Saturday, 31 May 2008

Fim de semana

Faz hoje precisamente duas semanas que estou em Israel, mas parece-me muito mais tempo... uma das coisas a que ainda não me consegui habituar muito bem é ao conceito de fim de semana. Não tanto por ser à sexta/sabado em vez de sabado/domingo, isso implicaria apenas o shift de um dia na definição de fim de semana, mas porque o conceito é de facto diferente. O shabbat começa ao pôr do sol na sexta e termina quando aparecem três estrelas no céu no sábado à noite (à entrada de Jerusalem há relógios a indicar a hora exacta do shabbat). Por isso sexta feira ainda é um dia de trabalho para muitos (por exemplo as escolas estão abertas de manhã) que termina por volta das duas tarde, para o pessoal ter tempo de preparar o shabbat. O comercio está aberto na sexta até às duas na maior parte dos casos, mas muitos establecimentos e serviços fecham ao meio dia. O shabbat é um dia em que não se trabalha, mas a definição de "trabalho" é muito mais abrangente do que o nosso conceito habitual do que é trabalho... no shabbat não se pode conduzir, viajar, escrever, cozinhar, carregar num interruptor para acender uma lâmpada ou usar um agrafador, por exemplo. Talvez seja mais fácil dizer o que é permitido fazer no shabbat: rezar, cantar, ler textos religiosos, estar com a família, ter refeições abundantes e festivas, e sexo. Atrevo-me a dizer que quase tudo o resto não é permitido. Por isso a sexta feira é um dia frenético em que se faz as compras, arruma a casa, cozinha, enfim se faz tudo o que é preciso e que durante o shabbat não é permitido. Em geral, mesmo os judeus menos fundamentalistas e seculares respeitam em maior ou menor grau o shabbat, por isso o fim de semana ganha um ritmo proprio, mesmo que uma pessoa não siga a tradição judaica... eu acabo, como toda a gente, por tentar fazer tudo na sexta, quando há transportes e está tudo aberto, e fico em casa no sabado porque a partir de sexta feira à tarde e durante o shabbat não há autocarros (por causa da proibição de andar de carro) e está tudo fechado... mas é um ritmo a que ainda não me consegui adaptar muito bem...

Friday, 30 May 2008

Makhtesh Ramon

Voltei ao Makhtesh Ramon, no deserto do Negev... mas das outras duas vezes que tinha estado aqui foi sempre no Inverno, em Fevereiro, e não quase no Verão, como agora, o que faz uma diferença enorme! O calor era infernal (proximo dos 40 graus) e o sol era implacável (apesar de os meus colegas me garantirem que nem estava muito quente - nem quero imaginar como será no Verão!!). Além do mais desta vez não foi só visita ao local mas trabalho de campo "a sério", o que implicou estar a trabalhar ao sol durante várias horas - a medir a profundidade de antigos poços usados para prospecção (o que isso tem a ver, nem perguntem...).

O deserto é muito, muito giro, de início... mas garanto que depois de umas horas, uma pessoa tem uma perspectiva totalmente diferente sobre o valor de uma árvore, uma sombra, ou um copo de água... é daquelas sensações que se pode tentar imaginar, mas só mesmo passando pela experiência é que se consegue de facto sentir (como no yoga :)

As fotos estão aqui:

