Friday, 29 August 2008

Microtrends

Microtrends, Marc Penn & Kinney Zalesne

Comprei este livro no aeroporto em Tel Aviv, ao antever que a viagem iria durar muito mais do que estava previsto - e claro, não há melhor antídoto para uma "mild depression" do que umas compritas - suponho que a segurança do aeroporto está afinal empenhada em ajudar as lojas a aumentar as vendas ;)

Na verdade não li este livro, devorei-o... em tão pouco tempo que até quase me esquecia de o incluir aqui na minha listagem dos livritos... O autor é um especialista em sondagens, e a ideia é mostrar as micro-tendências da sociedade americana (e não só), que serão hábitos / atitudes / escolhas adoptadas por pelo menos 1% da população agora, mas que registam uma evolução rápida, sendo por isso "mainstream" (e já não "micro") no futuro.

É um livro muito bem escrito, fácil de ler e uma mistura interessante de estatística, psicologia e história. A principal conclusão é que os microtrends vieram para ficar, com as sociedades modernas a correrem cada vez mais depressa em direcções opostas - uma aparente contradição que faz muito sentido...

Thursday, 28 August 2008

Rede - sem...

Há dois dias que não tenho rede em casa, parece ser um problema de DNS's ou no ISP, não sei, o facto é que fiquei sem rede (ou melhor, uso de vez em quando a rede de um dos vizinhos, que não está encriptada, mas nem sempre consigo ligar...), é chato! Mais chato foi hoje chegar ao trabalho e... não ter rede. E o mesmo tipo de problema! o computador detectava a rede e dizia que estava ligada, mas não conseguia fazer ligação a nada. É galo! Lá fui atrás do administrador do sistema... e disseram-me que estava de ferias, nas proximas duas semanas, e foi então que soube que o problema não era só meu, o servidor parecia estar desligado e todo o instituto estava sem rede. Estava sem rede e assim ficou, para meu espanto, durante todo o dia! Disseram-me que talvez já houvesse rede no domingo, mas não garantiam!... :(
A piada do dia é que era hoje que se ía descobrir petroleo em Israel (como não havia rede, o pessoal ía ter que trabalhar)...

Este post é cortesia do meu vizinho... infelizmente a rede nem sempre está disponível, e ele tem a ousadia de a encriptar (quando nota que a estou a usar) mas por qualquer razão volta a abri-la passado um bocado... vá lá, faça lá o jeitinho e deixe-me usar a sua wireless, que esta rapariga não pode ficar sem rede o fim de semana todo... obrigada!

Tuesday, 26 August 2008

Sarvangasana na cadeira e Ardha Halasana

A minha prática de sarvangasana na cadeira melhorou consideravelmente, agora é quase incompreensivel como é que era tão dificil, mas a verdade é que no início era bem complicado... acho que não cheguei a escrever sobre isso, mas há algum tempo, quando já estava a ganhar confiança (em excesso), cheguei mesmo a cair, eu e a cadeira por cima de mim... não me magoei muito (o meu ego talvez tenha ficado um bocadinho mais abalado) mas apanhei um susto (ainda por cima o chao é de pedra)... na altura levantei-me e voltei a tentar - achei que se não "compensasse" o susto com uma tentativa bem sucedida ía ganhar medo e tão cedo não iria conseguir voltar a praticar a postura... A estratégia resultou, se bem que das primeiras vezes depois do tombo entrasse na postura de uma forma que tenho a certeza que nenhuma das minhas três professoras aprovaria... mas a coisa foi melhorando, e agora já consigo fazer a postura normalmente, incluindo entrar e sair da postura como mandam as regras. No outro dia é que decidi ficar longe da parede, mas subestimei claramente a minha capacidade de manter as pernas esticadas durante 10 minutos, custou imenso! serviu para dar o valor devido à parede...

Mas nem era de sarvangasana que queria falar, mas da postura que faço a seguir, ardha halasana. É que hoje senti que fiz ardha halasana como nunca tinha feito antes. Por um lado, já domino melhor a mecânica da coisa, já estou habituada aos suportes e a lidar com as cadeiras (por isso é que associo a sarvangasana), mas o que aconteceu hoje foi que logo que me pus em ardha halasana tive caimbras num pé... e o que fiz foi manter-me imovel na postura mas a tentar respirar pelo pé - já estou a ver a cara do Zé ao ler isto (uma vez quando eu falei em expirar pelas orelhas notei como ele, que é um querido, fez um esforço para não me gozar por isso), mas a verdade é que resultou, por um lado a dor passou (voltava quando eu me distraía, mas recuava quando eu voltava a focar a respiração) por outro lado notei que pratiquei a postura de uma forma diferente, mesmo que à conta do pé...

