez da noite, a aula pareceu-me curtinha, acho que podia ter durado mais uma hora que eu nem notava...

Gostei bastante da aula, o unico problema é que é quase tudo é em hebreu, e acabo por perder parte das explicações, que são bastante detalhadas... tenho que estar sempre a olhar para os outros a tentar perceber o que se vai passar. Já juntei mais duas palavras ao meu vocabulário, "nesheífah" (expirar) e "sheífah" (inspirar), tenho que tentar fixar agora algumas palavras relativas a anatomia - porque saber dizer perna ou braço ou costas em hebraico tornou-se de alguma forma mais premente ;)

Andanças

Hoje foi um dia atarefado. Logo de manhãzinha, fui até Tel Aviv, porque precisava ir à embaixada da India. As minhas andanças para obter um visto para a India já davam para vários posts... mas tenho me contido em escrever sobre isso, por um lado porque não quero enfadar os potenciais leitores deste blog com todas as minucias do processo, por outro lado porque mesmo para mim é uma salgalhada, e é dificil abordar o tópico concisamente...

Tentanto resumir a coisa, a embaixada da India fez outsourcing dos visas a uma agência de viagens. O que por si, não é mau, significa que em vez de ir à embaixada basta ir a um dos balcões da agência de viagens... e foi o que eu fiz. Procurei o endereço na internet, lá encontrei o sítio, era de facto uma agência de viagens, mas não "A" tal que dá os visas (Ophir tours) - pelos vistos tinham-se mudado para a rua Agripas. Ainda hesitei se deveria deixar para outro dia, mas lá acabei por decidir não deixar para amanhã o que podia fazer no dia, e subi penosamente até Agripas, à procura da agência de viagens. Estava a ver o caso mal parado, encontrei uma agência chamada Igor tours, e pensei que à conta do meu sotaque peculiar em hebraico me tivessem dado a indicação errada... quando já tinha desistido, convencida que em Agripas havia a Igor mas não a Ophir tours lá encontrei a agência.

Na ophir tours, começaram logo por me avisar que o visa demorava mês, mas como eu só vou à India a meio de Outubro, dava tempo. A India é um destino muito popular em Israel (para um Europeu Israel pode parecer um destino exótico, mas para um Israelita a India é o topo do exotismo, e um dos destinos mais procurados), e como se está aproximar a época das festas (o rosh hashanah é no fim de Setembro) o pedido de visas disparou... Demorou imenso, incluindo tirar fotografias no shopping ao lado, e custou a módica quantia de 350 shekels (mais de 60 euros), mas lá acabou por ficar tudo pronto e garantiram-me que todos os formulários e o passaporte seguiriam para a embaixada da India no dia seguinte.

No caminho para casa sentia um desconforto, como quando há algo que incomoda mas não se sabe muito bem o quê... apercebi-me que me incomodava estar sem o passaporte, mas pensei para mim mesma que era um disparate estar preocupada com isso - é raro precisar do passaporte, e mesmo que precisasse tinha outros documentos, racionalizei na altura... até que no autocarro, já a chegar a casa me apercebi do "problema": não posso estar sem passaporte um mês porque preciso de ir à Alemanha antes de ir à India - paniquei! No dia seguinte, a primeira coisa que fiz foi telefonar para a agência de viagens e explicar a situação - eles perceberam imediatamente o problema, disseram que então não iam mandar o passaporte para a embaixada e me devolviam o dinheiro... mas assim fiquei com o passaporte, mas sem o visa - e foi por isso que hoje lá fui até à embaixada, a ver se desbloqueava a coisa.

Apanhei o autocarro em Jerusalém, mas demorou imenso tempo a chegar ao destino por causa do trânsito - demorou menos de Jerusalém até aos arredores de Tel Aviv do que o percurso em Tel Aviv até à estação central. A estação central a sul de Tel Aviv é algo desconcertante. Tem muitos pisos, mas descobri depois que o que interessa são os pisos 4 (a saída) e os pisos 6 e 7 (de onde saem os autocarros); tudo o resto são lojas, muitas (!), muitas das quais vazias, estilo centro comercial Brasília no Porto, algo démodée... Há bastantes placas, mas a navegação é dificil - se bem que note-se em abono da verdade que parecia ser muito fácil ir para o abrigo, a indicação para "shelter" foi a única que consegui ver consistentemente (talvez por estar em amarelo florescente ?!). Depois de algumas voltas, consegui encontrar o piso por onde se saía (segui as indicações para o McDonalds, porque inferi correctamente que deveria estar numa das zonas mais nobres da estação - se é que o adjectivo se pode aplicar a este edificio...