Wednesday, 28 May 2008

Mahane Yehuda



Hoje fui até ao Mahane Yehuda, também chamamado "O Shuk" por ser o maior mercado (shuk) Em Jerusalem... Passo por lá todos os dias, por ser a paragem de autocarro onde entro/saio para ir para o trabalho, mas sempre evitei entrar no sitio propriamente dito, porque é uma confusão enorme, e eu sou um bocadinho avessa a multidões e confusões... mas precisava de fazer umas compritas, não sabia muito bem onde, e decidi lá ir, na vinda do trabalho, até porque hoje não é um dia mau, à sexta feira é que é mais complicado... Não me arrependi, porque de facto encontrei tudo o que precisava, e vale a pena ir lá mesmo que não seja pelas compras, porque o ambiente é unico. Confuso... sim, um bocadinho, mas também giro, cheio de cor, cheiros e sons, e acho que deve ser possível encontrar mesmo tudo, é uma questão de paciência e tempo... mas é preciso estar-se com disposição, suponho que se estivesse cansada e só quisesse comprar alguma coisa especifica rapidamente nao iria achar tanta piada...
Mas desta vez gostei e diverti-me a cuscar as diferentes bancas e "mercadorias". E meio em inglês meio a arranhar o hebraico (sei pouco mais do que perguntar o preço "ka-mah zeh") lá fui fazendo as compritas. Trouxe uma extensão, para ver se consigo finalmente pôr a maquina a lavar a roupa (mas isso é outra história...), uma vassourinha pequena (não tenho aspirador, e a minha lendária (in)habilidade com a vassoura faz com que precise de um auxiliozinho para conseguir conduzir o pózito para onde deve), uma garrafa de vinho (para levar quando me convidarem para jantar, suponho que neste fim de semana), figos (muitos! - preparava-me para escolher alguns, quando o vendedor me impingiu a caixa toda... são óptimos, já provei :) e é sabido a minha predilecção por figos, por isso não fiquei muito aborrecida quando me apercebi que não os podia comprar avulso, tinha de trazer a caixa toda - so tenho que ter cuidado e não os comer todos de uma vez, por causa da minha barriguita irritável), e finalmente um chapéu (amanhã tenho trabalho de campo, e precisava mesmo de um; na verdade se não fosse eu não gostar de andar de chapéu bem podia usar todos os dias, que agora que tenho o cabelo curtinho sinto bem o sol na "careca"), Ó-pra ele tão catita...

Yoga & Parenting

Ainda não tenho crianças :) mas li hoje este artigo no yoga journal e achei muito engraçado:

A mother explains how parenthood has become a part of her practice

Monday, 26 May 2008

Correios

Hoje consegui finalmente ir aos correios em Jerusalem e enviar uma cartinha... parece uma coisa simples, mas estou desde a semana passada a tentar fazer isso, e so agora consegui... na semana passada descobri onde era o posto de correios aqui em Beit Hakerem, muito proximo da paragem de autocarro; mas se a parte espacial ficou resolvida, a componente temporal mostrou-se bem mais dificil de tratar... à hora a que saio de manhã ainda está fechado (saio cedinho, nao so porque gosto de trabalhar de manha cedo, mas tambem porque esta menos calor, menos transito, e menos confusao no autocarro) e quando chego ja esta fechado (pelo que eu tinha percebi das indicações em hebreu na porta, fechava as 5)... por isso ontem resolvi desistir de ir aqui aos correios em Beit Hakerem, e resolvi procurar o posto de correio proximo do trabalho, assim, pensei eu, vou aos correios quando sair do trabalho, no caminho para casa, e consigo fazer isso antes das 5... Foi isso que tentei fazer ontem, tinha assinalado no meu mapa onde era o tal posto de correio proximo do trabalho, e tentei la ir, mas primeiro que desse com o dito foram voltas e mais voltas e tive que perguntar a várias pessoas, mas enfim, dei com o sitio antes das cinco, sim senhor, mas estava... fechado... e segundo percebi pelas indicações na porta em hebreu, este fechava as 3! fiquei desconcertada, ainda para mais porque li numa webpage oficil do governo de Israel que os correios aqui fechavam as... 7! suponho que so seja válido para as estações principais, não sei... Hoje mudei de estrategia,e resolvi ir ao posto de correios perto do trabalho depois do almoço. Desta vez ja sabia o sitio, foi muito facil... e de facto estava aberto, finalmente! O atendimento é algo caricato... quando chega a minha vez la vou com o envelopezito, dão-me um selo e mandam-me embora; percebi que tinha que ser eu a colar o selo (os funcionarios dos correios parecem ter um horror inexplicável à tarefa), mas apercebi-me que não conseguia localizar o sítio onde deveria depositar a carta depois de colar o selo, por isso perguntei... e para minha surpresa, não havia "sitio", eu tinha que ir colar o selo e voltar ao mesmo guichet para entregar a minha cartinha, ja com o selo colado! enfim, pelo menos ja está...

Saturday, 24 May 2008

Hebrew in 10 minutes a day

Definitivamente não chegam 10 minutos por dia, mas o livro nem é mau... estou ainda a lutar com o alef bet, o que significa que ainda não saí da primeira página do livro... depois de uma semana sempre a ler a mesma página já sinto mais alguma familiaridade com as letrinhas, mas vai devagarinho... e eu que me queixava do dinamarquês!