Saturday, 23 August 2008

Filmes - Kung Fu Panda & Wall-E

Durante as minhas muito curtinhas férias consegui ver dois filmes absolutamente fabulosos, o Kung Fu Panda e o Wall-E... os dois aparentemente para crianças, mas definitivamente para todas as idades... suponho até que os adultos conseguem apreciar ainda mais do que as crianças estes filmes tão especiais, a combinação perfeita de criatividade, técnica, humor... e a forma como despretenciosamente conseguem transmitir ideias e emoções tão humanas. Saí dos dois filmes com uma sensação de optimismo ilimitado na humanidade :)


O Kung Fu Panda é um filme muito engraçado, com um humor simples mas inteligente e eficaz. Por condicionalismos de horario (que o tempo não era muito) acabei por ver a versão portuguesa, que estava muito boa (nos ultimos anos a qualidade das traduções tem sido excelente, e esta não foi excepção). O filme em si, apesar de decorrer num mundo animado habitado por animais, tem como principal feito ser sobretudo um filme recheado de humanidade, que transborda de cada boneco e torna o filme tão especial.

O Wall-E é talvez um filme ainda mais especial. Não tão engraçado como o do Panda (em termos de humor, se bem que tenha algumas piadas...) mas definitivamente uma autêntica obra prima. Uma das coisas que mais me impressionou foi a definição/metáfora de ser senciente com que fiquei depois de ver o filme. Durante todo o filme a humanidade do robozinho que transparece a cada frame é absolutamente convincente a ponto de nem sequer se notar explicitamente, mas torna-se pungente quando o Wall-E volta à Terra aparentemente apenas como um robot colector de lixo, sem a "centelha de divindade". Gostei muito.






Crocs

Os crocs (como algém definiu, os sapatos mais feios que alguma vez foram fabricados) estão na moda em todo o mundo... mas em Israel como em mais nenhum lado. Aliás lembro-me que os primeiros crocs que vi foi precisamente aqui em Israel, talvez da primeira vez que estive cá, ainda antes de serem famosos em Portugal. Em Israel os crocs "andam nos pés de toda a gente", parafraseando o célebre anuncio, e num país de tantos contrastes consegue ser um elemento transversal, usado por judeus e árabes, seculares e ortodoxos, crianças e velhinhos. Segundo este grafico do google trends, Israel é mesmo o primeiro país no número de pesquisas por crocs:




Porque é que os crocs têm tanto sucesso em Israel? Ainda por cima sendo definitivamente feios (não diria necessáriamente os sapatos mais feios do mundo, como são conhecidos, mas que são feiotes são...).

Uma das primeiras razões que me lembrei é que para o gosto israelita os crocs não são assim feios, até devem parecer muito bonitos. Isto porque mesmo o calçado "não-croc" que se vê por cá é muitas vezes bem feiote, muito pior do que os crocs. Há uma espécie de tamancos, talvez lhe chamasse socos que são muito comuns por aqui, já para não falar dos ultra-ortodoxos que fazem questão de vestir e calçar segundo a ultima moda do seculo dezanove...

Mas este argumento não me parece ser o mais convincente, parece-me mais que o gosto pelos crocs reflecte a intrinseca característica israelita de gosto pelo conforto e informalidade. Não deve haver país onde a informalidade seja tão ostensiva como em Israel. Até os soldados costumam andar com as fraldas de fora e camisa aberta, arma a tiracolo (em geral se andam muito apertadinhos é porque são novatos). Não passar a roupa a ferro é socialmente muito aceitável (diria que passar a roupa a ferro é visto como uma espécie de idiossincrasia), as nódoas na roupa são toleradas como algo natural e o uso de gravata é um suplício que um homem israelita só sofre se não o puder evitar. Nesta atmosfera, é natural que o calçado preferido seja o confortável e prático, e há quem garanta que não há nada mais confortável do que os feios crocs...

