Hoje fui cortar o cabelo... e foi digamos... pouco ortodoxo, mas muito divertido. Na sexta feira tinha ido até ao shopping com esse proposito, sabia que lá havia um cabeleireiro, mas quando cheguei ao sitio não gostei nada do aspecto do dito... pareceu-me um ambiente um bocado para o queque (se calhar os sofás em violeta choque não ajudavam) e de alguma forma intimidante... desisti e resolvi cortar o cabelo "elsewhere"...
Hoje fui ao cabeireiro aqui próximo de casa, por cima do supermercado. Agora que penso nisso, imagino que o facto de o estabelecimento ter um grande anuncio em inglês "Cut the way you like it" contribuiu pelo menos subliminarmente para que eu achasse o sitio atractivo (convenhamos que se eu passasse por um sítio a dizer cabeleireiro em hebraico provavelmente me passaria completamente despercebido)... Por isso lá subi as escadinhas (por cima do supermercado tem uma espécie de galeria comercial), lá encontrei o cabeleireiro (de baixo só dá mesmo para ver o anuncio, em letras mais ou menos garrafais), mas depressa me apercebi que havia qualquer coisa de estranho... O cabeleireiro estava aberto mas a porta estava fechada e quando espreitei lá para dentro verifiquei que era minusculo (digamos que dava para duas pessoas no máximo) e estava vazio, só tinha um sofazito à entrada em que alguém estava deitado. Já estava a dar meia volta, e a pensar que ainda não era hoje que cortava o cabelo, quando o senhor se levantou e abriu a porta (pelos vistos apercebeu-se que eu estava a espreitar) e me convidou a entrar... hesitei, e perguntei se não era um cabeleireiro de homens, mas o senhor disse-me que cortava o cabelo tanto a homens como mulheres. Definitivamente pelo aspecto do sítio não parecia que cortasse o cabelo a senhoras (não estava mal arranjado, só que não tinha "ar") mas não inteiramente convencida resolvi arriscar... afinal o meu cabelo não é à homem mas quase, e pensei que com o meu corte habitual o risco era pequeno, nada que um bocadinho de gel não ajudasse a corrigir), e ainda não tinha que esperar, por isso havia algumas vantagens...
O cabeleireiro chama-se "Eric of Alaska" (se calhar se tivesse sabido o nome antes talvez me tivesse apercebido que não era um cabeleireiro de senhoras, não sei... ) e sim, o senhor é o Eric e é.. do Alaska (não admira que tivesse tudo em inglês, o que para mim é uma grande vantagem). Foi giro porque o senhor tinha umas fotografias muito bonitas do Alaska nas paredes, e tivemos uma conversa muito interessante sobre montanhas e ursos e salmões... Uma coisa engraçada em Israel é a diversidade de pessoas que se encontra, em geral pessoas com histórias compridas e uma cultura invulgar. Acabei por gostar do bocado que passei a cortar o cabelo, além de achar divertida a situação em si em que me vi "metida" - no caminho para casa ainda me vinha a rir sozinha ao lembrar-me de todo o processo. Paguei 100 NIS (cerca de 20 euros) e tive direito a um cartãzinho que voltava a ribombar "Haircuts by Eric of Alaska - Cut the way you like it" e acrescentava um igloozito catita como logotipo e em letras mais pequeninas USA professional (não fosse haver duvidas). Em relação ao corte em si... posso dizer que excedeu as minhas expectativas, e está óptimo. Fiel ao seu lema, o senhor lá cortou da maneira que eu queria, inicialmente pouco convencido (perguntou-me mais do que uma vez quando é que eu tinha cortado o cabelo da ultima vez), porque de facto estava até bastante curto... o problema é que com o meu penteado habitual, muito curto, quando começa a crescer um bocado já não fica tão bem, e sinto necessidade de o cortar (estou fã de cabelo ultra-curto) mas aqui não é muito habitual o cabelo curto, e o senhor estava claramente a achar estranho... mas lá se resolveu e agora estou com o cabelo mais curto (como eu queria) e tenho mais uma "aventura" para contar ;) Estou morta por ver a cara da mulher do meu chefe quando lhe disser onde cortei o cabelo - vai ter um colapso! :)