Sarvangasana na cadeira

Hoje voltei a tentar fazer sarvangasana na cadeira, e la consegui, depois de algumas tentativas iniciais mais ou menos falhadas... o engraçado é que depois de vários desaires (não digo quedas mas escorregadelas/desequilibros) de alguma forma "habituei-me" à instabilidade e fui perdendo o "medo", acho que me consegui concentrar-me mais em como deveria fazer para chegar ao que queria e não tanto na sensação de insegurança, e na verdade depois de várias tentativas e diferentes configurações de suportes lá consegui fazer mais ou menos (acho eu) a postura; já o sair... é que foi tudo menos airoso, tenho que ter mais cuidado para a proxima...

Friday, 23 May 2008

Iyengar yoga @ Israel

Finalmente consegui começar a ter resultados na minha procura de centros de yoga Iyengar aqui em Israel! estava a desesperar, principalmente porque ha imensos professores certificados de Iyengar yoga aqui, parecia-me inacreditavel como é que não os conseguia encontrar... mas agora ja me começo a "orientar":) em TelAviv, encontrei estes sitios

http://www.yoga-studio.co.il/
http://www.iyengar-yoga.co.il/
http://www.iyengar-yoga-tlv.co.il/

Curiosamente, a maior parte dos professores e centros está em TelAviv, o que nao dá jeito nenhum... mas hoje recebi um e-mail da associacao de professores de Iyengar de Israel, com a morada de um centro aqui em Jerusalem, e o contacto do professor - foram muito simpaticos :) espero no proximo mês ja estar a ter aulas...

Wednesday, 21 May 2008

Retoma

Pois, tentei recomeçar a minha pratica, mas fiz asneira ao fazer sarvangasana na cadeira, e fiquei com uma dor nas costas jeitosa :( então começando pelo princípio... uma das coisas de que tive pena ao vir para Israel foi deixar de ter as minhas aulinhas de Iyengar yoga no centro Patanjali, e não poder trazer o meu material de yoga, por considerável falta de espaço... acabei por trazer só o meu tapetinho anti-deslizante, um cinto e o livro dos Mehta, esperançada de que pudesse depois arranjar o resto. Uma das coisas que reparei logo foi que neste apartamento tinha varias cadeiras sobresselentes ideais para yoga, por isso quando retomei a minha pratica decidi fazer sarvangasana na cadeira, até porque estava cansada e por isso resolvi fazer uma prática mais relaxante. O problema é que não tinha mantas em condições (improvisei mais ou menos, mas sem grande sucesso) e foi a primeira vez que tentei sarvangasana na cadeira sem ser nas aulas (ainda não tinha conseguido arranjar uma cadeira apropriada em casa), e mesmo nas aulas não fiz assim tantas vezes... enfim, dei por mim a "trengar" consideravelmente, embaraçosamente quase a cair da cadeira, so visto... e o resultado é uma dor nas lombares, mas a culpa foi minha, devia ter tido mais cuidado... mas lá está, só a fazer é que se aprende.
Definitivamente estou a precisar de retomar não só a pratica pessoal mas também as aulas, mas ainda não consegui encontrar um local adequado em Jerusalem. Já enviei ontem um e-mail para um dos professores que aparece na pagina de Pune e que pela morada era aqui pertinho, mas nao tive resposta, e hoje mandei outro e-mail para a associação israelita de Iyengar yoga, a ver se eles me direccionam para algum sítio ou dão alguma informação, mas até agora ainda nada... Eles têm uma página aparentemente muito completa, mas esta quase tudo em hebreu... o que para mim ainda é chinês :)

Tuesday, 20 May 2008

Stardust - O Mistério da Estrela Cadente

Gostava de ter visto o filme, mas acabei por o perder, e em compensação o Ze deu-me o livro... faz-me lembrar nalgumas coisas o hobbit, e acabei por devorá-lo rapidamente; parece (e é) um livro levezinho, mesmo para crianças, mas tem a capacidade engraçada de nos conseguir fazer entrar num mundo irreal mas simultãneamente plausível, porque a fidelidade com que retrata o coração humano faz com que todo o livro soe bastante a real, mesmo com toda a fantasia e magia, incluindo bruxas, unicornios e estrelas cadentes...

