Wednesday, 30 April 2008

VPN - take II

Foi uma luta pôr o VPN a funcionar, mas depois nunca mais deu problemas - até hoje... hoje de manhã apercebi-me que a coisa dava erro

Config file directory: /etc/opt/cisco-vpnclient
Could not attach to driver. Is kernel module loaded?

A solução é fazer simplesmente
sudo /etc/init.d/vpnclient_init restart

(se acontecer a mais alguém...)

Tuesday, 29 April 2008

Music Builds Bridges in the Brain

Um estudo apresentado este mês na reunião anual da Cognitive Neuroscience Society indica que a prática esforçada de um instrumento musical reforça significativamente a ligação entre os dois hemisférios cerebrais, daí o título do artigo "Music Builds Bridges in the Brain"... e eu que abandonei a minha prática de guitarra!... mais aqui

Saturday, 26 April 2008

Nunca é tarde demais (The bucket list)

Hoje fui ver este filme, já estava a contar que fosse bom, mas conseguiu superar as minhas expectativas. O argumento é inteligente e sensível, e a interpretação fabulosa. Vale bem a pena viver, e nunca é tarde demais...

Tuesday, 22 April 2008

Menos dinheiro para livros mas melhor do que um cão

O arquivo pessoal de Darwin, o pai da teoria da evolução, está agora disponível online, incluindo o clássico texto sobre o casamento

Reasons for not marrying: freedom to go where one liked; choice of Society & little of it. - Conversation of clever men at clubs - Not forced to visit relatives, & to bend in every trifle. - to have the expense & anxiety of children - perhaps quarrelling - Loss of time. - cannot read in the Evenings - fatness & idleness - Anxiety & responsibility - less money for books.

[Reasons for:] Children - (if it Please God) - Constant companion, (& friend in old age) who will feel interested in one, - object to be beloved & played with. - better than a dog anyhow.

Sunday, 20 April 2008

Viena

Mais uma vez voltei a Viena, e apesar de ter estado ainda mais ocupada do que o habitual, consegui desfrutar da cidade, se bem que de maneira diferente. Desta vez não estive em nenhum museu oumonumento (nao houve tempo, além de que ja estive na maior parte dos sitios que me interessava visitar em anos anteriores), mas aproveitei para experimentar com mais calma a atmosfera da cidade, o que inclui vaguear pelo centro (gosto imenso de percorrer a pé o centro historico), ir aos restaurantes tipicos de Viena, (em caves com uma mistura engraçada de taberna e tipica elegancia austriaca), as confeitarias (as tartes sao irresistiveis, e não me tenho feito muito rogada) e claro os cafés - gosto imenso dos cafés em Viena, não da bebida em si (que tambem é irrepreensivel), mas do sitio. O unico senão da maior parte dos cafés vienenses é mesmo o fumo, Viena deve ser uma das ultimas cidades europeias sem grandes restrições para fumadores; é verdade que em alguns locais é proibido fumar, por exemplo no aeroporto, mas em todos os cafés e restaurantes o cinzeiro (assim como as velas, ja agora) é uma peça indispensavel numa mesa vienense, ou como uma amiga minha (fumadora) não se cansou de dizer,Viena é o paraíso dos fumadores... Apesar desse aspecto menos positivo, continuo a gostar muito da atmosfera unica dos cafés vienenses. Muito mais do que um local onde se toma café, em Viena um café é uma autentica instituição, com historia, tradições, ''habituées''com mesa fixa... antes de mais um sitio para passar tempo a ler, conversar, escrever...uma reliquia de uma altura em que o tempo corria devagar. O engraçado é que mesmo no McDonalds é comum encontrar mesas ocupadas durante um tempo consideravel por pessoas que estão a ler ou simplesmente a passar tempo, tal como no café vienense tradicional (eu sei, quem é que se lembraria de ir ler para o McDonalds?!, mas garanto que acontece, particularmente com pessoas mais seniores ..... e ja agora o McDonalds tem uma wiener melange muito aceitavel, passe a publicidade ) Hoje foi o unico dia que tive livre (o meu voo é so ao fim da tarde)e decidi vir até ao Stadtpark, porque estou um bocadinho cansada (foi uma conferencia muito intensa) e pareceu-me que seria um bom programa para recuperar - e não me arrependi. O statdpark tem alguns turistas, mas não muitos, e a maior parte limita-se a ficar pela area junto ao Kursalon e a tirar fotografias à estatua do Strauss (o que a escultura tem de especial para merecer tanto entusiasmo escapa-me por completo). Eu gosto de vaguear pelo parque, saborear as árvores, ver os patos, ouvir os passaros e passar um bom bocado junto ao lago a escrever (isto (!), como é o caso - o unico anacronismo talvez seja mesmo estar a fazê-lo no meu palm, com alguma dificuldade por causa do reflexo - definitivamente o palm não foi feito para operar em meio natural, mas enfim...). Este ano o Stadtpark está coberto de flores e imensas tulipas, não me lembro de estar tão florido em anos anteriores, e logo me interroguei mentalmente se este inverno teria sido menos rigoroso na Austria - deformação profissional... agora vou parar de escrever, apreciar mais um bocadinho do parque e do lago, e depois dar uma ultima voltinha pelo Graben, talvez até aproveitar para mais um café e uma derradeira fatia de tarte :)