Ora bem, não sei como é andar com aqueles crocs típicos, feiotes, mas eu comprei uns crocs... lindos!! Aqui fica a fotografia dos ditos para comprovar:



Não só são giros, dão bem com tudo, como são mesmo super-confortáveis, parece que ando descalça, ou melhor ainda, sobre umas almofadinhas... nunca tive um calçado com que me sentisse tão bem - se com os outros crocs é assim, até eu andaria com os feiotes... Ainda por cima estas sandalias-crocs acabaram por não ser caras, comprei-as no aeroporto em Tel Aviv por 50 dolares, o que da pouco mais de 30 euros... mas agora que os tenho pagaria o dobro, valem bem isso. Já começo é a pensar o que vou usar no Inverno - provavelmente vou tentar arranjar outros crocs :) Ou faço como desta vez na Alemanha, em que mesmo com chuva andei com os crocs; apesar de ter levado na mala calçado fechado, caso estivesse mau tempo, na altura não consegui trocar o conforto dos meus crocs por outra coisa, e usei-os mesmo com chuva, dando a mim propria a justificação de que afinal é um calçado para a água, não é?

Friday, 22 August 2008

Torradeira

Hoje fui ao shopping (ao unico onde costumo ir, Malcha) à procura de uma torradeira. Desde que aqui cheguei que sinto falta das torraditas de manhã, mas achei que não valia a pena comprar uma torradeira, principalmente porque uma pessoa acumula tarecos muito rápidamente quase sem dar por isso e depois é uma chatice na hora de mudar de poiso outra vez (tive essa experiência na Dinamarca... ainda hoje tenho pena de algumas coisitas que tinha comprado lá e que acabaram por ficar...). Mas o Zé vem cá (no inicío de Setembro) e um dos nossos rituais que eu mais aprecio é precisamente o pequeno almoço em conjunto, principalmente ao fim de semana (com ele a espreitar os desenhos animados e eu o jornal), e achei que "tinha absolutamente" que ter uma torradeira.

Por isso lá fui ao shopping (agora é mais facil do que no inicio, porque já conheço as lojas e sei onde encontrar aquilo que preciso) mas as torradeiras que estavam na loja eram todas catitas e sofisticadas, e caras... as mais baratas custavam 200 shekels, mas muitas custavam quase 500 NIS (cerca de 100 euros). A vendedora lá me tentou seduzir a comprar uma dessas torradeiras grandes, oferendo-me descontos sucessivos (é impressionante como aqui o regatear é a norma, mesmo em lojas "normais" - o preço que está afixado é puramente indicativo), mas não me deixei convencer porque definitivamente não era aquilo que eu queria (até porque provavelmente vou deixar cá quando me for embora)... e lá tentava explicar que só queria uma torradeira pequenina e simples.

Já me preparava para sair da loja de mãos vazias quando a vendedora, ao aperceber-se que eu não iria comprar nenhuma torradeira, disse-me que tinha exactamente aquilo que eu queria, e lá foi desencantar (atrás das caixas das outras, completamente escondida) uma torradeira que era mesmo o que eu queria e que custava... 39 shekels (cerca de 8 euros)!

Fiquei muito contente com moi-même por ter conseguido comprar exactamente aquilo que queria, até porque apesar de ser uma coisa relativamente simples para a maioria das pessoas eu sempre tive alguma dificuldade em lidar com vendedores, em geral custa-me dizer que não ou que não gosto de algo - mas noto que ultimamente já consigo ser mais assertiva e tenho mais facilidade em lidar com esse tipo de situações. Mais tarde apercebi-me que provavelmente se tivesse torcido um bocadinho o nariz aos 39 shekels teria conseguido pelo menos 10% de deconto, mas ainda não me habituei a regatear e esqueço-me, so me lembro a posteriori).

Já experimentei a torradeira e funciona muito bem, agora só falta a companhia para o pequeno almoço, que as torradas já estão garantidas :)


Thursday, 21 August 2008

Recomeço - yoga

Depois de quase duas semanas sem praticar, senti no corpo a diferença... retomei a minha pratica habitual há dois dias, e hoje deu para notar bem o quanto estava enferrujada; sempre que me levantava da cadeira notava o quanto estava espalmada, e pareceu piorar com o decorrer do dia...
Em relação ao "enferrujamento", resolve-se com o retomar da prática e com o tempo, não é algo que me preocupe ou em que fique a pensar... já o ter estado tanto tempo sem praticar deixa-me uma sensação de "shame on me". Porque como acontece em relação a um dos meus outros tópicos favoritos, organização / planeamento, precisamente quando uma pessoa está mais ocupada e aparentemente sem tempo para nada é quando mais precisa de usar algum desse precioso tempo a planear e organizar. Do mesmo modo, no meio de viagens, reuniões e outras confusões é que provavelmente deveria ainda mais ter continuado a minha prática, mesmo que fosse menos tempo e adaptada às circunstâncias... mas eu tó-tó decidi deixar o tapete de férias, e na altura sem grande culpa, porque até tinha justificações mais ou menos razoáveis para isso... mas agora percebo que tal como nunca deixo o meu GTD de lado, mesmo quando estou muito ocupada, também não deveria deixar o yoga; não pelos efeitos (físicos) ou porque "precise" de praticar, mas porque tal como em relação à organização e planeamento, fazê-lo com regularidade é quase tudo.