Monday, 19 May 2008

Extremos

Jerusalém é um sítio de extremos, no tempo e em tudo o resto... tem estado bastante calor (acima dos 30 ºC), mas arrefece consideravelmente de manhã cedo e à noite, e é bem preciso um agasalho. O problema é que ora tenho muito calor ora tenho frio... durante o dia e no exterior está bastante quente e o sol é abrasador (precisava talvez de arranjar um chapéu, porque agora que tenho pouco cabelo sinto mesmo o sol na cabeça, e claro tenho sempre que usar protector solar na cara) mas em quase todo o lado ha ar condicionado e aí começo a ter frio (detesto ar condicionado, mas aqui talvez seja mesmo preciso...) O meu termostato interno está permanentemente a oscilar entre os dois extremos, e a consequência visivel para já é uma ligeira constipação.
Outros extremos... estou a morar num bairro muito agradável, onde era a antiga colónia alemã em Israel, e tudo é muito arranjadinho e limpinho, há imensas árvores, jardins, banquinhos e parques, uma zona mesmo muito arborizada e bem tratada, e bem, talvez não devesse dizer isto assim, mas onde as pessoas são "normais". Onde trabalho, a escassos kilometros, é um sítio totalmente diferente, e tenho mesmo a sensação de estar noutro país, é um contraste assombroso. O instituto fica no bairro de Mea Shearim, o bairro ultra-ortodoxo mais antigo da cidade, e é mesmo outro mundo. Aqui é a zona por excelência dos judeus mais fundamentalistas, há várias escolas religiosas e toda a gente veste a rigor, os homems com o tradicional fato preto, chapéu, tranças e demais "adereços", as mulheres com saias até aos pés, cabelo tapado por uma espécie de touca, blusa de manga comprida e apertada até cima. É impressionate mas nesta zona, desde que desço do autocarro até ao trabalho, não se vê uma unica mulher com calças, parece que tudo parou no tempo, algures no inicio do seculo vinte, ou assim... Ontem fui almoçar com dois colegas (homens) a uma pizzaria em frente ao instituto, e hoje repeti a proeza, mas sozinha... talvez por estar acompanhada por homens ontem ninguém me tinha dito nada, mas hoje, como estava sozinha a reacção foi bem diferente, porque manga curta e calças de ganga em Mea Shearim não é aceitável, e vários ortodoxos zelosos tentaram fazer-mo ver... os meus colegas disseram-me para pelo menos levar um casaco, porque pela lei judaica (religiosa) podem cuspir-me ou lançar-me pragas por indumentária imprópria (as pragas não tem mal, mas cuspir já é mais chato, e os olhares em si são muito desagradáveis), por isso vou ter que ir almoçar, com temperaturas acima dos trinta graus, de manga comprida (!), que isso de mostrar os braços parece ser uma ofensa grave... ja as calças de ganga tenham paciência... era o que faltava andar com saias até aos pés! Ao percorrer as ruas pobres e sujas de Mea Sharim (muitos ortodoxos não trabalham, só estudam - religião, claro - e têm muitos filhos - parece ser só para isso que as mulheres servem, porque de resto estão sempre muito abaixo dos homems) não pude deixar de pensar o quanto o fundamentalismo árabe e judaico têm de comum, os extremos... tocam-se

Sunday, 18 May 2008

Chegada

Cheguei hoje a Tel Aviv, as tres da manha (infelizmente, a maior parte dos voos para Tel Aviv chegam de madrugada e partem para a Europa por volta das 5 ou 6 da manha, supostamente para dar tempo para os voos de ligaçao na Europa)... apesar de o horario ser chato, sentia-me bem (fui dormitando alguma coisa), a mala chegou depressa e mesmo a parte mais chata das formalidades de entrada foi muito smooth, as perguntas habituais mas nada de muito especial... Tinha o meu colega à minha espera (eu tinha-lhe dito que nao valia a pena, por causa da hora) mas ele fez o obsequio, o que deu mesmo muito jeito, porque aquela hora e carregada como um burrinho como eu estava ia ser uma maçada de outra maneira... Fizemos o caminho do costume para Jerusalem, e cheguei finalmente ao meu "palacio" temporario, que e' o segundo andar da casa do meu colega (mas e' independente, tem uma entrada propria, cozinha, sala, quarto de banho e um patio/varanda fantastico, não sei porquê faz-me sentir rainha do Egipto, talvez por causa das palmeiras...) Soube muito bem "aterrar" e deitei-me por volta das cinco e meia - primeiro achava que era de manha e nao ia conseguir dormir, mas depois "peguei" e só acordei depois das nove! Domingo é dia de trabalho em Israel, por isso fui até lá; o meu colega (que já tinha ido trabalhar) ofereceu-se para me ir buscar e levar até lá, mas eu achei que já era mordomia a mais, e disse que ía de autocarro. De início arrependi-me da ousadia, afinal só tinha andado de autocarro uma vez em Jerusalem, e só tinha um mapa e uma ideia vaga dos arredores do meu novo local de trabalho, mas correu mesmo muito bem porque consegui reconhecer muitos do sitios onde ja tinha passado das outras vezes, e consegui chegar la facilmente sem me enganar uma única vez,o que não deixa de ser surpreedente, dado que a minha falta de aptidão espacial é lendária... mas aparentemente aqui em Jerusalém o meu GPS interno parece funcionar razoávelmente... ainda bem :)