Hoje fui ao cabeireiro aqui próximo de casa, por cima do supermercado. Agora que penso nisso, imagino que o facto de o estabelecimento ter um grande anuncio em inglês "Cut the way you like it" contribuiu pelo menos subliminarmente para que eu achasse o sitio atractivo (convenhamos que se eu passasse por um sítio a dizer cabeleireiro em hebraico provavelmente me passaria completamente despercebido)... Por isso lá subi as escadinhas (por cima do supermercado tem uma espécie de galeria comercial), lá encontrei o cabeleireiro (de baixo só dá mesmo para ver o anuncio, em letras mais ou menos garrafais), mas depressa me apercebi que havia qualquer coisa de estranho... O cabeleireiro estava aberto mas a porta estava fechada e quando espreitei lá para dentro verifiquei que era minusculo (digamos que dava para duas pessoas no máximo) e estava vazio, só tinha um sofazito à entrada em que alguém estava deitado. Já estava a dar meia volta, e a pensar que ainda não era hoje que cortava o cabelo, quando o senhor se levantou e abriu a porta (pelos vistos apercebeu-se que eu estava a espreitar) e me convidou a entrar... hesitei, e perguntei se não era um cabeleireiro de homens, mas o senhor disse-me que cortava o cabelo tanto a homens como mulheres. Definitivamente pelo aspecto do sítio não parecia que cortasse o cabelo a senhoras (não estava mal arranjado, só que não tinha "ar") mas não inteiramente convencida resolvi arriscar... afinal o meu cabelo não é à homem mas quase, e pensei que com o meu corte habitual o risco era pequeno, nada que um bocadinho de gel não ajudasse a corrigir), e ainda não tinha que esperar, por isso havia algumas vantagens...
O cabeleireiro chama-se "Eric of Alaska" (se calhar se tivesse sabido o nome antes talvez me tivesse apercebido que não era um cabeleireiro de senhoras, não sei... ) e sim, o senhor é o Eric e é.. do Alaska (não admira que tivesse tudo em inglês, o que para mim é uma grande vantagem). Foi giro porque o senhor tinha umas fotografias muito bonitas do Alaska nas paredes, e tivemos uma conversa muito interessante sobre montanhas e ursos e salmões... Uma coisa engraçada em Israel é a diversidade de pessoas que se encontra, em geral pessoas com histórias compridas e uma cultura invulgar. Acabei por gostar do bocado que passei a cortar o cabelo, além de achar divertida a situação em si em que me vi "metida" - no caminho para casa ainda me vinha a rir sozinha ao lembrar-me de todo o processo. Paguei 100 NIS (cerca de 20 euros) e tive direito a um cartãzinho que voltava a ribombar "Haircuts by Eric of Alaska - Cut the way you like it" e acrescentava um igloozito catita como logotipo e em letras mais pequeninas USA professional (não fosse haver duvidas). Em relação ao corte em si... posso dizer que excedeu as minhas expectativas, e está óptimo. Fiel ao seu lema, o senhor lá cortou da maneira que eu queria, inicialmente pouco convencido (perguntou-me mais do que uma vez quando é que eu tinha cortado o cabelo da ultima vez), porque de facto estava até bastante curto... o problema é que com o meu penteado habitual, muito curto, quando começa a crescer um bocado já não fica tão bem, e sinto necessidade de o cortar (estou fã de cabelo ultra-curto) mas aqui não é muito habitual o cabelo curto, e o senhor estava claramente a achar estranho... mas lá se resolveu e agora estou com o cabelo mais curto (como eu queria) e tenho mais uma "aventura" para contar ;) Estou morta por ver a cara da mulher do meu chefe quando lhe disser onde cortei o cabelo - vai ter um colapso! :)