Wednesday, 20 August 2008

Recomeço

Depois de tanto tempo sem actualizar este blog, já nem sei bem por onde (re)começar. Afinal não passou assim tanto tempo (foram só cerca de 15 dias) mas definitivamente o tempo cronológico quantificado através de calendários e relógios está muito pouco correlacionado com a noção pessoal de tempo... e afinal é essa noção intrínseca e subjectiva aquela que importa, certo? Ainda por cima, o espaço e o tempo não são independentes, e nada baralha mais o relógio interno como andar de um lado para o outro. Como teoria da relatividade caseira, tenho para mim que o tempo expande-se/contrai-se numa relação não linear com o número de horas de voo: até cinco horas (mais ou menos) o tempo tende a expandir, já que o estar em lugares muito diferentes no mesmo dia faz com que o dia pareça muito maior. Para voos mais longos, o que em geral implica uma diferença mais ou menos grande entre os fusos horários do lugar de partida e destino, eu pelo menos costumo ficar com o relógio tão baralhado que o tempo passa a ser uma função complicada do numero de milhas percorridas, tempo de luz, numero e horário de refeições, qualidade do entretenimento, etc...

Há duas semanas fui para o Porto no que acabou por ser um dos meus voos mais atribulados. A partida de Tel Aviv foi perfeitamente diabólica, com interrogatórios infindáveis dos serviços de segurança; depois de várias horas lá me deixaram em paz, mas sem qualquer bagagem de mão, incluindo o portátil (!) - sem comentários... Israel é um país relativamente amigável à chegada, mais ou menos como nos EUA (até agora o país onde me senti mais mal vinda à entrada foi na Australia) mas definitivamente deve ser o país menos agradável à saída; há motivos para isso, e eu até costumo ter bastante paciência, mas tirarem-me o portátil tirou-me definitivamente do sério... para ajudar à festa, o voo saiu com várias horas de atraso (por um lado ainda bem, senão ainda o tinha perdido à conta dos meus "amiguinhos" do aeroporto), e tive que dormir em Frankfurt, e apanhar o voo na manha do dia seguinte para o Porto. Como só estive três dias no Porto, perder meio dia em aeroportos não teve grande piada, mas enfim, lá se resolveu... e passei uns dias cinco estrelas (mesmo sem portatil) a gozar o maridinho e a pôr em ordem os contactos familiares (leia-se almoçar com o irmão, jantar com os sogros, almoçar com o pai, jantar com avó, jantar com os amigos...). Depois fui para a Alemanha (Dortmund) por causa da conferência do R também num voo pouco habitual, via Barcelona, mas até correu muito bem. Em Dortmund estive toda a semana a queixar-me do tempo, chuva, às vezes forte, trovoadas, vento, e frio, muito frio... pelo menos em comparação com Jerusalém, que uma pessoa habitua-se rapidamente ao quentinho e depois estranha... Quando voltei esta semana a Israel tive um autêntico choque térmico - logo ao pôr o nariz fora do aeroporto, ainda de madrugada, fui surpreendida por uma baforada de ar muito quente e humido (em Tel Aviv é bastante pior do que em Jerusalém, por causa da humidade) e claro, passei estes dias a queixar-me do tempo, mas desta vez do calor :)

Agora estou lentamente a voltar ao meu ritmo habitual, e a re-ajustar o meu sistema aos tempos (ao tempo cronológico e à meteorologia)... e a voltar a ser "solteira", que ainda é o que custa mais...

Monday, 4 August 2008

Why Good Things Happen to Good People

Why Good Things Happen to Good People, Stephen Post & Jill Neimark

É um livrinho engraçado e inspirador sobre altruísmo e as provas científicas de como um comportamento altruista contribui para uma vida mais longa e mais feliz. Se de algum modo não me convenceu inteiramente, é por estar nesta corrente de validar cientificamente tudo (é financiado pela controversa Templeton foundation), o que me faz algumas "cócegas".
Não usei os questionários no fim de cada capítulo, por um lado porque tenho o livro em formato electrónico (e não dá tanto jeito), depois porque costumo ler antes de adormecer (e antes de dormir quero ler, não quero responder a questionários) e talvez mais que tudo pela minha suspeição de questionários e respectivos resultados (deformação profissional, suponho).