Ontem enquanto esperava pelo voo para Telavive não resisti a telefonar ao meu maridinho, com o argumento (que dei a mim mesma) de que da Europa seria mais barato do que de Israel - todos os pretextos são bons :) Passado um bocado, fui abordada por uma senhora, já com alguma idade, que parecia muito aflita e pediu-me, num Inglês meio macarrónico, se eu lhe podia emprestar o telemóvel porque precisava de fazer uma chamada importante para Israel - nós já estávamos na porta de embarque, depois de passar por procedimentos especiais de segurança (o costume em voos para Israel) e não havia telefones - nem mesmo "casinha", o que me fez arrepender de ser cautelosa e ir cedo para a porta, mas enfim, continuando... a senhora abriu a carteira e exibiu shekels, mas eu disse-lhe obviamente que não era preciso, e a senhora, muito agradecida, la fez a chamada para Israel, e de facto foi muito rápido, lá comunicou o que tinha a comunicar num hebreu super-sónico,agradeceu novamente,e tentou explicar que tinha comprado dois cartões mas não funcionavam... Percebi-a perfeitamente, tive a mesma sensação quando cheguei aos Estados Unidos e o meu roaming não funcionava, é desesperante precisar mesmo de fazer uma chamada e não conseguir. O caricato foi que eu é que tive que lhe dar o indicativo de Israel, porque a senhora não sabia... Como o BP costumava dizer, uma BA faz-nos melhor a nós do que ao recipiente, e senti precisamente isso - pode ser que seja um começo auspicioso :)

Tuesday, 13 May 2008

Greendex

Descobri este calculador da National Geographic para obter o índice individual de "greeness"

http://event.nationalgeographic.com/greendex/calculator.html

O meu índice é 59, e deu-me algum trabalho até perceber o que isso significava exactamente, mas segundo a NG é um índice alto, o que parece indicar que estou no bom caminho da sustentabilidade... estes estudos são sempre suspeitos, é sempre difícil avaliar tantos factores diferentes, mas de qualquer maneira achei engraçado

Saturday, 10 May 2008

Workshop com Rajiv Chanchani - cont

Hoje continuou a workshop, e há tanta, tanta coisa para "digerir" ... como Rajiv Chanchani diz, está essencialmente a dar-nos "trabalho de casa" a abrir-nos os olhos (ou melhor a mente e o coração), e esse trabalho tem mesmo que ser feito por cada um de nós, não é possível aprender só a ouvir e a ver.
Bom, mas para já posso talvez ressaltar deste dia a minha aventura pessoal: Rajiv conseguiu pôr-me em Urdhva Dhanurasana! É uma postura que até agora nunca tinha conseguido fazer. Por isso perguntei ao professor qual a postura alternativa que deveria fazer, já que não conseguia esta, mas ele respondeu-me que se eu quisesse me punha a fazê-la! e assim foi, meu dito meu feito. Colocou duas almofadas cruzadas, dois tijolos para as mãos, deu-me uma pequena ajuda no impulso para subir, e pronto, como se fosse muito fácil, lá estava eu em Urdhva Dhanurasana. O mais surpreendente é que mesmo sem ajuda consegui repetir a proeza, e fazer "sozinha" Urdhva Dhanurasana - fiquei mesmo muito contente, e foi uma lição preciosa. O professor disse que claro que eu conseguia, estava era com mente "negativa". Fiquei indignada, eu não considero que tenha uma mente negativa! mas a indignação durou alguns segundos, se tanto... o professor tinha razão, definitivamente eu não estava com uma mente positiva. Estava antes num turbilhão, a pensar que não conseguia fazer esta postura, que não tinha força nos braços, que todos conseguiam menos eu, até preocupada e aborrecida com o pêlo azul que as minhas mantinhas não paravam de largar e que se colavam a tudo... não é de facto o estado mental emocional e mental ideal para a prática de yoga. Mais uma lição de humildade :)