Thursday, 10 April 2008

VPN - FCUP

Ando à uns tempos a tentar tratar do VPN para ligar à FCUP e finalmente hoje consegui. Foi uma trabalheira, mas estou bastante contente por agora estar a funcionar bem!
Tinha notado à algumas semanas que o VPN tinha deixado de funcionar, mas primeiro nao liguei, porque achei que era algo temporário e também porque não tenho precisado (muito), mas depois começou a chatear, e a fazer falta... por isso comecei por perguntar a um amigo o que se passava, e ele recomendou-me que instalasse o software que está na página do Centro de Cálculo. Lá fiz download da coisa, tentei instalar, mas não conseguia indicar o "Directory containing linux kernel source code"; verifiquei no yum que tinha o kernel-headers instalado, mas não havia meio de dar, e não quis estar outra vez a chatear o meu amigo para perguntar como fazer, por isso deixei marinar alguns dias... hoje enquanto esperava que um script acabasse de correr procurei mais um bocadinho e descobri que precisava de instalar o kernel-devel, o que resolveu o prolema do "directory containing linux kernel source code", mas mesmo assim aparecia outro problema que impedia a instalação. Por isso acabei por desistir de usar o download do centro de cálculo, em vez disso fiz exactamente como está aqui:
http://tuxx-home.at/archives/2008/01/25/T09_54_46/
Depois copiei o ficheiro FCUP.pcf (do centro de calculo) para o /etc/opt/cisco-vpnclient e voilà, ja tenho o VPN a funcionar - estou orgulhosa de moi-même :)

Tuesday, 8 April 2008

Som no Fedora 8

No outro dia o som foi-se... simplesmente, sem pré-aviso, o meu portátil ficou mudinho. Depois, também inesperadamente, assim como se foi voltou, e mais activo do que nunca, i.e. parecia que qualquer acção simples, desde apagar um email a guardar um ficheiro despoletava um sinalzinho sonoro qualquer. Quando passou a novidade, e tanto aviso sonoro já começava a incomodar, a ponto de eu pensar que tinha que arranjar maneira de desligar pelo menos metade das notificações, voltou a ir-se embora, de todo, nem um pio... até acho graça quando o comportamento do computador aparenta ser errático e impulsivo, como se o bichinho tivesse uma vida própria, mas isto de ficar sem musiquinha quando lhe dava na veneta não tinha assim tanta piada. Por isso resolvi procurar mais informação, para tentar endireitá-lo de vez, pelo menos no que toca ao som, e resultou. É um problema de permissões (enquanto root há som), e basta editar o ficheiro 50-default.perms
$ vi /etc/security/console.perms.d/50-default.perms
e adicionar no início
=/dev/dsp* /dev/snd/*
e no fim
0666 0600 root

Mais informação aqui:
http://lindesk.com/2007/11/sound-issue-in-fedora-8/

Sunday, 6 April 2008

GTD - resumo (continuação)

Este resumo parece interminável... definitivamente não é uma acção, mas um projecto!

O conceito de projecto no mundo GTD é um bocadinho diferente do que em geral asssociamos ao termo "projecto". Na terminologia GTD, um projecto é tudo aquilo que queremos ter "done"/conseguido e que requer mais do que uma unica acção para ser concretizado. A ideia é distinguir entre uma acção, que é inerentemente individual e associada à execução física de algo (por exemplo comprar, escrever, imprimir, telefonar,...) e um projecto, que não é algo "fazível" mas antes a visão do que se quer concretizar, i.e exprime um "successful outcome". A distinção parece subtil, mas é fundamental, e uma das peças chave da metodologia GTD. Requer contudo alguma disciplina e muita prática, porque nem tudo o que parece uma acção é, ou melhor pode ser, dependendo das circunstâncias particulares. Por exemplo, imaginemos uma situação em que preciso de enviar uma carta a outrem. Se já tiver escrito a carta e colocado num envelope, em princípio irá para a minha lista de acções, provávelmente como "Correio - enviar carta" na categoria @Errand. Se ainda não tiver escrito a carta, deveria ir para a minha lista de projectos, e acções individuais seriam pelo menos escrever a carta e ir ao correio, i.e seria um projecto porque requer mais do que um passo para ser completado. Uma das razões pelas quais esta separação (à primeira vista ridícula) entre projectos e acções funciona tão bem, é porque se adapta ao modo como o nosso cérebro em geral funciona. Voltando ao exemplo anterior, mesmo escrever a carta pode requerer mais acções, se para conseguir fazê-lo precisar de mais informação, fazer alguma pesquisa ou perguntar alguma coisa a alguém, por exemplo... o que acontece é que se por exemplo precisar de perguntar alguma coisa a alguém para terminar a escrita da carta, mas não o tiver conscientemente reconhecido , i.e. se só colocar na minha tasks list "enviar carta" a tendência será não o fazer, ou pelo menos adiar, porque o meu cerebro sabe que não posso fazer aquilo porque me falta informação mas ao mesmo tempo não traduziu essa "sensação" de forma concreta, pelo que o natural será ao ver essa task na minha lista de acções sentir algum desconforto mas não saber porquê... eu sei que parece confuso, mas garanto que funciona assim. Um artigo interessante sobre isso está aqui.