Da Weasel

Não é à partida exactamente o meu tipo de musica, mas de vez em quando dá-me para isto... e hoje estive toda a manhã a ouvir Da Weasel; é engraçado que hoje esta era a musica que combinava com o meu estado de espirito e com o que eu estava a fazer (mesmo estando a fazer um trabalho que exige alguma concentração), e passei a manhã a bater o pé e a batucar no portátil, enquanto terminava uma apresentação e fazia mais umas continhas. Depois não admira que no trabalho me chamem "little doctor" (segundo a tradução que me deram do hebreu)...

SoundConverter

Descobri recentemente o SoundConverter, que usei para converter uns ficheiros de ogg para mp3 (eu sei que não é uma conversão muito bonita, mas enfim)... não sei porquê o script do amarok que costumava usar para isso recusou-se a correr e depois de algumas tentativas de o ressuscitar (sem sucesso) optei por procurar uma alternativa, e o SoundConverter foi uma agradável surpresa - é muito prático, muito fácil de usar e faz o serviço impecavelmente. Para ter suporte para mp3 é só necessário instalar o gstreamer-plugins-ugly (no repositorio do livna).

Sunday, 3 August 2008

Sabra


Sabra (tzabar em hebreu) é um cacto (Opuntia ficus indica), também conhecido por cacto pêra. O cacto (e o fruto) têm muitos, muitos picos, pelo que não é nada fácil a "colheita", o manuseamento tem que ser muito cuidadoso, e em geral implica várias fases até se ter o sabra limpo (sem os picos). Quando me disseram que o sabra era um fruto muito bom, estava algo céptica, ou pelo menos não me imaginava a comer "cacto", mas um colega trouxe para o trabalho sabra para eu provar, pelo que não tive alternativa, e lá provei. De facto por dentro não tem nada a ver, depois de tirar a pele grossa fica algo com a consistência da melancia (talvez menos aquoso), uma polpa doce, com um sabor que não consigo definir - mas que definitivamente não corresponde ao que eu imaginaria para cacto...

Também se costuma designar por sabra uma pessoa nascida em Israel (o equivalente ao nosso "tuga"), supostamente por ter um aspecto agressivo por fora e ser doce por dentro, como o sabra.


Gruta de Soreq



Ainda no âmbito do trabalho de campo, fui à gruta de Soreq, nos arredores da cidade de Beit Shemesh, a cerca de 40 minutos de Jerusalém. Só o percurso em si, pela floresta da Judeia, vale bem a pena. No Inverno e na Primavera é mais bonito, mas mesmo agora no Verão, apesar de um pouco mais árido (e muito quente!) é um sítio muito bonito, com um mar de pinheiros a cobrir as encostas dos montes da Judeia até ao horizonte.

A gruta em si é fantástica, com uma riqueza em estalactites e estalagmites impressionante. Tem um centro para visitantes e visitas guiadas, mas nós agarramos em lanternas e fomos até outras partes da gruta, que em geral não estão acessiveis... o que envolveu algumas quedas e escorregadelas, porque o chão está humido e fica muito escorregadio - mas também é mais giro, e mais "radical"...

Monte Hermon


A semana passada foi preenchida com trabalho de campo - passeio de campo talvez fosse a designação mais correcta, porque nem sequer tinha nada a ver com a minha área; uns colegas de outra divisão resolveram convidar-me a ir com eles para o trabalho de campo, e eu não podia recusar... como eu costumo brincar "é um trabalho duro, mas alguém tem que o fazer" ;)

Grande parte do percurso pelo Norte já tinha feito hà dois anos, mas foi engraçado voltar e rever o mar da Galileia (lago Kinneret) e toda a região dos Golan. O Norte de Israel é muito diferente da parte central e do Sul, muito mais verde e com uma paisagem mais humanizada. Desta vez fui até ao monte Hermon, onde ainda não tinha estado. Nesta altura é "só" uma montanha, mas no Inverno tem neve, e uma concorrida pista de esqui (o único resort de neve em Israel). Também estive na nascente de Banias, um paraíso de água e verde, e em Metulla, a cidade mais a norte de Israel, que me faz lembrar uma cidadezinha alpina, apesar de estar mesmo na fronteira com o Líbano.

As fotos estão aqui

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