Friday, 9 May 2008

Workshop com Rajiv Chanchani

Começou hoje a workshop com Rajiv Chanchani. Foi a primeira vez que fui a um evento deste tipo, e no inicio estava um bocadinho assustada, com tanta gente e com um ar tão "profissional"... mas rapidamente essa ansiedade desapareceu e senti-me antes muito sortuda por ter a oportunidade de assistir aos ensinamentos de Rajiv Chanchani. O professor é mesmo muito bom; por acaso vim no metro a reler "Meditation Now or Never" de Steve Hagen (já é a terceira vez que leio este livro, e encontro sempre coisas diferentes, além de que estou a precisar de comprar mais ebooks - já li todos os que tenho no palm :), mas enfim o que interessa é que achei que isto descrevia muito bem este professor de yoga

A genuine teacher isn't concerned with your personnal agenda. They don't really care whether or not you like them, or even whether or not they like you. Their concern is that you wake up. And they may be very candid and direct - that is not nice - in helping you to do so. So be grateful if you're lucky enough to find someone like this.

Do que mais tenho gostado na workshop não é tanto da parte das posturas, embora também seja fantástico (só o que há para aprender sobre tadasana dava para os três dias da workshop!...) mas quando nos sentamos para aprender sobre filosofia e o sentido da prática de yoga. Rajiv consegue transmitir conceitos profundos com uma limpidez surpreendente, e é muito inspirador. Mas de facto não é um caminho para percorrer durante alguns anos, ou mesmo uma vida, é antes para várias vidas - tal qual como a meditação:
We usually come to meditation for the wrong reasons, out of ignorance and greed. This is normal. Yet, if we learn to take it properly, if we stay with it, we see for ourselves what meditation really is (...). We also come to see that there's no end to meditation. There's no finnish line, no graduation ceremony, no point when we're fully ripe and ready to pick, or baked to perfection and ready to remove from the oven. There's never a time when you're done with meditation and you stop. There's no end to this practice, or to its refinement.

Friday, 2 May 2008

F9 & KDE4

Hoje passei o feriado a "tratar" do meu portatil novo. O bichinho (um HP 6910 com 2 processadores intel, 4Gb de RAM, disco de 160 Gb a 7200 RPM, e claro, sem sistema operativo - taxa miscrosoft) chegou ontem, e o timing não podia ser mais perfeito. Nada melhor do que um fim de semana prolongado para me dedicar a instalar e configurar tudo. Já imaginava que fosse dar algum trabalho, custa sempre mais do que parece mimetizar tudo o que foi sendo adaptado e configurado na máquina anterior, mas o processo revelou-se, digamos... surpreendente. A instalação em si do sistema correu muito bem, o Ze ajudou-me a instalar o F9 (RC), e foi muito smooth (a unica coisinha que teve que ser ajustada foi o driver da placa wireless, por ser uma b43). Já o KDE4... foi uma dor de cabeça. A adaptação foi (está a ser) no mínimo lenta, para não dizer mesmo difícil. Reconheço que o design é interessante, os icons são muito bonitos (o que para mim é importante - passei uma grande parte da tarde a re-organizar os meus icons) mas de resto soube um bocadinho a downgrade. Foi um desespero tornar o meu desktop aceitável (agora até não está mal, mas exigiu uma enorme dose de paciência), e não me conformo com o estilo do menu principal do KDE. Principalmente, não consigo engolir o dolphin como gestor de ficheiros. Não tem tree, tabs, bookmarks... :(
Enfim, para terminar num tom mais positivo, devo dizer que estou muito contente com a nova maquina, ja está (quase) tudo a funcionar, e bem (com uma ajudinha da minha cara metade), e o KDE4.>0 promete...

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