Eu tenho a minha lista de projectos no korganiser (para poder sincronizar fácilmente com o palm - e já agora, desde o ultimo post desta novela GTD o kpilot melhorou imenso e agora está um brinquinho!) e também no kbasket (principalmente pelos icons, devo admitir, mas também porque permite ter sub-baskets associados a cada projecto, onde tenho notas, links para documentos associados ao projecto, ...); o kbasket também permite exportar para html, o que me permite ter a minha lista de projectos no meu browser favorito. Outra das vantagens do kbasket é que me permite ter um arquivo dos projectos concluídos (gosto sempre de ficar com tudo registadinho) e no fim de cada mês passo os projectos concluídos (e os respectivos baskets, caso existam) para este basket onde arquivo tudo reference a cada ano:









4. Review

A revisão é uma componente fundamental do sistema GTD. É engraçado que mesmo revendo quase todos os dias as componentes mais fundamentais (lista de projectos, task lists,..) encontro sempre bastantes coisas para actualizar/corrigir/adicionar durante a revisão semanal, que costumo fazer todas as sextas feiras. Em geral nunca me demora menos de 1 hora, e ja chegou a durar mais de 3 horas, com a pratica torna-se mais eficiente - descobri por experiência que é preciso manter o foco e não deixar o processo de revisão arrastar-se desnecessáriamente, ao mesmo tempo tem que se alocar algum tempo "de qualidade" - definitivamente para mim a revisão é uma actividade de tipo II. Além da revisão semanal, faço uma revisão mensal, mais profunda, no fim de cada mês:








5. Do

A última fase do sistema GTD é o fazer, isto é concretizar as diferentes acções que conduzam à conclusão dos projectos na nossa lista. Uma das diferenças fundamentais do GTD em relação a princípios de time management tradicionais é que o que se faz deve ser escolhido baseado na nossa intuição e com base no i) contexto (o que é possível fazer - por exemplo se estiver num aeroporto há coisas que posso fazer e outras que não) ii) tempo disponível iii) energia e iv) prioridade. Enquanto que tradicionalmente a prioridade é um, senão o único factor a ter em conta ao escolher o que se vai fazer, o que à primeira vista faz sentido, i.e fazer-se aquilo que é mais prioritário na altura, a verdade é que não somos máquinas, e é por isso que esse tipo de sistema acaba por não resultar. Por exemplo, faz mais sentido numa altura em que se está cansado e com pouca energia fazer algo que exija menos recursos mentais/emocionais e não "forçar-se" a fazer algo que até pode ser mais prioritário. É um balanço que exige de facto que se confie na intuição para pesar convenientemente as possibilidades e escolher o que fazer numa determinada altura com a máxima eficiência. Para isso é preciso ter o sistema a funcionar, as listas de projectos e acções actualizadas, para ter uma "pool" adequada de onde escolher o que fazer.
Na categoria do "fazer"/do está definir trabalho, fazer trabalho que aparece e fazer trabalho pré-definido. O fazer trabalho pré-definido implica concretizar as acções e projectos definidos préviamente, e uma parte importante do trabalho própriamente dito consiste em definir conscientemente o que se quer fazer. Nesta era da informação as actividades têm cada vez mais fronteiras ténues e pouco definidas, pelo que definir sábiamente em que consiste exactamente o que se quer fazer é fundamental. Por outro lado, é inevitável que apareçam coisas para fazer que não estejam pré-definidas no sistema e que têm que ser feitas. O segredo está em dosear convenientemente este tipo de trabalho, e não exagerar, porque o estar sempre a apagar fogos pode tornar-se viciante, ao gerar adrenalina e um sentimento de resolver coisas rápidamente, mas por outro lado se em demasia não permite desenvolver projectos a mais longo prazo e que exigem um trabalho mais reflexivo e continuado. Mais uma vez, a chave do fazer é o equilíbrio entre os diferentes tipos de coisas "to get done"

Bom GTD!

Wednesday, 2 April 2008

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