Sensatamente, porque não conheço Tel Aviv e porque já eram quase nove da manha (a embaixada só está aberta das nove às dez), apanhei um taxi e lá fui até à embaixada. Não ficou barato, mas foi uma boa solução, senão não me safava. Para minha surpresa, o portão da embaixada estava fechado e havia pessoas à porta. O guarda estava na parte de dentro falava com as pessoas, que passavam o passaporte pelas grades do portão, que śo depois se abria... para fechar logo a seguir, e o processo repetia-se com o próximo "cliente". Quando chegou a minha vez, lá dei o passaporte, o senhor perguntou-me o que eu queria, lá expliquei, mas não me deixou entrar e mandou-me de volta para a agência de viagens. Fiquei à porta, de mãos a abanar... Foi então que me lembrei de usar as minhas conexões... telefonei para o trabalho, fiquei com o nome do adido científico da embaixada, e tentei nova investida com o guarda da embaixada, pedi para falar com o senhor e mostrei o convite dos meus colegas na India. O adido científico não estava (tinha voltado para a India) mas só o ter mencionado o nome fez com que os portões se abrissem, e lá fui até aos serviços consulares... que me recambiaram para a agência (com a garantia de que o visto não demoraria um mês, mas 3-4 dias...). Não estou optimista, mas vamos lá ver...

A unica coisa agradável disto tudo é que não estava muito calor (para o costume em Tel Aviv) e descobri... a praia! O calor e o elevado grau de humidade desincentivam visitas a Tel Aviv (em comparação, Jerusalém é um paraíso), por isso conheço muito mal a cidade, e ainda não tinha estado nesta parte. Mas fiquei encantada... Tem uma promenade enorme ao longo das praias, que percorri um bocadinho, e o Mediterrâneo parecia um lago e de um azul tão convidativo, que fiquei a olhar com inveja para o pessoal que estava a nadar! Vou tentar vir nadar um bocadinho no Outono e mesmo no Inverno só o andar ao longo das praias de areia branca parece muito agradavel - bookmark...

Saturday, 13 September 2008

Férias

Esta semana estive de férias (blog incluído). O Zé esteve uma semana em Jerusalém, e aproveitamos para umas férias (curtinhas mas intensas). Passeamos bastante... Na cidade velha fomos ao tour do tunel no muro das lamentações, andamos pelos quatro bairros (arménio, judeu, cristão e muçulmano) e fizemos parte do ramparts walk, pelas muralhas (comigo a lamentar-me constantamente de "porque é que eu me lembro destas coisas"). Estivemos no mar morto, visitamos Masada, e passamos dois dias no Sul, pelo deserto do Negev até Eilat, em trabalho de campo; em Eilat ficamos num hotel muito agradavel e tinhamos um quarto enorme, com varanda directamente para a piscina e por baixo de palmeiras - como eu gosto de dizer, é um trabalho árduo, mas alguém tem que o fazer ;)

Mas talvez ainda mais do que o passear, gostei imenso de poder partilhar o meu dia-a-dia, a minha rotina, e os meus amigos aqui em Jerusalém. De ir ao supermercado. De apanhar o autocarro (na confusão do costume). De tomar um longo pequeno almoço (com torradas e jornal). De ir ao shopping e ao cinema. De andar um bocadinho ao fim do dia pela vizinhança. De almoçar com os amigos no mercado. De jogar rummikub...

As fotos estão aqui

Sunday, 7 September 2008

Light on Pranayama

Light on Pranayama, BKS Iyengar

É sem duvida um livro "à la Iyengar" - rigoroso, detalhado, completo. Confesso que durante o primeiro capitulo estava a ver o caso mal parado... tipo como quando só se quer alguma informação sobre um assunto e se tem uma tese de doutoramento... comecei a pensar que talvez devesse ter começado por algo tipo "pranayama for dummies"... mas continuei a ler e apesar de não ter perdido a noção de que não é um livro fácil, fiquei contente por o ter trazido (foi o unico livro não electrónico que trouxe do Porto para cá e acho que valeu a pena)

Thursday, 4 September 2008

Aula

Ontem retomei as aulas, mas desta vez troquei de horario... agora vou ao fim da tarde, as 19h30, em vez de ir à aula das nove da manhã - assim não perturbo o horário de trabalho, e da para vir a casa antes da aula trocar de roupa (a única coisa que não gosto muito neste centro de yoga é não ter vestiário). Mudei de horário, e consequentemente tenho uma nova professora. Apesar de cada uma das minhas professoras ter obviamente um estilo individual próprio, o que acho surpreendente é mesmo a semelhança entre as aulas, provavelmente fruto da formação estruturada e exigente do Iyengar yoga. Também fico espantada com a pouca afluência... tendo em conta a excelência do ensino esperava que a turma estivesse a abarrotar (pelo menos que houvesse procura de quem quer uma boa "ginástica") mas não... eramos só seis (equilibrado, três homens e três mulheres)... não que me queixe, é mais fácil ter atenção muito individual com turmas tão pequenas, mas não percebo como não há mais alunos... em compensação havia quase tantos professores como alunos na prática dos professores, antes da nossa aula...
Gostei bastante da aula e da minha nova professora (que já não é assim tão nova, mas é cinco estrelas). A professora fez-me muitas correcções, e senti-me mimadita :) A prática em casa é importante, mas depois de dois meses a solo, a aula soube mesmo bem!

Monday, 1 September 2008


Hoje passei o dia todo só a olhar para duas curvas... mais coisa menos coisa, gráfico menos gráfico, foi essencialmente isso que fiz.

A questão era tentar perceber se duas quantidades estavam relacionadas - as curvas eram muito parecidas (a capacidade do cérebro humano de captar padrões), e eu até tinha uma razão lógica para que assim fosse... a coisa parecia prometer - resolvia de uma penada e de uma forma fisicamente apelativa um problema importante na questão do decaímento radioactivo. Já tinha a imagem geral, só me faltava trabalhar os detalhes... o paper já estava alinhavado na minha cabeça, e até já ponderava onde o submeter.

No início do dia estava optimista, e lá comecei a trabalhar nos detalhes... essencialmente a tentar mostrar (de forma a não restarem duvidas, que eu estava mais ou menos convencida) como as duas curvas eram parecidas... mas ao longo do dia fui-me apercebendo que como diz o anuncio "faltava um bocadinho assim", i.e. que a curvas são parecidas são, mas não posso afirmar que estão relacionadas (mesmo sem considerar o problema do costume de causalidade...). No fim do dia dei como inconclusiva a questão - tenho que tentar perceber se há uma relação entre os dois parâmetros de outra forma, que com estas curvas não vou lá!

Apercebi-me que caso não estivesse tão entusiasmada com o (eventual) resultado que gostava de obter teria chegado a esta sábia conclusão muito mais cedo e teria avançado e aproveitado melhor o tempo. Em vez de terminar o dia aborrecida e ligeiramente frustrada... Mas estava a fazer a coisa a pensar no resultado e isso nunca resulta muito bem (passe a repetição), como diz no Bhagavad Gita
‘Set thy heart upon thy work, but never on its reward. Work not for a reward; but never cease to do thy work’
É um dos melhores conselhos que conheço de como fazer ciência.

Rede - sem... - update

Descobri agora qual era o problema na minha rede; afinal não era o router mas um problema do NetworkManager! depois de descartar o router como culpado, comecei a suspeitar que era um problema de autenticação, mas por qualquer razão o NetworkManager insistia que a ligação estava a funcionar, aparentemente com a autenticação feita... só consegui resolver a coisa ao apagar à mão os detalhes da ligação no NetworkManager. Aí ele foi obrigado a refazer a ligação e a pedir a autenticação e pronto, está resolvido... podia ter pensado nisto mais cedo mas foi a primeira vez que o NetworkManager treleou desta forma (embora honra lhe seja feita já treleou de muitas outras maneiras) - como eu costumo brincar, o F9 está "under construction", se bem que o Zé garanta que com o KDE4.1 fica tudo resolvido... e supimpa ;)

Template by - Abdul Munir | Daya Earth Blogger Template